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Teodoro Sampaio
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ramal de Dourados-1970
 
 

E. F. Sorocabana (1960-1971)
FEPASA (1971-c. 1988)

TEODORO SAMPAIO
Município de Teodoro Sampaio, SP
Ramal de Dourados-km 833,016 (1986)   SP-2930
  Inauguração: 15.06.1960
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1960 (já demolido)
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Dourados foi projetado em 1953 para chegar a Dourados e Ponta Porã, no hoje Mato Grosso do Sul, e aproveitar o potencial madeireiro da região ainda desabitada, para seu transporte mais fácil para os grandes centros. Somente em 1958 a linha foi aberta em seu primeiro trecho até Engenheiro Murgel. Em 1960 chegou a Teodoro Sampaio, para somente em 1965 atingir o que viria a ser seu ponto final, Euclides da Cunha, ainda no Estado de São Paulo. Os trens de passageiros trafegaram até outubro de 1978, quando foram suprimidos. Os cargueiros, depois de dois anos de interrupção voltaram a trafegar em 1980, mas em 1986 a linha para além de Pirapozinho já estava completamente desativado. Em 1988 todo o ramal estava desativado, e em 1998 os trilhos foram retirados.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Teodoro Sampaio foi aberta em 1960, como ponta de linha do ramal, até setembro de 1965, quando o trecho até Euclides da Cunha foi aberto. Como todas as estações do ramal, era de madeira. Afinal, a região era abundante nisso e o próprio ramal existia para o seu transporte. A cidade de Teodoro Sampaio já existia antes da estação, mas foi construída para receber o ramal, que, afinal, acabou demorando mais tempo do que se esperava para atingor a vila, fundada no início dos anos 50 em terras da Fazenda Cuiabá. Depois da supressão dos trens de passageiros, no final do ano de 1978, os trens de carga ainda trafegaram até Euclides da Cunha por mais dois anos, depois nunca mais. O abandono da estação chegou para toda a vila ferroviária. Esta se compunha, além da estação, de duas caixas d'água, algumas casas para empregados, uma guarita, abrigos de turma, e um grande armazém de alvenaria, que, apesar de ter servido para o serviço de salvamento da fauna na época do represamento para a usina de Rosana, nos anos 80, voltou ao abandono. Esta era a situação no ano de 1988. As fotos abaixo são de má qualidade, mas foi o que se pôde arrumar. Um relato mais recente mostra o atual estado do pátio, cuja estação foi demolida: "Fui sair próximo a Teodoro Sampaio e num certo ponto a estrada cruza o leito da EFS. Você vê que era uma linha moderna com grandes retas. Em meio a muitos assentamentos, a rodovia vai margeando o antigo leito da ferrovia e ainda é possível avistar o lastro de pedra e alguns bueiros em concreto, sempre margeando a uma certa distância o Paranapanema. Estive no local da estação de Teodoro e fotografei. O cenário é desolador. Uma plataforma pequena já sem a antiga estação em cima e um enorme armazém em alvenaria de tijolos aparentes, em ruínas, com uma extensa plataforma. Não há vestígios de qualquer outra construção da ferrovia, cujo pátio foi cercado e convertido em pasto. O local fica isolado da cidade, a uns 2 km do centro. Tem asfalto saindo do largo da estação até uns 500 metros, depois o caminho é de terra até uma avenida que conduz ao centro. Poucos se recordam da ferrovia. Os que se lembram falam com saudades do trenzinho que ia até Prudente" (Rodrigo Cabredo, 06/2001). (Fontes: Relatórios da Sorocabana; O Ramal de Dourados, de Lúcio F. M. Adorno, 1988)
     

Inauguração da estação, em 1960, com festas. Foto cedida por Rodrigo Cabredo

Estação abandonada (1988). Foto L. F. M. Adorno

Esquema da esplanada da estação, 1988. Desenho de O ramal de Dourados, L. F. M. Adorno, 1988

Esqueleto do armazém da estação de Teodoro Sampaio, 07/2001. Foto Rodrigo Cabredo

A plataforma da estação foi o que restou, com o esqueleto do armazém ao fundo, em 07/2001. Foto Rodrigo Cabredo
 
     
Atualização: 22.02.2005
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.