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E.
F. do Cantagalo (n/d-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1967) |
RIOGRANDINA
(antiga RIO GRANDE)
Município
de Nova Friburgo, RJ |
| Linha do
Cantagalo - km 164,028 (1960) |
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RJ-1897 |
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Inauguração: n/d |
| Uso atual: moradia
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: O que se convencionou chamar de Linha
do Cantagalo pela E. F. Leopoldina correspondia a apenas parte da
E. F. Cantagalo, ferrovia original da região. Entre 1860 e 1873, a
linha foi construída e aberta entre Porto das Caixas e Macuco, além
da cidade de Friburgo. Essa linha originalmente tinha a bitola de
1,676m, depois reduzida para 1,109m e finalmente para métrica. O prolongamento
desde a estação de Cordeiro, nesse trecho, até Portela, Às margens
do rio Paraíba do Sul, somente foi aberto por pequenos trechos, entre
1876 e 1890, e esse trecho no início era chamado de Ramal Férreo do
Cantagalo. Em 1890 a Leopoldina já era dona de todo o trecho, e passou
a utilizar o termo Linha do Cantagalo. Esta linha foi fechada por
partes: entre Cachoeira de Macacu e Portela a supressão ocorreu em
1967, enquanto que o trecho inicial foi suprimido em 1973. Os
trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo-Portela
e entre 1963 e 1965 no trecho Cachoeira de Macacu-Cantagalo.
Em 1969, o trecho inicial do ramal também teve os trens cancelados.
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A ESTAÇÃO:
A estação foi aberta com o nome de Rio Grande,
em data incerta. A vila de Riograndina, atualmente, é um distrito
de Nova Friburgo, praticamente ligado ao núcleo urbano da cidade.
Na época do trem, até meados dos anos 60, Riograndina apesar
de já ser distrito, era considerada zona rural. Os trens de
passageiros nesse trecho foram desativados em algum dia entre julho
de 1963 e outubro de 1965. Nos anos 1980 cogitou-se de criar ali um
"museu do trem" mas a idéia não seguiu adiante. A estação, o casarão,
a ponte e o depósito foram tombados provisoriamente em 7 de janeiro
de 1988 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac): "São
quatro imóveis do século XIX – a ponte ferroviária sobre o rio Grande,
de estrutura treliçada de aço contraventada por três arcos (atualmente
adaptada para uso rodoviário); a residência do administrador da antiga
estação à margem da linha do trem e conectada à plataforma por uma
varanda com balaustrada de madeira; a estação ferroviária com salão,
bilheteria, dependências administrativas e a plataforma de embarque;
e o depósito ferroviário, com porão semi-aberto, sustentado por poderosos
pilares de pedra. O depósito está um tanto afastado da estação, dando
de frente para a praça da igreja. O conjunto preservado representa
magnificamente, em sua integridade visual, a origem ferroviária de
muitas localidades do interior fluminense". A estação de Riograndina,
bem como o casarão ao seu lado e o depósito, foram entregues restaurados
em março do ano passado. A estação (em 2009) continua servindo como
moradia, o velho casarão tornou-se um centro de cultura e artesanato
da localidade e quanto ao depósito, desconheço o seu uso, mas
ao que parece estava fechado em outubro do ano passado (2008). Mesmo
com o progressivo crescimento urbano, o local continua tranquilo como
sempre foi do mesmo jeito como muitos outros lugarejos por onde a
ferrovia cortava.
(Fontes: Cleiton Pieruccini, 2009; Yvan Peixoto Jr.,
2002; Newton Carneiro, 2003; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil,
1960; INEPAC-Instituto Estadual do Patrimônio Cultural; Mapa - acervo
R. M. Giesbrecht) |
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A antiga estação de Riograndina, em 2002. Foto
enviada por Yvan Peixoto Jr. |

A estação de Riograndina, em 09/2003. Foto Newton
Carneiro |

A estação de Riograndina, em 09/2003. Foto Newton
Carneiro |

A estação vista da antiga ponte da ferrovia, em
Riograndina, em 09/2003. Foto Newton Carneiro |
A estação em 10/2008. Foto Cleiton Pieruccini |
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| Atualização:
13.08.2009
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