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VXY Mogiana em MG
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São José dos Campos
Eng. Martins Guimarães
Eugênio de Mello
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2009
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E. F. Central do Brasil (1921-1957)
REFESA (1957-n/d)
ENG. MARTINS GUIMARÃES
Município de São José dos Campos, SP
Ramal de São Paulo - km 381,668 (1928)   SP-0302
  Inauguração: 18.08.1921
Uso atual: abandonada   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1925
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Engenheiro Martins Guimarães foi inaugurada em 1921, e quatro anos depois foi reconstruída em alvenaria (1925), a 2.500 metros da estação original, devido à abertura da variante de São José dos Campos. O seu nome homenageia o engenheiro José Francisco Martins Guimarães Filho, chefe de tráfego em 1892 e depois chefe de linha e diretor. Por volta de 1948, foi desativada devido à construção de uma variante muito próxima a ela, mas que a deixou fora da linha. Uma nova foi contruída com o mesmo nome na variante, mas foi demolida no início de 2004. Apesar de abandonada, a estação ainda estava de pé em abril de 2009 tendo sido tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal desde 1996. No final de 2009, a Prefeitura conseguiu a guarda provisória das estações cedidas pelo SPU. Se não for escorada logo, vai cair, pois as colunas tiveram tijolos retirados e estão muito desgastadas e finas. O que mais protege a estação neste momento é o alto matagal que dificulta o acesso a ela. (Veja também ENG. MARTINS GUIMARÃES-NOVA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; www.sjc.com.br; Relatório oficial da Central do Brasil, 1925; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - R. M. Giesbrecht)
     

A estação em 1928. Foto do livro de Max Vasconcellos, A Central do Brasil, 1928

A estação em 2001, já fora dos trilhos. Foto cedida pelo site www.sjc.com.br

A estação em 30/05/2001, já fora dos trilhos e abandonada. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação no meio ao matagal, em 31/3/2009. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 31/3/2009. Foto Ralph M. Giesbrecht
 
     
Atualização: 26.12.2009
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.