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E. F. Central da
Bahia (1876-1911)
Cia. Chemins de Fer Federaux du L'Est Brésilien (1911-1935)
V. F. F. Leste Brasileiro (1935-1975)
RFFSA (1975-1996) |
CACHOEIRA
Município de Cachoeira, BA |
| Linha do Sul - km 137,884 (1960) |
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BA-2362 |
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Inauguração: 02.12.1876 |
| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1884 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha Sul,
Mapele-Monte Azul, foi formada pela união das linhas de diversas
ferrovias quase todas originadas no século 19, como a E. F.
Central da Bahia, a E. F. Bahia ao São Francisco, a E. F. de
Santo Amaro e a E. F. Centro-Oeste da Bahia, que, quando finalmente
unidas sob o nome de Viação Férrea Federal do
Leste Brasileiro (VFFLB) entre 1935 e 1939, tiveram suas linhas unidas
e prolongadas de forma a, em 1951, ligarem Salvador e Mapele à
localidade mineira de Monte Azul, ponta dos trilhos da E. F. Central
do Brasil. Trens de passageiros passaram pelos seus diversos pedaços
desde cada uma de suas origens até a linha completa, desaparecendo
em 1979, quando somente faziam o trecho Iaçu-Monte Azul, no
sul, e até o início dos anos 1980 entre Mapele e Candeias.
Hoje a linha é utilizada apenas por trens cargueiros, que sofrem
para passar pelo gargalo do rio Paraguassu. |
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A ESTAÇÃO: A estação de Cachoeira
foi aberta em 1876 e inicialmente não havia ponte que cruzasse
o rio para a linha férrea, que, no início, pertencia
à E. F. Central da Bahia. Com o aumento do movimento, o serviço
de balsas sobre o rio Paraguassu começou a não
dar conta e uma ponte, chamada de Dom Pedro II e inaugurada
com a presença do próprio Imperador em 1885, passou
a fazer a ligação entre a cidade e a de São
Félix, do outro lado. A própria estação
ganhou um prédio maior e suntuoso nessa época.

Acima, mapa original das estradas de ferro na
Bahia em 1900 mostrando 4 ferrovias distintas e separadas entre
si (em preto). Uma delas jamais foi juntada às outras (a
E. F. Nazaré, ao sul no mapa). Em vermelho, como ficou (aproximadamente,
pois houve retificações e também o aparecimento
nessa época da E. F. Centro-Oeste da Bahia, que também
entrou na junção) após os anos 1940. Cachoeira
estava na E. F. Central da Bahia, ao norte do Paraguassu (Mapa original
extraído do Almanaque Brasileiro
Garnier, de 1907).
Ocorre que o prédio fica praticamente na margem
do rio. A ponte chega em frente a ela e obriga a linha a fazer uma
curva fechada que dobrando à esquerda da saída da
ponte, passa por dentro da estação e segue para Salvador.
Com a curva, a solução foi a construção
de um "rabicho", uma haste de manobra com 230 m de
ACIMA: O esquema de manobras em Cachoeira, que funcionou até
o ano de 2007 (Revista Ferroviária).
comprimento dentro das ruas da cidade onde hoje fica
a rua Manoel Vitorino. Os trens entravam nesse rabicho
e saíam para fazer a curva e prosseguir para Feira de
Santana. Enquanto as composições eram pequenas,
isto não era um problema. Até dezessete vagões
entram no rabicho. Os trrens de passageiros, por sua vez, corriam
dali para Feira de Santana, na linha original da Central
da Bahia, chamada de "ramal de Feira", e não
cruzava a

ACIMA: A plataforma de embarque da estação
de Cachoeira já parecia uma caverna escura em 1987, 21 anos
atrás. Por aqui, passa o trem que segue para Conceição
de Feira e Salvador. É um túnel dentro do prédio,
devido à configuração das linhas à saída
da ponte. O Brasil realmente esquece seu passado e parece torcer
para que ele desmorone (Foto Revista Ferroviária, 02/1987,
acervo José Henrique Buzelin). ABAIXO: Reformada, a estação
do lado oposto (o que quase nunca aparece nas fotografias): o trilhos
entra agora com um raio de curva diferente e permite a passagem
direta dos trens da ponte para a estação e vice-versa
(Foto Luciana Almeida em fevereiro de 2008).
ponte. Para se seguir de São Félix
para a frente, havia de se cruzar a ponte de alguma forma e tomar
o trem na estação de São Félix.
Isso, até 1950, quando se inaugurou toda a linha entre Salvador
e Monte Azul, depois que se completaram os trechos ligando
a Minas e também Santo Amaro à estação
de Conceição, mais próximo a Salvador.
A partir daí, também esses trens tinham de fazer a
manobra. Hoje, porém, um trem com duas locomotivas diesel
seguindo no sentido de São Félix tem de parar
na linha principal, próximo à estação,
separar as máquinas dos vagões em blocos de até
17, pegar uma locomotiva de auxílio, e por aí vai,
até que, no final da manobra, o trem está recomposto
depois de três manobras, num procedimento que leva pelo menos
uma hora e meia, se não houver problemas. Em 2001, as manobras
se repetiam seis vezes
por dia, atravancando o trânsito de Cachoeira. Nessas
manobras, as composições passam por dentro da estação,
atravessando-a, como se pode ver nas fotografias abaixo. Esta, por
sua vez, ficou por anos e anos totalmente abandonada e muitas vezes
cheia de mendigos e marginais. Vale lembrar que a ponte apresenta
problemas de manutenção que foram reparados em parte
pela atual concessionária, a FCA. Somente em 2007 a estação
foi restaurada, pelo menos em sua parte externa: o rabicho dos trens
foi eliminado, pois a curva foi refeita. O trem agora consegue sair
da ponte e dobrar à esquerda por dentro da estação,
passando pelas antigas plataformas (em túnel) como sempre
fez, mas sem precisar fazer a manobra. (Fontes: Revista Ferroviária,
outubro de 2001; Estradas de Ferro do Brazil, de Cyro Deocleciano
R. Pessoa Jr., 1886; Almanaque Brasileiro Garnier, 1907; Guia Geral
das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1980; Osmary
Avellar; Charles Cunnha e Luciana Almeida, 2008; José Henrique
Buzelin)
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A estação de Cachoeira em 1997. Foto Osmary Avellar,
Niterói, RJ |

A estação de Cachoeira em 1997. Foto Osmary Avellar,
Niterói, RJ |

A estação de Cachoeira em 1997. Foto Osmary Avellar,
Niterói, RJ |

A estação de Cachoeira em 1997. Foto Osmary Avellar,
Niterói, RJ |

A ponte, ao fundo e a estação à direita,
em 2001. Em primeiro plano, vagões no rabicho. |

A estação de Cachoeira, em 2001. |

A estação com a composição manobrando
dentro dela, em 2001. |

A estação com a composição manobrando
dentro dela, em 2001. |

Vagões no rabicho da rua Manoel Vitorino, em 2001. As
fotos de 2001 são da Revista Ferroviária de 10/2001 |
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À esquerda, a estação de Cachoeira, reformada
e restaurada, em 02/2008. Foto Luciana Almeida |
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| Atualização:
24.07.2010
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