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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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(1896-1996):
Arcoverde
Prudente de Morais
Sete Lagoas
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(1996-2003):
Arcoverde
Prudente de Morais
Sete Lagoas-nova
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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Linha do Centro - 1931
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E. F. Central do Brasil (1896-1975)
RFFSA (1975-1996)
PRUDENTE DE MORAIS
Município de Prudente de Morais, MG
Linha do Centro - km 672,000 (1928)   MG-0519
Altitude: 733 m   Inauguração: 14.09.1896
Uso atual: estação da FCA (2010)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Prudente de Morais foi inaugurada em 1896, na localidade de Cercado ou Lagoa do Cercado.

Pelo que consta, a estação sempre teve o nome do presidente Prudente de Morais, que governava o País, na época.

Em 1985, a RFFSA informava no boletim "Conheça a sua ferrovia" que nesta estação se executava o carregamento de cal, ferro gusa e calcário em gôndolas tipo GFD na média mensal de 30.000 toneladas para os seguinte clientes: Cia. Vale do Rio Doce, Vetorial, Della Volpe e Cimetal.

Em 2009 era ainda uma estação operacional da FCA. Havia ali ainda um chafariz - muito comuns na linha do sertão da EFCB, onde água potável era escassa. A não ser a torneira, que era de plástico nesta época, fico imaginando a torneira fundida em bronze, que muito tempo atrás o adornava, pois o chafariz estava tal e qual foi construído, há mais de um século. A placa da restauração de 1989 já estava necessitando de uma nova restauração, pois eram visíveis os pontos atacados por cupins, resíduos de pombos e danos na pintura.

Segundo consta, a FCA previa em 2009 deixar de usar esta estação, transferindo o controle da área para
Sete Lagoas. "Caso isto relamente aconteça temo para vida da estação, à mercê dos rapinantes de plantão, já que não dá para confiar muito nestas prefeituras do interior" (Gutierrez L. Coelho, 5/4/2009).

E ainda existia uma placa de quilometragem que é dos tempos da Central. Depois, a estação de Prudente de Morais foi restaurada e pintada nas cores da FCA, em 2010. O serviço foi executado com muita perfeição. Ao contrário das demais estações que foram pintadas dessa forma, esta recebeu pintura com tinta a óleo e nota-se que foi obra de um profissional caprichoso. Todo o madeiramento foi pintado também, além de um monumento antigo da RFFSA existente no pátio e do tradicional bebedouro da EFCB. O telhado foi vedado para não permitir que os pombos continuasse a fazer seus ninhos no sótão e emporcalhassem o madeiramento e a plataforma. As indicações de km e altitude foram repintadas também, ao contrários das demais estações em que tais inscrições foram cobertas pela tinta branca.

AO LADO: Choque de trens próximo à estação em 1939 (O Estado de S. Paulo, 22/6/1939).

AO ALTO: Placa de quilometragem da Central original em frente à estação. AO LADO: Chafariz da estação (Fotos Gutierrez L. Coelho, 4/5/2009).

AO LADO: Folha de S. Paulo, anos 1960.
(Fontes: Pedro Paulo Rezende; José Emilio Buzelin; Jonathan Sobral; Gutierrez L. Coelho; O Estado de Minas, 2002; O Estado de S. Paulo, 1939; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; RFFSA: Conheça a sua ferrovia - Treinamento, DECOM-BH, março de 1985; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação em 09/1989. Foto José Emilio Buzelin

A estação em 2002. Foto do jornal O Estado de Minas.

A estação em 2006. Foto Jonathan Sobral

A estação em 5/4/2009. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação com as cores da FCA em 26/11/2010. Foto Pedro Paulo Rezende
Leia sobre a explosão de fogos no trem entre Sete Lagoas e Prudente de Moraes em 1925 - Folha da Manhã, 9/8/1925
     
Atualização: 23.05.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.