Júlio Prestes-Santos
(São Paulo)

 

Sorocabana (1957-1971)
Fepasa (1971-c.1976)

Bitola: métrica.

Acima à esquerda, a precária plataforma da estação antiga de Socorro, junto à ponte do mesmo nome no rio Pinheiros (1962). Essas estações foram todas substituídas pelas novas usadas pela CPTM nos trens metropolitanos (Foto: Gazeta de Santo Amaro). Acima à direita, uma das estações da serra, Mãe Maria (1983), hoje demolida. (Foto: Nilson Rodrigues). Abaixo, os horários do trem em 1962 (Guia Levi, setembro/1962)

Acima, à esquerda, a estação inicial de Júlio Prestes, no centro de São Paulo, em 2000 (Foto: Revista Ferroviária). À direita, a estação terminal de Ana Costa, em Santos, anos 1960 (Foto: acervo A. H. Del Bianco).


Veja também:

Estação de Santo Amaro

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Indice

Nota: As informações contidas nesta página foram coletadas em fontes diversas, mas principalmente por entrevistas e relatórios de pessoas que viveram a época. Portanto é possível que existam informações contraditórias e mesmo errôneas, porém muitas vezes a verdade depende da época em que foi relatada. A ferrovia em seus 150 anos de existência no Brasil se alterava constantemente, o mesmo acontecendo com horários, composições e trajetos (o autor).

Trem de passageiros operado pela Sorocabana, a partir de 5 de outubro de 1957, data em que foi inaugurada a linha com tráfego entre São Paulo e Santos (estação Ana Costa) pelo governador Jânio Quadros, e com três horários diários com a composição diesel Ouro Branco (O Estado de S. Paulo, 6/10/1957). Mais tarde (1971) passou a ser operada pela Fepasa, até 1976, quando o trem foi extinto. Foi também chamado de "trem dos índios", devido ao fato de transportar muitos deles no percurso rural da cidade de São Paulo e na serra do Mar. Percurso: Tronco da Sorocabana (Júlio Prestes - Imperatriz Leopoldina), daí ramal de Jurubatuba (até Evangelista de Souza), daí até Samaritá, pela Mairinque-Santos, dali até a estação de Ana Costa, em Santos, pelo ramal de Juquiá. Nos anos 1960, a composição chegou a ser puxada por locomotivas elétricas durante todo o percurso. Nas outras épocas, a diesel.
Origem das linhas:

J. Prestes - Imp. Leopoldina - 1875
Imp. Leopoldina - Evang. Souza - 1957
Evang. Souza - Samaritá - 1938
Samaritá - Ana Costa - 1913

Acima, jornal de 1962 incentivando o uso da linha para ida a Santos. Note a diferença de horários entre o que o jornal afirma e o guia Levi. Pode-se concluir que, na baixada, em Samaritá, a composição era dividida e os carros que se dirigiam a Itanhaém e estações seguintes eram separados e ligados a outra locomotiva. (Gazeta de Santo Amaro, jornal de 1962).
"O trem PV-1, Julio Prestes-Santos no horário das 7:00, no início da década de 1970 rodava com os carros Busch de madeira" (Antonio
Gorni, 06/2005). Também rodaram na linha da serra carros TUEs Toshiba, no curto tempo em que a eletrificação esteve ativa (final dos anos 1960-primeira metade dos anos 1970), segundo prova Coaraci Camargo na foto abaixo.
"O trem de Santos também levava pescadores para a represa Billings, que desciam na estação Barragem, e era puxado por uma locomotiva diesel-elétrica. Depois de descer a serra, na estação Samaritá, o trem era desmembrado: uma parte seguia para Santos e a outra para Peruíbe. Ele não parava na estação Morumbi. Para pegá-lo, íamos no subúrbio das 7 horas até a estação Pinheiros onde o trem de Santos chegava às 7:30" (Carlos Augusto Leite Pereira, 01/2008).

ACIMA: (Esquerda) Próximo à extinta estação de Rio dos Campos, o TUE da Toshiba fotografado em 1971 (Foto Coaraci Camargo) (Direita) Reportagem da FOLHA DE SÃO PAULO de 1974 sobre o trem para Santos (CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VER A REPORTAGEM INTEIRA).
Na reportagem da FOLHA, acima, Antonio Gorni comenta que os "trens com truques de vagão de carga" eram os carros Caveirão (nome da época, ans 1950-70), mas a foto não os mostra, e sim o já veterano TUE "Carmen Miranda", de 1945, que tradicionalmente percorria o trecho na primeira metade da década de 1970. VEJA TAMBÉM OS TRENS DE SUBÚRBIO DESTA LINHA