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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Sergio de Macedo
Santos Dumont
Recenvindo
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Saída para o ramal de Mercês: Campo Alegre
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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Linha do Centro - 1931
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E. F. Dom Pedro II (1877-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
SANTOS DUMONT (antiga PALMIRA)
Município de Santos Dumont, MG
Linha do Centro - km 324,094 (1928)   MG-0180
Altitude: 838 m   Inauguração: 01.02.1877
Uso atual: museu ferroviário (2017)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Palmira foi inaugurada em 1877. Era apenas um vilarejo, chamado João Gomes, com poucas casas nessa época, mas cresceu muito com a ferrovia.

Em 1890 tornou-se município. Terra da família Santos Dumont, que depois daí saiu para Ribeirão Preto, em São Paulo.

Em 1902, a estação "era a inicial da E. do F. do Rio Doce" (Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, Imprensa Nacional, 1902). O ramal então já existiria nessa época ou era apenas um projeto - as fontes dão o início do ramal de Marcês saindo da estação a partir de 1911.

Nos anos 1930, o nome da cidade foi alterado para Santos Dumont, e também a estação. A plataforma coberta em frente ao prédio da estação, de onde saía esse ramal, existe até hoje, embora as telhas não sejam mais as originais (segundo Gutierrez L. Coelho, 12/2003).

Havia uma parada um pouco mais à frente na linha, junto à fazenda Cabangu, da família Santos Dumont, que tinha o nome da família; com a mudança do nome da cidade, a parada passou a ter o nome da fazenda.

ACIMA: Inauguração do ramal de Mercês, "restabelecendo o antigo ramal da E. F. Rio Doce", segundo a revista, com trem festivo na estação de Palmyra em 1911 (O Malho, 15/7/1911).ABAIXO: Estação e pátio de Palmira em 1930. A primeira linha à esquerda é a saída para o ramal de Mercês (Acervo Jorge A. Ferreira).



ACIMA: Saída em espiral do ramal de Mercês da estação de Santos Dumont (na época, Palmyra), em 1928. "Tomando o rumo leste, a linha (do ramal) descreve uma espiral, voltando a passar sobre si própria por meio de um viaduto; forma assim uma circunferencia perfeita que deu à localidade o nome de bairro do Ó. Continuando a subir, o trem atinge a garganta do vale do Ouro; depois, seguindo a direção nordeste, desce a vertente meridional do rio do Pinho". Ou seja, o mapa acima não deve estar apontando sua parte alta para o norte, e sim, leste. A estação de Santos Dumont está fora do mapa, na parte baixa deste (Extraído do livro de Max Vasconcellos, Vias Brasileiras de Comunicação, 1928, p. 352a).

ACIMA: (à esquerda) A linha do ramal saía da estação central, passava por aqui, vindo do fotógrafo para o fundo da foto,no sentido dos baixos da ponte, que está em cima... (à direita) Continuando, passava por baixo da ponte, subindo cada vez mais... ABAIXO: (à esquerda) Passava por baixo da ponte, subindo (agora, no sentido do fotógrafo, já atravessou os baixos da ponte)... (à direita) Finalmente, passava por sobre a ponte, depois de uma rampa de 360o, seguindo para fora da cidade (Fotos Pedro Paulo Resende, em 02/2008).



ACIMA: A locomotiva da MRS entra no pátio da estação de Santos Dumont, em janeiro de 2008 (Foto Thomas Correa).

(Fontes: Gutierrez L. Coelho; Hugo Caramuru; Pedro Paulo Resende; Jorge A. Ferreira; Manoel Monachesi; Nilson Rodrigues; Thomas Correa; Carlos Latuff; O Malho, 1911; ___: Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, 1902; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Guias Levi, 1932-84; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Palmyra, anos 1920. A foto está alongada e achatada. Foto cedida por Nilson Rodrigues

Ao centro, a apinhada estação de Santos Dumont, nos anos 1980. Foto Manuel Monachesi

A estação em 1982. Foto Manuel M. Monachesi

A estação em 1987. Foto Hugo Caramuru

A estação de Santos Dumont, em 2000. Foto Jorge A. Ferreira

Guindaste de linha na estação de Santos Dumont, em 2000. Foto Jorge A. Ferreira

Plataforma de saída do antigo ramal de Mercês, em 2003. Foto Gutierrez L. Coelho

A estação em 14/10/2006. Foto Jorge A. Ferreira

A estação em 24/10/2009. Foto Jorge A. Ferreira

A estação em 17/2/2017. Foto Hugo Caramuru
   
     
Atualização: 23.02.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.