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| Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1926-1976) |
TANCREDO
FRANÇA (antiga ERIAL)
Município de Uberaba, MG (veja
o local) |
| Linha do Catalão - km 563,145 (1937) |
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MG-0296 |
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Inauguração: 1926 |
| Uso atual: depósito |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha do
Catalão foi construída entre 1888 e 1889 até
Uberaba, tendo chegado em 1895 a Uberabinha (Uberlândia) e 1896
a Araguari. Continuação da linha do Rio Grande a partir
da estação de Jaguara, às margens do rio Grande
e já em território mineiro, a idéia da Mogiana
era alcançar Catalão, em Goiás (daí o
nome) e dali seguir para Belém do Pará, coisa que nunca
aconteceu. Na verdade, a E. F. de Goiás acabou por construir
esse trecho, chegando até Goiânia e Brasília.
Em 1915, o ramal de Igarapava foi prolongado para além de Igarapava
de forma a alcançar a linha do Catalão um pouco antes
de Uberaba, em Rodolfo Paixão. A nova linha provou ser mais
econômica do que o trecho da linha do Catalão entre o
rio Grande e Uberaba, trecho este que foi abandonado definitivamente
em 1976, depois de ser separado da linha do Rio Grande em 1970 por
causa da construção da represa de Jaguara. O trecho
a partir de Uberaba foi, então, incorporado ao ramal de Igarapava
e, em 1979, totalmente retificado a partir de Ribeirão Preto
até Araguari. Trens de passageiros percorreram o trecho até
1979 e depois o trecho retificado até 1997, quando foram suprimidos,
já pela Fepasa. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Erial foi inaugurada em 1926. Em 1960, teve o nome alterado
para Tancredo França. Nesta estação, havia

ACIMA: Fazenda Erial, de Tancredo França,
com uma chave ali construída pela Mogiana. O ano é 1907.
Provavelmente foi esta chave que deu origem à estação
de Erial em 1926 ´no mesmo local ou em local próximo
(O Malho, 11/5/1907).
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Tancredo França, c. 1900
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troca de staff, e por volta
de 1965 era comum os ferroviários dali amarrarem bilhetinhos
no bastão de staff para o maquinista providenciar remédios
em Uberaba ou em Conquista. Havia uma colônia
de casas de turma 4 km à frente dessa estação,
que era onde Vicente, portador da Mogiana na época,
trabalhou na primeira metade dos anos 1960. A ex-estação
estava em 2002 em ruínas e fazia parte da fazenda Erial,
da família França, daí o seu nome
Tancredo França, o patriarca da família.
Conservava ainda sua
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arquitetura, caixa d'água e outros
prédios, mas era então uma espécie de depósito
da referida fazenda. "(A fazenda) É um belo conjunto.
Ainda possui uma escola "estadoal" antiga, fechada, da década de 1920.
Uma bela igreja, fechada. Algumas ruínas, galpões, uma fábrica de
manteiga e o belo casarão da fazenda. A estação também está em razoável
estado de conservação, telhado em bom estado, não possui problemas
estruturais. Só vidros quebrados, esquadrias de madeiras um pouco
vandalizadas, piso de tabuado corrido apodrecido em determinados trechos.
O resto está em bom estado. Resultado dos proprietários que cuidam
de tudo como podem e, segundo me disseram, sem receber nem pelo menos
um "muito obrigado" de governo nenhum" (Glaucio Henrique
Chaves, 2/2012).
(Fontes: Glaucio Henrique Chaves; Domingos Tiveron
Filho; Gilmar de Oliveira; Vicente Alves Pereira; Cia. Mogiana: relatório
oficial de estações, 1937; Cia. Mogiana: relatórios
anuais, 1900-69) |
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A estação, em 07/1986. Na época da foto
estava sendo usada como depósito de máquinas,
Foto Domingos Tiveron Filho |

A estação, em 07/1986. Foto Domingos Tiveron Filho
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| Atualização:
18.03.2012
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