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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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D. Vasconcelos
Lima Duarte
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Central do Brasil (1926-1974)
LIMA DUARTE
Município de Lima Duarte, MG
Ramal de Lima Duarte - km 340,840 (1928)   MG-1260
Altitude: 703 m   Inauguração: 01.03.1926
Uso atual: pavilhão para exposições (2016)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Lima Duarte, em bitola de 1,60m, foi aberto ao tráfego em 1914 até a estação de Penido e somente em 1924 chegaria à estação seguinte, Valadares. Em 1926 alcançou sua extensão máxima, em Lima Duarte - 56 km. O projeto previa bitola métrica e para tanto foi construída bitola mista entre as estações de Juiz de Fora e de Benfica, na linha do Centro, pois o trem partia da primeira. Porém, acabou sendo aberto com bitola larga. O ramal deveria alcançar Bom Jardim de Minas, na linha da RMV, mas nunca foi completado, e por isso deveria ter a bitola métrica, que era a da RMV. Em 01/09/1974, o ramal foi suprimido oficialmente. Porém, aparentemente já desde 1970 os trens de passageiros não mais circulavam no ramal.
 

A ESTAÇÃO: A estação de Lima Duarte foi aberta em 1926, nove meses antes da inauguração da "parada Lima Duarte".

"A Parada Deocleciano de Vasconcellos servia ao centro da cidade. Porém, como o terreno ali não oferecia condições para a instalação de um pátio ferroviário amplo, este foi construído 2.600 metros adiante, onde se erigiu a estação dita de Lima Duarte, no Bairro Barreira, inaugurada 4 anos mais tarde (*), em 1930, sem a presença do Governador Benedito Valadares, em terreno pertencente ao Senhor Nominato de Paiva Duque, então Intendente Municipal. Esse fato gerava confusão, já que era muito comum passageiros passarem direto e descerem na Barreira, julgando ter enfim chegado a Lima Duarte, quando na verdade teriam que retornar dois quilômetros e meio para chegar ao centro. Valadares não compareceu, como afirma o filho do intendente da época, Hélio de Paula Duque" (Marco Antonio da Silva, 11/11/2009).

"O edifício da estação de Lima Duarte é eclético, como grande parte das estações ferroviárias brasileiras. São características desse estilo: a proporção, a simetria, platibanda, janelas altas e amplas, o uso de tons pastéis (geralmente de 3 a 5 cores, os tons mais escuros na parede, nos ornamentos um tom mais claro e um terceiro nas esquadrias). Através da foto enviada pela Vicentina, do acervo do Afrânio de Paula, que infelizmente não sabemos a data é percebido esse uso do tom mais escuro na parede e mais claro nos ornamentos, já hoje percebemos o contrário: ornamentos escuros e parede clara. Apesar da foto antiga não pegar toda a extensão do edifício, pude perceber que atualmente existe uma janela que muito provavelmente não existia antigamente. A característica simétrica do ecletismo corrobora essa ideia de que essa janela foi feita posteriormente" (Ana Luisa Delgado, julho de 2016).

A estação foi ponta do ramal até sua desativação em data dúbia (veja notas e caixa mais abaixo), embora o projeto inicial tivesse sido o de levar o ramal até Bom Jardim de Minas, na Rede Mineira de Viação. Tal nunca aconteceu, embora o leito tenha sido preparado em muito do percurso - com cortes e até viadutos de concreto. O último trem de passageiros vindo de Juiz de Fora ali teria parado entre 1970 e 1971.

De acordo com una ordem da Central, o trem teria parado em 10 de agosto de 1968 (ver nota no caixa, abaixo). Porém, nos Guias Levi, os horários de trens de passageiros no ramal aparecem até pelo menos janeiro de 1970. Em agosto de 1971, não aparecem mais. O Guia era mensal e não tenho todas suas edições. E também não era tão incomum ele ter informações errôneas.

A estação hoje servia em 2016 como pavilhão para exposições.

(*) Nota do autor do site: Pode ser que a estação de Lima Duarte tenha sido realmente inaugurada em 1930, mas em 1928 já existia pelo menos o caminho do trem até lá e uma parada; Max Vasconcellos percorreu-o, e cita a data de 1926 como sendo a da inauguração. Já a parada D. Vasconcellos tem a data oficial de inauguração como sendo nove meses após a estação terminal, em dezembro de 1926.

1925
AO LADO:
Início das obras para a estação (O Estado de S. Paulo, 17/5/1925).

1925
AO LADO:
Entrega da ponte sobre o rio do Peixe (O Estado de S. Paulo, 8/7/1925).

1925
AO LADO: Foi mesmo inaugurada nesta data? Há muita confusão de datas de abertura deste ramal. A estação de Lima Duarte teria sido inaugurada somente em 1926, bem como a de Diocleciano Vasconcellos (O Estado de S. Paulo, 13/11/1925).

1925
AO LADO: Foi mesmo inaugurada nesta data? Há muita confusão de datas de abertura deste ramal. A estação de Lima Duarte teria sido inaugurada somente em 1926, bem como a de Diocleciano Vasconcellos (O Estado de S. Paulo, 15/12/1925).

1927
AO LADO:
Os estudos para o prolongamento do ramal até Bom Jardim, na linha da barra da RMV, já estavam prontos em 1927, mas nunca foi feito (O Estado de S. Paulo, 26/11/1927).

ACIMA: Mapa da região de Lima Duarte, vendo-se o triângulo de reversão, no fim da linha (esquerda), a estação da cidade (assinalada com a seta à esquerda) e a parada Deocleciano, assinalada com outra seta (à direita) (1939 - Autor desconhecido).


ACIMA: Foto da cidade de Lima Duarte nos anos 1950. Nota-se a linha férrea fazendo uma curva a centro-esquerda da tomada, não muito longe da igreja (Foto Tibor Jablonski).

1968
AO LADO:
Fim dos trens no ramal (A Tribuna de Lima Duarte, 4/8/1968).


ACIMA: Vista da cidade tomada de outra posição em 2011. O antigo pátio está em primeiro plano, como Parque de Exposições. Dá para se ver o prédio da estação, a casa do mestre de linha e a casa do chefe da estação (Foto Ronisch Baumgratz; cessão Marco Antonio da Silva).

TRENS - De acordo com os guias de horários e outras fontes, os trens de passageiros pararam nesta estação de 1926 a 1970. Ao lado, um destes trens em Lima Duarte, em 1952. Clique sobre a foto para ver mais detalhes sobre a foto.Veja aqui horários em 1964 (Guias Levi).
(Fontes: Jorge A. Ferreira; Ana Luisa Delgado; Afranio de Paula; Marco Antonio da Silva; Ronisch Baumgratz; Tibor Jablonski; Cláudio Fabiano Kloss; O Estado de S. Paulo, 1925 e 1927; Folha da Manhã, 1930; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A estação, sem data. Notar que ela tinha uma jaenal a menos do que hoje (ao lado esquerdo da última janela da esquerda na foto). Acervo Afranio de Paula

A estação em 2002. Autor desconhecido

A estação em 06/2003. Foto Cláudio Fabiano Kloss

A estação em 02/2009. Foto Jorge A. Ferreira

A estação em 02/2009. Foto Jorge A. Ferreira
 
     
Atualização: 12.03.2019
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