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Ramal de Rio Negro (1891-1964):
Roseira
Rio Negro
Mafra
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IBGE - 1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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E. F. Paraná (1895-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1964)
RIO NEGRO (VELHA)
Município de Rio Negro, PR (veja a cidade)
Ramal de Rio Negro - km 88,915 (1935)   PR-4305
Altitude:   Inauguração: 20.02.1895
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de abertura do prédio atual: 1895 (já demolido)
HISTORICO DA LINHA: A linha unindo Serrinha a Rio Negro foi aberta pela E. F. do Paraná em 1891, até a estação da Lapa. Em 1894 a linha foi prolongada até Campo do Tenente, e no ano seguinte chegou a Rio Negro. Em 1913, com a chegada da linha do São Francisco até Rio Negro, mas no lado esquerdo do rio, o ramal ganhou um curto prolongamento até a estação do que hoje é Mafra, entroncamento de linhas. Em 1964, o ramal foi entregue totalmente retificado em toda a sua extensão, fazendo com que todas as estações fossem fechadas e reabertas na linha nova. Duas não o foram: Campo do Tenente e Roseira, que fecharam definitivamente, sem trilhos. Hoje esse ramal faz parte do TPS - Tronco Principal Sul.
 
 
A ESTAÇÃO: A estação de Rio Negro foi inaugurada em 1895. Ficava pouco antes do rio Negro; do seu pátio, os trilhos seguiam pela Ponte Seca (com este nome, pois passava e ainda passa, por sobre uma rua) e depois imediatamente pela ponte sobre o rio.

A estação foi ponta do ramal do mesmo nome, até 1913, quando, do outro lado do rio Negro, chegou a linha do São Francisco, na estação de Mafra. Esta era, na verdade, a "estação do lado de lá do rio" e não tinha o nome atual, que somente teria surgido com a criação do município de Mafra, em 1917, agora como território catarinense com os acordos de limites que se seguiram à Guerra do Contestado.

Já no ano de 1912, previa-se um novo traçado para o ramal de Rio Negro, então em "precárias condições", que faria com que a estação fosse deslocada para o outro lado do rio, onde em 1913 surgiria uma nova estação (Revista Brazil Ferrocarril, 12/1912). Porém, talvez por causa das dificuldades financeiras da Brazil Railway, que se iniciaram exatamente nessa época, a modificação não foi levada a cabo e o ramal ficou mesmo onde já estava.

A estação além-rio, porém, parece ter sido construída, mas a velha não foi posta abaixo, pois já havia pedidos da população da margem direita, onde se situava junto ao centro da cidade de Rio Negro, para que não se mudasse a estação para a margem esquerda.

No Guia Levi de 1922, somente é citada uma estação: Rio Negro. Com esse nome, deveria estar na cidade paranaense e não em Mafra, ao sul do rio.

Em 1939, com a chegada e inauguração do prédio do 2o Batalhão Ferroviário na cidade, o Batalhão Mauá, este foi construído de forma contígua à antiga estação e a própria linha do ramal, quando saía do pátio da estação e seguia no sentido da Lapa, passava por dentro do terreno murado do Batalhão, tendo de serem abertas e fechadas porteiras para as composições passarem. Essa situação não era confortável - uma linha de uso público passando dentro dos muros de um batalhão do Exército.

A própria existência da estação ao lado dos muros do terreno do Batalhão não agradava. Assim foi que, segundo a pesquisadora Maria da Glória Foohs, com a abertura da variante (1963/4), a estação foi demolida e a população passou a embarcar em Mafra, próxima, mas tendo de atravessar a ponte sobre o rio.

A variante, parte do Tronco Principal Sul, substituiu o antigo ramal de Rio Negro e a estação de Rio Negro mudou de lugar, indo do lado leste para o lado oeste da cidade (Rio Negro-nova). Os trilhos do velho ramal foram arrancados e o Batalhão, em 1965, mudou-se para Araguari, em Minas Gerais, e foi substituído por um regimento do Exército.

(Veja também RIO NEGRO-NOVA)

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE

1920
AO LADO:
Trens diarios de Curitiba para Rio Negro (O Estado de S. Paulo, 4/5/1920).


ACIMA: Ponte ferroviária sobre o rio Negro, que atualmente divide a cidade de Rio Negro, PR, de Mafra, em SC. Na época da fotografia, ainda era tudo Paraná. A atual Mafra está em segundo plano (Cartão postal dos anos 1900).

ACIMA: Estação de Rio Negro, data desconhecida (Autor desconhecido).


(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Francisco de Almeida Lopes; Nilson Rodrigues; Maria da Glória Foohs; Revista Brazil Ferrocarril, 12/1912; RVPSC: Relatórios anuais, 1920-56; RVPSC: Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; Guias Levi, 1932-80; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, 1960)
     

A estação original em 1906. Cartão postal

A estação de Rio Negro, sem data. Autor desconhecido

A estação, anos 1950. Acervo Francisco de Almeida Lopes
     
     
Atualização: 27.09.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.