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A
primeira referência que encontrei como trem metropolitano no trecho
Maceió-Lourenço de Albuquerque foi no Guia Levi de outubro
de 1965, onde consta esse trem especificamente como "trem de subúrbio",
tipo "SS", com 5 horários diários. Anteriormente
somente se via trens de longa distância que seguiam pelo trecho
e seguiam para Recife ou pelo ramal de Quebrangulo, seguindo eventualmente
até Paquevira ou São José da Lage, dependendo da
época. Com a criação da CBTU, em 1984, passou a
ser operado por esta empresa.
O trem metropolitano em Lourenço de Albuquerque,
em 04/2005 (Foto Elias Vieira). |
Percurso:
Maceió - Lourenço de Albuquerque
Origem da linha:
Maceió - Lourenço de Albuquerque - 1884
Abaixo, esquema da linha do trem metropolitano, em
2000.
Note que ele acompanha em grande parte a lagoa do Mundaú (folheto
da CBTU, "Trem urbano de Maceió")
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2008:
o "Trem da Praia" - Estréia com sucesso O "Trem da Praia" que circulou
nesse domingo 20, foi um sucesso de usuários. Famílias inteiras residentes
nos municípios de Rio Largo, Satuba e mais 12 bairros da região, vieram
desfrutar as águas mornas das praias
de Maceió. A iniciativa deixou mais uma vez evidente a importância social
do transporte ferroviário em Maceió. O "Trem da Praia" teve essa primeira
viagem documentada por uma equipe de jornalismo da TV Gazeta, afiliada
da Rede Globo, constatando a satisfação dos usuários, e está programado
para circular todos os domingos e feriados (Site da Revista Ferroviária,
21/01/2008). É uma variação
do trem metropolitano de Maceió. Sobreviverá?
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"O trem faz o percurso de 32 quilômetros
de Maceió a Lourenço de Albuquerque em uma
hora. Corre a uma velocidade média de 30 km/hora, passando
por oito estações e quatro paradas. Apenas uma locomotiva
vem sendo usada, puxando cinco carros, com
capacidade para 360 passageiros sentados. A passagem custa 32 centavos.
É uma
salvação para quem mora em Satuba e Rio Largo - cidades-dormitório,
que ficam a 18
e 35 quilômetros de Maceió, respectivamente. O trem corre
pelo menos 10 vezes por dia" (O Estado de S. Paulo, 27/07/1998).
Em 1999, o site do GEIPOT afirmava que "o
transporte ferroviário urbano de passageiros de Maceió
é gerenciado pela Companhia
Brasileira de Trens Urbanos - CBTU. Em 1999 transportou 4.500 passageiros
por dia.
O sistema de Maceió compreende uma única linha, entre
as estações de Maceió e
Lourenço de Albuquerque, com 32 km em bitola métrica
não eletrificada, 12 estações
e 1 oficina. A linha corta a área urbana de Maceió,
de grande adensamento populacional, criando conflito de tráfego
nos cruzamentos com ruas e avenidas, sem as mínimas condições
de segurança. A faixa de domínio não tem proteção
ou isolamento. Foram concluídos e apresentados aos órgãos
locais, estudos e propostas de projeto integrado de transporte para
as regiões de Natal, João Pessoa e Maceió, com
recursos doados pelo governo do Japão e geridos pelo Banco
Mundial. Estes estudos de caráter
estratégico visam identificar alternativas, a nível
sistêmico e estrutural, para o
transporte urbano de passageiros desses locais. Em 1999 foram remodeladas
duas
ACIMA: O trem passa ao lado do espelho
d'água, sendo refletido por este (folheto
da CBTU, "Trem urbano de Maceió"). ABAIXO:
A inda em Maceió, o trem tem de enfrentar a Feira do Passarinho,
que todos os dias expõe a mercadoria sobre os trilhos e tira
rapidamente quando o trem passa por ali (Fotos Antonio Gorni, 01/2002).


Acima, à esquerda, ainda o trem na Feira
do Passarinho (Foto
Antonio Gorni, 01/2002). À
direita,
o trem metropolitano na estação de Fernão Velho
(folheto da CBTU,
"Trem urbano de Maceió").
estações,
recuperados três carros de passageiros e uma locomotiva. Prosseguem
as ações de recuperação dos carros de
passageiros, assim como as obras de vedação das estações.
O estado de Alagoas recebeu investimentos da União, em 1999,
no valor de R$ 600 mil para melhoramento do Sistema de Maceió".
Em junho
de 2010, uma grande enchente levou os trilhos em Rio Largo e os trens
passaram a fazer o percurso somente até Utinga. A linha em
setembro de 2011 ainda estava em recuperação para que
os trens voltem a chegar até Lourenço de Albuquerque.
Esperamos que sim.
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