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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Iporanga
Guararapes
Rubiácea
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Tronco NOB - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Noroeste do Brasil (1929-1975)
RFFSA (1975-1996)
GUARARAPES
Município de Guararapes, SP
Variante de Jupiá - km 28,145 (1937) Linha-tronco - km 294,841 (1960)   SP-1979
Altitude: 402 m   Inauguração: 06.08.1929
Uso atual: abandonadas (2017)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1949
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi aberta em 1906, seguindo a partir de Bauru, onde a Sorocabana havia chegado em 1905, até Presidente Alves, em setembro de 1906. Em janeiro de 1907 atingia Lauro Müller, em 1908 Araçatuba e em 1910 atingia as margens do rio Paraná, em Jupiá, de onde atravessaria o rio, de início com balsas, para chegar a Corumbá, na divisa com a Bolívia, anos depois. O trecho entre Araçatuba e Jupiá, que até 1937 costeava o rio Tietê em região infestada de malária, foi substituído nesse ano por uma variante que passou a ser parte do tronco principal, enquanto a linha velha se tornava o ramal de Lussanvira. Em 1957, a Noroeste passou a fazer parte da RFFSA. Transportou passageiros até 13/1/1993, no trecho Bauru-Campo Grande e até 3/3/1995 no trecho até Corumbá, quando esse transporte foi suprimido. Em 1996, a RFFSA deu a concessão da linha para a Novoeste. Em 2016, a concessão é da Rumo.
 
A ESTAÇÃO: A cidade de Guararapes foi fundada com o nome de Frutal, e a estação teria sido inaugurada em 1928 com esse nome, antes da fundação da vila, ou em 1929, depois, dependendo da fonte consultada.

Com o nome atual, tornou-se município em 1937.

Inicialmente na variante de Jupiá, a estação passou a pertencer à linha-tronco em 1940. Na variante, foi ponta de linha por algum tempo.

Em 1949, a nova estação de Guararapes foi inaugurada, já na variante Araçatuba-Bento de Abreu. Porém, a linha nova ficou exatamente ao lado da antiga, e as duas estações ficaram frente a frente: velha e nova.

Meu nome é Antonio Silvano Gustinelli. Gostaria de perpetuar, através do seu site, acontecimentos que me agrada te-los na memória;  vamos então a eles: Nos meados dos anos 1960, frequentemente eu ia de Americana a Lins e dali a Guararapes – onde nasci – e adjacências.

'Usando a Companhia Paulista de Estradas de Ferro até Bauru, onde fazia-se o transbordo para a Noroeste, visto que as bitolas eram diferentes. A monumental estação de Bauru era para mim um santuário. Ali testemunhei, varias vezes, para meu deleite, aqueles que participavam ativamente e passivamente, como eu, da partida do trem da NOB.

'Às 14h27, uma voz de belo timbre, tipo Alfredo Alves, da Radio Cultura FM de São Paulo, ou então, Anderson Guimarães, aqui de Americana, falando em um sistema de som poderoso, dizia assim: “Atenção, Senhores passageiros do trem da Noroeste, a composição com destino a Corumbá, partirá dentro de 3 minutos”. Fazia o pronunciamento com o vigor e gosto adequados, como se aquilo fosse a coisa mais importante na face da terra.
Transcorridos os 3 minutos, exatamente ás 14,30, aquela voz manifestava-se assim: ATENÇÃO, SENHOR CHEFE DO TREM DA NOROESTE. O TREM COM DESTINO A CORUMBÁ PODE PARTIR. Era enfático naquele ‘pode partir’. O chefe do trem, tomado do inebriamento que as palavras, proferidas daquela forma, produziam, trilava longamente e prazerosamente o seu apito.


'O operador da locomotiva respondia então com um buzinaço, também longo e de som característico da poderosa propulsora.
Incontinente, acelerava o motor diesel-elétrico, tracionando a maior composição ferroviária de passageiros que eu vi. E em curva, deixava lentamente aquele santuário. Ali, naquele momento sublime, estava-se construindo um tipicismo. Ali, naquele momento imorredouro, erigia-se a conformação mística da terra que o trilho percorria, a minha terra, o meu rincão
” (Antonio Silvano Gustinelli, 3/9/2017).

Ambas as estações já estavam totalmente abandonadas em novembro de 2016. As duas estações de Guararapes, velha e nova, transformaram-se em meros atalhos para atravessar os trilhos.

1936
AO LADO:
A cidade e estação de Guararapes em 1936 (O Estado de S. Paulo, 5/7/1936).

1944
AO LADO:
Em 1944, era contada a história da estação de Guararapes e suas fazendas (Mathias Arrudão, em O Estado de S. Paulo, 13/7/1944).

1949
AO LADO:
Em 1949, nova estação com obras adiantadas (O Estado de S. Paulo, 9/1/1949).

ACIMA: Trem da Noroeste em Guararapes em 1975 (Autor desconhecido).

ACIMA e ABAIXO: Lamentaveis aspectos das estações de Guararapes-nova (acima) e Guararapes-velha (abaixo) em 1/11/2013 (Fotos Odilio Pereira de Queiroz Neto).
(Fontes: Silvio Rizzo; Odilio Pereira de Queiroz Neto; José H. Bellorio; Daniel Gentili; Fábio Vasconcellos; O Estado de S. Paulo, 1944; E. F. Noroeste: Relação oficial de estações, 1937; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação original, sem data (Memorial dos Municipios/FB)

A estação de Guararapes nos anos 1970. Cartão postal

Em 10/1979, a estação nova de Guararapes, à esquerda, tendo em frente a antiga, desativada em 1949. Foto José H. Bellorio

Fachada da estação nova de Guararapes, em 10/1979. Foto José H. Bellorio

O trem na estação de Guararapes. Outra vez a velha e a nova aparecem, em 07/1986. Foto José H. Bellorio

Estação nova de Guararapes, em 2001. Foto Fábio Vasconcellos

Estação velha de Guararapes, em 2001. Foto Fábio Vasconcellos

Estação velha de Guararapes, em 2001. Foto Fábio Vasconcellos

A estação velha em 23/5/2009. Foto Daniel Gentili

A estação nova em 23/5/2009. Foto Daniel Gentili

A estação "nova" em 1/11/2013. Foto Odilio Pereira de Queiroz Neto

A estação "velha" em 1/11/2013. Foto Odilio Pereira de Queiroz Neto

A estação "nova" em 1/8/2017. Foto Silvio Rizzo

A estação "velha" em 1/8/2017. Foto Silvio Rizzo
 
     
Atualização: 27.11.2019
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.