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E. F. Paraná
(1883-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1997)
Serra Verde (1997-2011) |
MORRETES
Município de Morretes, PR (veja
a cidade) |
| linha Curitiba-Paranaguá - km 40,756
(2000) |
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PR-1651 |
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Inauguração: 17.11.1883 |
| Uso atual: estação |
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com trilhos |
| Data de abertura do prédio atual:
anos 1950 |
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| HISTORICO DA LINHA:
A linha unindo Curitiba a Paranaguá, a mais
antiga do Estado, foi aberta pela E. F. Paraná de Paranaguá
a Morretes em 1883, chegando a Curitiba em fevereiro ded 1885. Durante
seus 120 anos de existência ela pouco mudou, apenas dentro de
Curitiba e na mudança de um ou outro túnel na serra.
É considerada um dos marcos da engenharia ferroviária
nacional, projetada por André Rebouças e construída
por Teixeira Soares, depois de firmas estrangeiras recusarem a obra
devido à dificuldade do trecho da serra, entre Morretes e Roça
Nova. É também uma das poucas linhas que continua ter
trens de passageiros, embora de forma turística apenas, desde
os anos 1990, hoje explorado por uma concessionária privada,
a Serra Verde. Em 1942, a E. F. Paraná foi englobada pela R.
V. Paraná-Santa Catarina, e esta, em 1975, transformada em
uma divisão da RFFSA. Em 1996, o trecho passou a ser operado
pela ALL, que obteve a concessão da antiga RVPSC. |
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HISTÓRICO DA ESTAÇÃO:
Nas décadas que antecederam a construção da estrada de ferro, a economia
e os transportes da cidade de Morretes giravam em torno da
erva mate. Era um tempo em que pelas vielas, em pontos estratégicos,
as tendas e oficinas dos ferreiros acolhiam os animais para serem
ferrados e vencerem a subida de volta e, depois da Graciosa,
chegavam também as pesadas carroças para os consertos de emergência.
Com o crescimento desses comércios, os acessos à força hidráulica
tornaram-se motivo de disputa, gerando conflitos de interesses pelos
valos que desviavam as águas dos rios, principalmente do rio Marumbi.
O centro de Morretes tornou-se uma rede de valos e derivações,
suficientemente grandes para suportar o trânsito de canoas. Ainda
hoje existem vestígios desses canais . A estrada de ferro desmontou
esse entreposto ervateiro e marcou seu fim. À entrada do pátio da
estação de Morretes, a linha atravessava alguns desses canais
de engenho num pontilhão com 3 vãos de 2m cada um. A estação
de Morretes foi inaugurada em 1883, sendo ponta de linha por
dois anos da linha da E. F. Paraná que, então,
ACIMA:
Belíssima fotografia do pátio da estação
de Morretes, ainda o prédio antigo (atrás da fumaça),
provavelmente anos 1930 (Cartão postal, cessão Paulo
Roberto Stradiotto). ABAIXO: Trem Curitiba-Paranaguá na estação
de Morretes, em 14/4/2001 (Foto André Galasso).

ligava apenas Morretes a Antonina. Esse antigo prédio
da estação de Morretes, hoje parcialmente demolido, foi aproveitado
para armazém de carga quando da construção da estação
atual, muitos anos mais tarde. Situava-se na marca do Km 40+900m e
na cota de 11,50 m, ostentando certo aspecto grandioso para os padrões
do tempo, tanto mais se comparado com a estação urbana de Paranaguá.
Tinha dois pavimentos, com a morada do agente na parte superior, pois
então o centro da cidade ficava um tanto distante. Anexos, dois armazéns
de carga e, em outros locais, um depósito para duas locomotiva e uma
caixa d'água com capacidade de 48 metros cúbicos e respectiva bomba.
Da cidade vinha a rua do Campo, ou talvez rua do Campos,
próximo à chácara de Antônio de Campos. À volta, os canaviais
de João Baia e várias chácaras. Em 1885, a linha foi ligada
a Curitiba. A partir de 1892, passou a ser a estação
de saída para os trens do ramal de Antonina. Por volta
de 1950, o prédio original deu lugar a uma estação
com características modernas. A estação é
uma das poucas ativas da linha ainda hoje, atendendo ao trem Curitiba-Paranaguá,
da empresa Serra Verde. Entre 2005 e 2008, existiu um trem turístico
da ABPF (uma litorina da extinta RVPSC) que saía todos os fins
de semana de Morretes para Antonina. Foi suspenso
em 2008.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1998-2008;
Dirceu Cavalcanti; Ricardo Pinto da Rocha; Paulo Roberto Stradiotto;
André Galesso; J. C. Kuester, 2007; Marc Ferrez; Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, IBGE, 1958; ALL: Listagem de estações,
2000; Relatórios oficiais da RVPSC, 1920-1960) |
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Estação original de Morretes, no início
do século XX. Foto Marc Ferrez |

Estação original de Morretes, sem data. Foto cedida
por Ricardo Pinto da Rocha |

Fachada da estação, em 1998. Foto Ricardo Pinto
da Rocha |

Trem cargueiro da ALL em frente à estação
de Morretes, em 2001. Foto André Galesso |

A estação, em 30/05/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 12/2007. Foto Jean C. Kuester |
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| Atualização:
12.10.2011
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