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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Marechal Hermes
Deodoro
Ricardo de Albuquerque
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Saída para o ramal de Mangaratiba: Vila Militar
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CLIQUE SOBRE O MAPA ACIMA PARA VER AS LINHAS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO POR VOLTA DE 1955
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Dom Pedro II (1859-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
RFFSA (1975-1997)
Supervia (1997-)
DEODORO (antiga SAPOPEMBA)
Município de Rio de Janeiro, RJ
Linha do Centro - km 22,058 (1928)   RJ-0043
Altitude: 16 m   Inauguração: 08.03.1859
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: anos 1970?
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Sapopemba foi inaugurada em 1859. Dali parte o ramal de Mangaratiba, antigamente chamado de ramal de Angra, que passa pela vila militar do Realengo.

Em 1879, a linha do Centro tinha 22 km de linha dupla, que terminavam exatamente nesta estação.

Mais tarde - 1907 ou 1908 - passou a se chamar Deodoro, em homenagem ao proclamador da República Brasileira. O jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de 26/09/1907, publicava a notícia: "O Dr. Aarão Reis, director da Estrada de Ferro Central do Brasil, mudará o nome da estação de Sapopemba para o de Marechal Deodoro, por occasião da inauguração dos trabalhos na Villa Militar".

Em 21 de junho de 1935, um grave acidente ferroviário com mortes entre um trem de passageiros e um de subúrbios (Noite Illustrada, 22/6/1935) (ver caixa abaixo).

É até hoje estação de trens metropolitanos, hoje operados pela Supervia, e durante muito tempo foi também uma das estações em que paravam também os trens de longo percurso da Central do Brasil.

O prédio da estação hoje é bem diferente e mais moderno e muito mais em graça do que o que aparece na fotografia de 1908. Parece ter sido construído um novo durante a eletrificação e um mais novo ainda na remodelação dos suburbios nos anos 1970.

Atualmente em Deodoro - que sempre foi ponto de baldeação - pode-se baldear tanto para a linha de subúrbios que seguem para Santa Cruz e para Japeri e Paracambi.

Existe um trem metropolitano que para em todas as estações da antiga Linha do Centro e que em Deodoro distribui seus passageiros para as outras linhas. que partem de Dom Pedro II também, mas param apenas em cinco dessas estações.

1923
AO LADO:
Acidente com morte em Deodoro (O Estado de S. Paulo, 1/5/1923).

1934
AO LADO:
Desastre em Deodoro (O Estado de S. Paulo, 13/7/1934).

1935
AO LADO:
Desastre com mortos em Deodoro (O Estado de S. Paulo, 13/7/1934).

1941
AO LADO:
Construção de uma ligação entre Deodoro e Maritima. Terá sido concluída e entregue esta ligação? (O Estado de S. Paulo, 28/2/1941).

ACIMA: Mapa da região da estação de Deodoro, em 2004. Vê-se a linha do centro, cruzando o mapa em diagonal, de sudeste para noroeste; seguindo para sudoeste, o ramal de Mangaratiba, hone de Santa Cruz; para nordeste, a ligação com a linha Auxiliar; vêem-se também ramais que levavam à extinta fábrica textil, cuja chaminé dela é o que resta, e para os quartéis próximos (linhas para o sul, do lado esquerdo do mapa) (Cessão e edição Anderson Silva).

TRENS - Os trens de subúrbios param nesta estação desde 1859 até hoje. Ao lado, o trem metropolitano da Supervia, que fazia o percurso Pedro II-Japeri em 2009. Veja aqui horários em 19xx. Pararam os trens de subúrbio da Central e RFFSA e param hoje os subúrbios Pedro II-Japeri. (Guias Levi).
(Fontes: Silvio Deodono; Rodrigo Cunha; Anderson Silva; O Estado de S. Paulo, 1907; Eduardo Gonçalves David: EFCB - A Ferrovia e Sua História, AENFER, 1998; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Revista Ferroviária, 1965; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Sapopemba em 1908. Foto do livro Memória Histórica da EFCB, de Manuel Fernandes Figueira, 1908

Soldados desembarcando na estação de Deodoro durante a revolta militar, em 1915. Autor desconhecido

Ao fundo, a estação de Deodoro, em 1936. Mais à direita, cabine de eletrificação. Revista Ferroviária, 1965

Da plataforma da estação, em 1936, vê-se para a esquerda a saída dos trilhos para o ramal de Mangaratiba. Revista Ferroviária, 1965

Estação de Deodoro, 12/2002. Foto Silvio Deodono

Pátio da estação de Deodoro, 01/2003. Foto Rodrigo Cunha
     
Atualização: 01.09.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.