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Barigüi
Araucária
Passaúna
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IBGE - 1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2004
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E. F. Paraná
(1891-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1977) |
ARAUCÁRIA
Município de Araucária, PR |
| linha Curitiba-Ponta Grossa - km 134,828
(1935) |
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PR-1168 |
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Inauguração: 18.11.1891 |
| Uso atual: demolida |
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sem trilhos |
| Data de abertura do prédio atual:
1962 (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: A
linha unindo Curitiba a Ponta Grossa teve o seu primeiro trecho aberto
em 1891, chegando a Ponta Grossa em 1894. Mais ou menos na metade
do caminho, a estação de Serrinha, na margem direita
do rio Iguassu, dava saída ao ramal de Rio Negro, que seguia
para o sul, enquanto a linha de Ponta Grossa seguia para noroeste.
Nos anos 1930 e 40, houve algumas modificações no traçado
na região de Serrinha, e o entroncamento passou a ser feito
na estação de Engenheiro Bley, próximo a Serrinha
mas na margem esquerda do rio. No final dos anos 1969, uma variante
ligando esta última a Ponta Grossa tirou várias estações
da linha; em 1977, a variante Pinhais-Engenheiro Bley tirou mais outras,
modificando totalmente o curso do ramal original. No início
dos anos 1990, já não sobrava mais nada da antiga linha
em seu leito original. |
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HISTÓRICO DA ESTAÇÃO:
A estação de Araucária foi aberta em 1891,
com a linha que ligava Curitiba à estação
de Serrinha. Primeiro existia uma de madeira, incendiada em
1962 e aí substituída por uma de alvenaria, demolida
em 1978. "Em 1962 concluiu-se a nova estação e casa do agente
em alvenaria em Araucária*" (*Relatório da RVPSC
para 1962). Foi desativada com o fim do trem de passageiros para
Curitiba, em 1977. Chegou a atender trens de subúrbio
no trecho Curitiba-Passaúna dos anos 1950 até
o ano de 1977. Nesse ano, a linha foi substituída pela variante
Pinhais-Engenheiro Bley, passando bem mais ao sul de Curitiba,
e acabou tendo os trilhos retirados no início dos anos 1990.
Nessa variante, uma estação com o mesmo nome foi aberta,
Araucária-nova. A estação de Araucária
ficava junto a um trevo da avenida que tem em seu centro hoje em dia
um monumento apelidado de "Parafuso". Uma praça
ao lado desse monumento era onde estava a estação. Nada
restou. No leito da antiga linha, uma avenida. "O bairro Estação
teve seu nome originado na localização da estação ferroviária de Araucária,
que ali ficava. Meu bisavô Antoni Zagesky emigrou do Império Austrohúngaro
para o Brasil iniciando suas atividades profissionais então E. F.
São Paulo-Rio Grande como mestre de linha. Ele se aposentou em 1935
com 33 anos de serviço. Meu tio-avô Teophilo Zagesky era telegrafista,
meu avô Pedro Zageski era carpinteiro, o irmão de minha avó pelo lado
paterno era guarda-chaves e a sua casa era na margem do leito da estrada
de ferro; ela ainda existe. Eu moro nas margens da PR423, rodovia
que liga Araucária ao vizinho município de Campo Largo, a aproximadamente
400 m de onde era a estação. Aliás, a PR-423 está sobre o leito da
extinta ferrovia. Fui testemunha ocular da demolição da Estação e
da retirada dos trilhos. Eu ia a pé para a escola e passava em frente
à casa do chefe da estação. Por muito tempo vi passar ao lado de minha
casa comboios de vagões carregando gado e também tanques militares
do batalhão do Exército vindos de Ponta Grossa e do norte do Paraná,
além dos trens de subúrbio, que eram composições mistas de carga e
passageiros que na época era nosso único meio de transporte até a
capital. A primeira estação de Araucária era de madeira e foi destruída
por um incêndio, e de acordo pelo que minha mãe, que o presenciou,
conta, ela ouviu os estalos das telhas e foi ver o que estava acontecendo
ao cair da tarde, em outubro de 1961. A estação era conjugada à casa
do chefe da estação, Sr. Ladir, que tinha três filhos, um pequeno
de berço, um mais velho e outro de idade intermediária, e a versão
corrente da história foi que sua esposa ao sair para Curitiba
teria deixado acesa uma vela. Esta causou o incêndio, queimando primeiro
a cortina e aí se alastrando. As crianças estavam em casa e, ao verem
o principio de incêndio, o filho mais velho tirou o irmão do berço
e orientou o seu mais novo para sair pelo portão dos fundos, enquanto
o chefe da estação, afoito para tentar salvar os filhos, não percebeu
que eles haviam se abrigado na casa dos vizinhos, os Jacomel; ele
entrou na casa em chamas e a parede lateral desabou sobre ele tirando-lhe
a vida. Mais tarde foi construído um novo prédio para a estação, agora
de alvenaria; esta foi a que foi demolida por volta de 1978. O relatório
da Polícia Técnica, transcrito no relatório da
RVPSC de 1962, entretanto, concluiu que a real causa do incêndio
foi um curto-circuito" (Paulo Sérgio Zageski, Araucária,
PR). (Veja também ARAUCÁRIA-NOVA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Paulo
Sergio Zageski; RVPSC: Relatórios anuais, 1920-60; Mapa - acervo
R. M. Giesbrecht) |
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A estação em 1926. Autor desconhecido |

Ao fundo, à direita, a velha estação de
Araucária, em 1935. O local era mesmo rural, totalmente
diferente de hoje... Foto cedida por Paulo Sérgio Zageski |

A primeira estação de Araucária, em 1950.
Foto enviada por Paulo Sérgio Zageski |

A praça, em 25/09/2002, não a que está
em primeiro plano, mas atrás, do outro lado da rua, que
era onde passava a linha, era onde ficava a estação.
Ao fundo, casas da época. Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
06.04.2012
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