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E. F. Dom Pedro
II (1871-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1960)
E. F. Leopoldina (1960-1975)
RFFSA (1975-1996) |
PORTO
NOVO
Município de Além Paraíba,
MG |
| Linha Auxiliar - km 240,108 (1928) |
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MG-1319 |
| x |
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Inauguração: 06.08.1871 |
| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1871 |
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| HISTORICO DA LINHA: A chamada
Linha Auxiliar foi construída pela E. F. Melhoramentos a partir de
1892 e em 1898 foi entregue o trecho entre Mangueira (onde essa linha
e a do Centro se separam) e Entre Rios (Três Rios). O traçado da serra,
construído em livre aderência e com poucos túneis, foi projetado por
Paulo de Frontin, um dos incorporadores da estrada. Em 1903, a E.
F. Melhoramentos foi incorporada à E. F. Central do Brasil e passou
a se chamar Linha Auxiliar. Ferrovias foram incorporadas a ela, assim
como ramais construídos, dando origem à Rede de Viação Fluminense,
que tinha como tronco a Linha Auxiliar, sendo tudo gerido pela Central.
Na mesma época, o ramal de Porto Novo, que saía de Entre Rios, teve
a sua bitola estreitada para métrica e tornou-se a continuação da
Linha Auxiliar até Porto Novo, onde se entroncava com a Leopoldina.
No final dos anos 1950, este antigo ramal foi incorporado à E. F.
Leopoldina e a Linha Auxiliar passou a terminar de novo em Três Rios,
onde havia baldeação. A linha, entre o início e a estação de Japeri,
onde se encontra com a Linha do Centro pela primeira vez, transformou-se
em linha de trens de subúrbios, que operam até hoje; da mesma forma,
a linha se confunde com a Linha do Centro entre as estações de Paraíba
do Sul e Três Rios, onde, devido à diferença de bitolas entre as duas
redes, existe bitola mista. Nos anos 60, toda a linha passou para
a Leopoldina. A linha da Auxiliar teve o traçado alterado nos
anos 1970 quando boa parte dela foi usada para a linha cargueira Japeri-Arará,
entre Costa Barros e Japeri, ativa até hoje, bem como para
trens metropolitanos entre o Centro e Costa Barros. Entre Japeri e
Três Rios, entretanto, a linha está abandonada já desde
1996. |
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A ESTAÇÃO: Próximo ao porto
de onde partiam as barcas para a travessia do Paraíba, na chácara
denominada “Boa Vista” que pertenceu, em 1856, ao Dr. Antônio de
Moura Ruas e que foi

ACIMA: Pátio e estação de Porto
Novo do Cunha, sem data, possivelmente por volta de 1910 (Acervo Mauro
Senra).
vendida a Idelphonso José dos Santos, instalou-se
a estação de Porto Novo. Era confrontante de tal posse Luiz
de Souza Breves que se julgava dono dela, como conseqüência de
medição mal feita de sesmaria. Ingressou em juízo e, logo a seguir,
fez um acordo. A estação de Porto Novo do Cunha - mais tarde
simplificado para
| O
escritor e historiador cearense José Capistrano de
Abreu gostava de passar temporadas na fazenda Paraíso,
próxima a Porto Novo do Cunha, como mostram trechos
de cartas enviadas a seus amigos enrte 1893 e 1909: "Porto
Novo do Cunha, Fazenda do Paraíso, 27-12-1893 (...) Estou aqui
haverá uma semana, na fazenda do Paraíso. Ando a cavalo todos
os dias e tomo muito leite. Os dias são quentes, mas as noites
agradáveis (...). (destinatário desconhecido). "Escrevi-lhe
esta carta da fazenda do Paraíso às margens do Paraíba. Vem-se
aqui pelo Porto Novo do Cunha, mas a fazenda pertence ao Rio
de Janeiro, no município do Carmo, se estou bem informado. (...)
Paraíso, 27-5-1901" (carta a Antonio Jansen do Paço).
"Paraíso, 18-8-1901. (...) O Paraíso donde lhe escrevo é
fazenda do Virgilio Brígido. O Paraíba banha o pé do morro donde
lhe escrevo; do outro lado do rio passa a estrada de ferro Central;
o Porto Novo do Cunha fica a cinco quilômetros e é o povoado
mais próximo. Na casa, que é enorme, estamos sós, o sogro do
Virgílio e eu: trata-se, pois, de verdadeiro retiro espiritual.
Por aqui pretendo ficar até setembro (...)" (carta a
Guilherme Studard). "Recebi sábado sua cartinha de 4,
com o bilhete, e muito agradeço. Talvez esteja no Porto Novo
o dinheiro; ontem, porém, não fui lá, porque o cavalo em que
costumo andar está pisado e não aguenta sela; hoje ainda não
tivemos portador. (...) Paraíso, 9-9-1901" (carta a Mario
de Alencar). "Recebi sábado sua cartinha de 4, com o
bilhete, e muito agradeço. Talvez esteja no Porto Novo o dinheiro;
ontem, porém, não fui lá, porque o cavalo em que costumo andar
está pisado e não aguenta sela; hoje ainda não tivemos portador.
(...) Paraíso, 9-9-1901" (carta a Mario de Alencar).
"Amanhã pretendo sair em excursão às margens do Paraíba,
contra o qual vou perdendo minhas velhas antipatias. Mover-me-ei
entre Volta Redonda, no ramal de S. Paulo, e Porto Novo do Cunha,
passagem obrigada para a fazenda de nosso amigo Virgilio. Antes,
em Santana, às margens do Piraí, passarei uma semana com Sá
(...). Rio, 12-4-1905" (carta a Guilherme Studard).
"Desci ontem a Porto Novo passar um telegrama de felicitações
a Sinhoca. Chegando à estação da estrada, tive a notícia da
morte do (Afonso) Pena. (...) Paraíso, 16-6-1909" (carta
a Pandiá Calógeras). "Porto Novo ou Carmo, 17-6-1909.
Meu caro Veríssimo, Paraíso, donde lhe escrevo, fazenda do Virgilio
Brigido, pertence ao Rio, mas a estação mais próxima fica em
território mineiro, à esquerda do Paraíba, chama-se Porto Novo
do Cunha. Vim passar alguns dias (...)" (carta a José
Veríssimo). "Tenho passado todo este tempo na fazenda
do Virgilio, com um cunhado administrador, Vicente e uma cozinheira.
Porto Novo dista cinco quilômetros; os jornais chegam às 4 horas
da tarde; o Paraíba corre a uns cem metros. Paraíso, 19-9-1909"
(carta a Guilherme Studard). |
Porto Novo - foi inaugurada
em 1871 pela E. F. Dom Pedro II como estação
terminal do ramal de Porto Novo, com bitola de 1m60.
Em 1890, a D. Pedro II mudou seu nome para Central do Brasil.
As oficinas da Central do Brasil em Porto Novo surgiram
em 1910. Mais tarde, a linha da Leopoldina Railway veio ter
a esta estação, através de Além
Paraíba, e, para facilitar o acesso de seus trens
à cidade de Entre Rios, todo o antigo ramal
teve reduzida a sua bitola para métrica em 1911 e incorporado
à Linha Auxiliar, sendo a estação
terminal desta - que até então estava em Entre
Rios. Isto facilitava o acesso da Leopoldina a Entre
Rios. Em 1957, tanto a Central quanto a Leopoldina foram
incorporadas à
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RFFSA, e a linha do antigo ramal passou a ser administrada
pela Leopoldina. Dali a linha segue para a estação de
Além-Paraíba, esta sim construída pela
Leopoldina. O prédio, um dos mais bonitos do Brasil
em termos de estações ferroviárias, está
hoje (2010) totalmente abandonado, embora seus pátios sejam
usados para armazenamento de vagões da concessionária.
São na verdade dois

ACIMA: Em janeiro de 1949, depois da catástrofe
na região com as chuvas do final do ano de 1948, a locomotiva
da Leopoldina chega a Porto Novo do Cunha para transportar víveres:
era o "Trem da Solidariedade" para ajudar aos flagelados
da enchente (Fotografia da revista O Cruzeiro de 15/01/1949 - acervo
Jorge Ferreira). ABAIXO: Cai parte da rotunda de Porto Novo, na tarde
do chuvoso dia de 14 de março de 2008, por puro abandono das
autoridades. È (ou era) ela a única rotunda ainda inteira
no Brasil em bitola métrica (Foto enviada por Valério
Franco, ABPF).

ACIMA: Cai a rotunda de Porto Novo na tarde do chuvoso
dia de 14 de março de 2008, por puro abandono das autoridades.
É (ou era) ela a única rotunda ainda inteira no Brasil
em bitola métrica (Foto enviada por Valério Franco,
ABPF).
prédios: um - o que está em pior estado,
em ruínas - comportava o hotel (em cima) e o restaurante (embaixo).
O outro era a estação em si e o armazém. Fora
estes dois, existe o prédio da rotunda, que infelizmente desabou
em 14 de março de 2008, vítima do abandono: "Hoje
infelizmente pude presenciar a única rotunda de bitola métrica ainda
em pé no País começar a cair. Fiz o que pude, pedi para que escorassem,
prontifiquei-me a ajudar, pois sozinho para mim não dava. Não consegui;
só sei que lutei, caíram 03 boxes de história da primeira ferrovia
registrada em solo mineiro" (Valério Franco, 14
de março de 2008). (Veja também os
bondes de Além Paraíba, por Allen Morrison)
(Fontes: Guilherme Armond Côrtes de Araujo; Valério Franco,
2008; Flavio Cavalcanti; Pedro Paulo Resende; Jorge A. Ferreira; A.
Pastori; Mauro Senra: Blog da História de Além Paraíba,
entrada em 7/8/2010; José Honório Rodrigues: Manuel Fernandes Figueira:
Memória Histórica da EFCB, 1908; Correspondência de Capistrano de
Abreu, volume 1, Rio de Janeiro, 1954; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras
de Comunicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
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Estação de Porto Novo, em 1908. Foto do livro
Memória Histórica da EFCB, de Manuel Fernandes Figueira, 1908 |
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A estação de Porto Novo, supostamente anos 1970,
com carros da Leopoldina abandonados. Foto do boletim Centro-Oeste |
A estação de Porto Novo, já totalmente
abandonada em 1995. Foto Pedro Paulo Resende |

Estação de Porto Novo em 2002. Foto Jorge A. Ferreira
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Estação de Porto Novo em 2002. Foto Jorge A. Ferreira
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Estação de Porto Novo em 2002. Foto Jorge A. Ferreira
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Estação de Porto Novo em 2002. Foto Jorge A. Ferreira
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Rotunda de Porto Novo em 2002. Foto Jorge A. Ferreira |

O prédio em ruínas, em 02/2006. Foto A. Pastori |
A estação em 1/2010. Foto Guilherme Armond Côrtes
de Araujo |
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| Atualização:
07.08.2010
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