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Great Western (1881-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
RFFSA (1975-1996) |
CARPINA
(antiga CHÃ DE CARPINA e FLORESTA DOS LEÕES)
Município de Carpina, PE |
| Linha Norte - km 60 (1960) |
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PE-3313 |
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Inauguração: 20.10.1881 |
| Uso atual: moradia |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha que
originalmente unia a estação de Brum, no Recife, a Pureza,
próximo à divisa entre Pernambuco e Paraíba,
foi aberta de 1881 a 1883 pela Great Western do Brasil, empresa inglesa
que tinha a posse e a concessão da E. F. Recife ao Limoeiro.
Esta linha avançou até Pilar, na antiga E. F. Conde
D'Eu, incorporada à GW em 1901, onde sua linha, aberta em 1883,
entre outros ramais, avançava até Nova Cruz, já
no Rio Grande do Norte e da E. F. Natal a Nova Cruz, que também
passou à GW, na mesma época. Para ligar estas duas últimas,
a GW construiu em 1904 um trecho de 45 km, formando então o
que veio a ser chamado de Linha Norte. Quando ocorreu a venda da GW
para a Rede Ferroviária do Nordeste, no entanto, o trecho do
RN já não mais pertencia à GW, mas foi incorporado
à RFN, e em 1957 tudo isso foi uma das formadoras da RFFSA.
A linha está ativa até hoje sob o controle da CFN, que
obteve a concessão da malha Nordeste em 1996, mas trens de
passageiros não circulam mais por essa linha desde os anos
1980. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Chã de Carpina foi inaugurada em 1881. Desde essa
época, já era a bifurcação de linha, com
uma seguindo

Acima, mapa parcial do município
de Carpina, nos anos 1950. De sudeste para o norte, a linha Recife-Natal.
Para o oeste, bifurcando-se na estação de Carpina, o
ramal de Bom Jardim. (Enciclopédia dos
Municípios Brasileiros, IBGE, volume IV, 1958). ABAIXO: Em
1906, o presidente eleito Affonso Penna, que tomaria posse em 15 de
novembro, viaja pelo Nordeste e posa com o trem presidencial na estação
de Floresta dos Leões (Revista da Semana, 12/8/1906).
para
Limoeiro e outra para a Paraíba. O ramal de Limoeiro,
depois chamado de ramal de Bom Jardim, acabou sendo extinto
em 1968. Por algum tempo, a estação e a cidade se chamaram
Floresta dos Leões. Em 1938, a estação
passou a se chamar definitivamente Carpina. Até pelo
menos março de 1980, ainda havia trens de Recife para
Carpina: o US-21, 23 e 25, ida, e US-22, 24 e 26, volta, eram
três todos os dias. No final do mesmo ano, os trens seguiam
somente até São Lourenço da Mata (Diário
de Pernambuco, 2/3 e 30/12/1980). A estação
ainda está de pé, bem conservada externamente. "A
estação de Carpina hoje é ocupada por um antigo ferroviário da RFFSA,
que ocupou 2/3 da estação e no outro 1/3 montou uma Lan House. A estação
ainda assim serve de ponto de apoio ao pessoal de manutenção de linha
e sempre aparecem por lá para descansar e almoçar. Apesar disso um
empregado da CFN disse que ela não é utilizada pela mesma, o ponto
de apoio desse pessoal de manutenção da via é a estação de Nazaré
da Mata. À frente da estação existe outra plataforma intermediária
de embarque, onde apenas o esqueleto da antiga coberta ainda permanece
de pé. Carpina é a divisão de fronteira entre esse grupo e o que faz
a manutenção de Recife até esse ponto. Mesmo assim esse funcionário
me informou que não esta tão bem assim, a velocidade máxima permitida
para a via por cargueiros é de 40km/h. Carpina possuía um girador
e o mesmo estava acessível a bem poucos anos, mas foi enterrado, segundo
um morador, "com tudo dentro". Ficava logo após a estação, que ainda
preserva a sua caixa d'água para locomotivas, num terreno agora totalmente
cercado, seu pequeno ramal também foi totalmente retirado mas a saída
do desvio ainda permanece" (Sydney Correa, 02/2009).
(Fontes: Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, IBGE, volume IV, 1958; Guias Levi,
1932-1982; As ferrovias do Brasil, 2005, Carlos Cornejo e João
E. Gerodetti; Sydney Correa, 2009; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht;
Diário de Pernambuco, edições entre 1980 e 1982) |
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A estação, ainda com o nome de Floresta dos Leões,
em 1907. Foto do Livro As ferrovias do Brasil, 2005,
de Carlos Cornejo e João E. Gerodetti |

A estação em 2005. Autor desconhecido |

A estação, pintada agora de verde, em 2008. Foto
Sydney Correa |
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| Atualização:
12.10.2012
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