|
|
 |
...
Batista Botelho
Bernardino de Campos
Luiz Pinto
...
Saída para o ramal de Santa Cruz do Rio Pardo (1908-1966):
Sodrélia
...
Tronco EFS - 1935
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
...
|
 |
|
|
|
|
E. F. Sorocabana
(1908-1971)
FEPASA (1971-1998) |
BERNARDINO
DE CAMPOS
Município de Bernardino de Campos,
SP |
| Linha-tronco - km 450,675 (1931) |
|
SP-1010 |
| |
|
Inauguração: 06.04.1908 |
| Uso atual: usada pela Prefeitura |
|
com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1939 |
| |
|
|
| |
| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
| |
A ESTAÇÃO: A estação de
Bernardino de Campos foi inaugurada em 1908. Já em 27/11/1909,
o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a criação de
uma agência postal em Bernardino de Campos (na estação?).
Entre 1908 e 1966 dali saía o ramal de Santa Cruz do Rio Pardo,
projetado inicialmente para atingir o rio

ACIMA: Ah, os bons tempos!!!! Bilhete para ir de
Bernardino de Campos a Cerqueira Cesar em primeira classe, provavelmente
nos anos 1940. ABAIXO: Elétrica da FEPASA em frente à
estação em 1997 (Foto Sergio Salgado).
Paraná
na altura do rio do Peixe, mas que nunca passou de Santa Cruz.
Em 1939, o prédio original da estação foi substituído por um mais
moderno, o atual. Ali próximo à estação,
em 1953, ocorreu um acidente fatal: "O acidente (uma explosão
da caldeira da locomotiva) ocorreu por volta de 23h30 do dia 12 de
setembro de 1953, no quilômetro 454 da Estrada de Ferro Sorocabana,
em Bernardino de Campos, de onde saía um ramal para Santa Cruz do
Rio Pardo. Foi o maior desastre já ocorrido naquela época. O maquinista
Paulo Rodrigues e o foguista José Cardoso Barbosa foram arremessados
longe, junto das ferragens da locomotiva, e morreram na hora. A locomotiva
número 1001 vinha de Ourinhos e puxava 29 vagões de carga. A explosão
ocorreu em pleno curso. No inquérito policial da delegacia de polícia
de Bernardino de Campos, o acidente é narrado em tons literários.
'Em pleno curso a locomotiva explodiu, arremessando seus ocupantes
e todas ferragens à grande distância, num troar surdo e sinistro.
O guarda-trem Antonio Souza Santos e seus companheiros, os ajudante
José Benedito Costa e Joaquim Pires, aos poucos se juntaram e, na
noite fechada e de ventania, procuraram seus colegas que aos brados
os chamavam'. Como relata o delegado da época, vários carros ficaram
'estraçalhados' e sacos de trigo, cal e ferragens se espalharam pelo
chão. Foram encontradas ferragens da máquina num raio de 200 a 300
metros. A caldeira

ACIMA: Fotografias do acidente de 1953 próximo
a Bernardino de Campos (Fotos publicadas no jornal O Debate, em 12/2007).
ABAIXO: Na plataforma da estação pintada com cenas infantis
em 2010, o dístico com o nome ainda segue a linha dos anos
1930. Muito bonitas letras (Foto Ralph M. Giesbrecht em 29/12/2010).
estava
às margens, virada em sentido contrário e cerca de 40 metros do local
da explosão. Os corpos do maquinista e foguista foram encontrados
a 200 metros do local. Os trilhos ficaram retorcidos devido à força
da explosão que queimou parte do cafezal pelo calor da água da caldeira.
Havia fragmentos da locomotiva retorcida em ambas as margens, com
a caldeira arremessada de um lado e o tender de outro, numa poça de
óleo" (Jornal "O Debate", dezembro de 2007, Santa
Cruz do Rio Pardo). O último trem de passageiros passou pela estação
em 16 de janeiro de 1999, quando foi suprimido pela Ferroban, sucessora
da Fepasa. Há também uma pequena casinha, a cem metros
à frente da estação, que tem um vagão
desativado servindo também como residência, à
sua frente, num desvio abandonado. Em 2001,a estação
era uma fábrica de camisas e também tem um posto de
atendimento do AAA. Várias janelas estavam lacradas e também
a porta de acesso do prédio à plataforma. Em 2010, abrigava
órgãos da prefeitura.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Sergio
Salgado; Carlos R. Almeida; Antonio Rapette; Museu da Cia. Paulista,
Jundiaí; O Debate, 2007; E. F. Sorocabana: Relatórios
anuais, 1875-1969; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
| |
|
|

A estação antiga de Bernardino de Campos, em foto
sem data (anos 1930?). Foto cedida por Antonio Rapette |

A estação apinhada de gente, c. 1960. Note que
ainda não existe a eletrificação no trecho.
Foto dos arquivos do Museu da Cia. Paulista, Jundiaí |

A estação em 26/4/1996. Foto Carlos R. Almeida |

Armazém ao lado da estação, em 22/10/2000.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataforma deserta da estação, em 22/10/2000.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Fachada da estação (22/10/2000). Foto Ralph M.
Giesbrecht |

A fachada em 29/12/2010. Pouco mudou em 10 anos . Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A plataforma em 29/12/2010, pintada com ridículos desenhos
infantis. Foto Ralph M. Giesbrecht |
|
|
| |
|
|
| Atualização:
25.03.2012
|
|