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| E.
F. Bragança (1908?-1965) |
BENJAMIN
CONSTANT (antiga TIJOCA)
Município
de Bragança, PA |
| E. F. Bragança
- ramal de Benjamin Constant - km 247,300 (1960) |
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RS-4154 |
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Inauguração: 1908? |
| Uso atual: em
ruínas |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal de Benjamin Constant parece ter sido aberto em 1908
com 26 quilômetros de extensão, partindo da estação
de Bragança. Não era uma extensão da linha, pois
sua bitola era de 60 cm, contra um metro da bitola da linha-tronco,
que terminava em Bragança. Porém, há indicações
de que em 1904 já operava. Em 1965, em péssimas condições de
operação, fechou de vez. |
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A ESTAÇÃO:
A colônia de Benjamin Constant localizada junto a Bragança
é de fundação mais antiga, datando de 1894, bem
longa da ponta dos trilhos nessa época. Bem mais tarde, através
de um ramal de 26 km de extensão, foi ligada a Bragança
pela estrada de ferro. Esse ramal, de bitola de 60 centímetros,
somente foi aberto após a chegada do tronco da E. F. Bragança
à cidade de Bragança, em 1907, este com bitola
métrica. Entretanto, o Almanaque Garnier para 1907,
lançado no final de 1906, escreve em sua página 195
que "acha-se funcionando a pequena estrada de ferro sistema
Decauville (ou seja, 60 cm de bitola) que liga o porto de Sapucaia
'a sede do distrito colonial Benjamin Constant, com o desenvolvimento
de 17,658 m". Ou seja, a ferrovia parecia

ACIMA: A indicação da foto acima é
que ela seria a estação de Sapucaia, ou seja, do porto
de Sapucaia, que seria o ponto de partida da E. F. Benjamin Constant,
pelo menos, antes da chegada dos trilhos da bitola métrica
a Bragança. Fica o mistério no ar (Autor desconhecido).
já estar funcionando com parte de seu percurso total
(de 29 km) antes da chegada dos trilhos da E. F. Bragança a
Bragança, o que veio a ocorrer durante o ano de 1907.
Mas onde era o porto de Sapucaia, se todas as indicações
levam-nos a crer que a estação de Bragança funcionaria
como o ponto final de uma ferrovia e inicial de outra? A colônia
teve um desenvolvimento relativamente importante, tendo diversos engenhos
de produção de aguardente em funcionamento, inclusive
dois movidos a vapor. Foram introduzidos 956 colonos espanhóis,
mas o grosso do povoamento constituiu-se de retirantes nordestinos.
A estação se chamou Tijoca por algum tempo, nos
anos 1950. "Seis quilômetros depois passei na Vila Tijoca, o
primitivo núcleo urbano da Colônia Agrícola Benjamim Constant (a Estrada
de Ferro começou a ser construída no início da Velha República e fez-lhe
essa homenagem bem ao gosto dos militares positivistas). Nasci em
Bragança - no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, dos barnabitas
até hoje - e me criei na Benjamim Constant. A velha estação do trem
de Benjamim, depois de ser escola, foi abandonada e está sendo destruída.
Manoela, do Museu Goeldi - que encontrei vindo de Belém para visitar
Manoel Horácio, seu pai, na Benjamim - pediu que a Câmara Municipal
tombe a Estação (no bom sentido). Está demorando. Pode ser que tombe
materialmente antes. Incentivei-a a levantar recursos - conte comigo,
Manoela - para pelo menos dar uma manutenção que impeça o processo
de arruinamento. Ela ficou animada. Eu também. A vila vinha encolhendo.
Agora, com a luz elétrica, está crescendo outra vez. A casa de meus
pais ainda está de pé, pela metade. A Capela de São Raimundo Nonato
está bem cuidada. O Cemitério mais ou menos. Visitei o túmulo de minha
avó, que era imigrante espanhola (da família Alonso, ainda hoje numerosa
em Bragança). Identifiquei outros nomes de famílias tipicamente espanhóis:
Turiel (galegos), Quadros e Monteiros (aportuguesados)". (Fontes:
Revista Brasileira de Geografia, julho-setembro de 1961; Guia Geral
de Estradas de Ferro do Brasil, 1960) |
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| Atualização:
07.09.2008
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