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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Burnier
Engenheiro Correa
Itabirito
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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Linha do Centro - 1931
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E. F. Central do Brasil (1896-1975)
RFFSA (1975-1996)
ENGENHEIRO CORRÊA
Município de Ouro Preto, MG
Linha do Centro - km 509,945 (1928)   MG-1336
    Inauguração: 01.12.1896
Uso atual: abandonada   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Engenheiro Corrêa foi inaugurada em 1896. O nome homenageia o eng. Manoel Francisco Corrêa Jr., engenheiro residente da ferrovia morto em um desastre no km 514, na época cinco quilômetros à frente da estação. Em 1928, servia aos distritos de Amarante, Casa Branca e Bação, aliás, nem tão próximos assim: o último era o mais próximo e ficava a 8 km dali. Pelas fotos
ACIMA: Detalhes na arruinada estação de Coronel Corrêa, em fotos tomadas em outubro de 2011: em sentido horário, a partir do alto, à esquerda: dístico da sala do agente; balança no interior da estação; adorno em madeira trançada no alto de uma porta; porcelana da Cia. Edificadora - Rio de Janeiro (Fotos Leandro Menezes, outubro de 2011).
abaixo, a que não tem data parece diferente das mais recentes: houve mudança ou grande reforma na estação em alguma época. Esta é a única estação entre Miguel Burnier e Itabirito, na Linha do Centro. Está abandonada, assim como a linha de bitola mista, e depredada. Uma pena que a FCA tenha condenado esta linha, de bitola mista, sem planos de aproveitá-la sequer como uma reserva técnica.
(Fontes: Leandro Menezes; Vinícios Mesquita; Leandro Menezes; Gutierrez L. Coelho; Marcelo Lordeiro; Hugo Caramuru; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928)
     

A estação, sem data. Foto cedida por Marcelo Lordeiro, Rio de Janeiro, RJ

A estação em junho de 1990. Foto Hugo Caramuru

A estação e a caixa d'água em 09/2004. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação em 09/2004. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação em 09/2004. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação em 8/7/2010. Foto Vinícios Mesquita

A estação em ruínas em 10/2011. Foto Leandro Menezes
   
     
Atualização: 22.10.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.