|
|
|
Cie. Auxiliaire
des Chemins de Fer au Brésil (1910-1920)
V. F. Rio Grande do Sul (1920-1975)
RFFSA (1975-1996) |
CARUARÁ
(antiga NOVA SARDENHA)
Município de Farroupilha, RS |
| Linha de Caxias - km 917,828 (1960) |
|
RS-0646 |
| |
|
Inauguração: 13.05.1910 |
| Uso atual: abandonada |
|
com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1910 |
| |
|
|
| |
| HISTORICO DA LINHA: A linha Porto
Alegre-Caxias foi aberta no trecho entre a Capital e São Leopoldo
em 1874, como a primeira ferrovia do Estado. Em 1876 foi prolongada
até a estação de Novo Hamburgo. Em 1905, a Cie.
Auxiliaire assumiu a linha. Apenas em 1909 a linha teve continuação,
partindo de Rio dos Sinos, 7 km antes de Novo Hamburgo e chegando
até Carlos Barbosa, e, no ano seguinte, até Caxias (Caxias
do Sul). Em 1920 a linha foi assumida pela VFRGS. Foi desativada nos
anos 1980; o trecho até São Leopoldo foi retificado
e serve hoje ao sistema Trensurb da Grande Porto Alegre (trens metropolitanos);
entre Rio dos Sinos e Montenegro, a linha foi erradicada em 1963,
substituída por uma variante; para a frente, existem trilhos
ainda em alguns pedaços, mas oficialmente a ferrovia a partir
de Montenegro foi extinta em 1994 pela RFFSA. |
| |
A ESTAÇÃO: A estação
de Nova Sardenha foi inaugurada em 1910 pela Cie. Auxiliaire.
Em 1945, o seu nome foi alterado para Caruará, provavelmente
em virtude da Guerra. Ainda existem trilhos na região, e junto
a essa estação. A estação estava abandonada,
mas em junho de 2007 anunciava-se que "o local da estação
ferroviária está com data para assinatura de ato de tombamento marcada
para o dia 25 do mês. Segundo a Prefeitura de Farroupilha, já
existe projeto arquitetônico para a restauração do prédio, além de
projeto cultural para o local" (Patricia Haupt, 06/2007).
"Em 10/2009 estive na estação de Caruara. De longe o prédio
ainda parecia em estado razoável, mas quando cheguei perto,
vi que estava horrível. O acesso à estação é muito dificíl,
tudo em volta dela em um raio de 100 metros foi cercado, inclusive
por cima dos trilhos e por baixo de um passarela de pedestres que
passa sobre a ferrovia. Quando entrei no prédio me impressionei:
todo o piso, antigamente de madeira, desabou, deixando um buraco de
1 metro de profundidade no chão. A única sala em que é possível
o acesso é uma pequena saleta de 1 metro quadrado em que o piso é
de concreto. O telhado está prestes a desabar, todo torto. Suas paredes
estão todas pichadas, com barbaridades escritas. Um projeto de restauração
se arrasta por anos, mas ainda nada foi feito. Espero que esta estação
um dia volte a ser bela como foi antigamente" (Lucas Scopel,
25/4/2010). Em outubro de 2011, a estação está
em início de ruína.
(Fontes: Ricardo Luiz Busse; Marcelo Ferrari;
Patricia Haupt; Lucas Scopel; Eduardo Bassotto; Revista Ferroviária,
08/2000; IPHAE: Patrimônio Ferroviário do Rio Grande
do Sul, 2002;Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias
Levi, 1940-1981; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
| |
|
|

A estação, c. 2000. Foto do livro Patrimônio
Ferroviário do Rio Grande do Sul, IPHAE, p. 164
|

A estação em 26/06/2006. Foto Marcelo Ferrari |

Interior depredado da estação em 26/06/2006. Foto
Marcelo Ferrari |

A estação em 26/06/2006. Foto Marcelo Ferrari
|
A estação em 26/06/2006. Foto Marcelo Ferrari
|

A estação em 26/06/2006. Foto Marcelo Ferrari
|
A estação em 2006. Foto Eduardo Bassoto |
A estação em início de ruína em
10/2011. Foto Ricardo Luiz Busse |

A estação em início de ruína em
10/2011. Foto Ricardo Luiz Busse |
|
| |
|
|
| Atualização:
23.10.2011
|
|