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VXY Mogiana em MG

Pátio de Campo Grande
 
E. F. Noroeste do Brasil
rotunda de CAMPO GRANDE
Município de Campo Grande, MS
     
Uso atual: abandonada    
 
ROTUNDAS são depósitos de locomotivas de forma circular ou semi-circular: variam geralmente de prédios construídos em 90 graus até prédios totalmente circulares, construídos em 360 graus. A distribuição das locomotivas para cada baia é feita por um girador, movido na maioria das vezes manualmente. Estes giradores são trilhos que giram dentro de um círculo com um poço, cujos trilhos são apontados para a baia que receberá a máquina. Não confundir girador (ou virador, ou giramundo) com rotunda.
 
Rotunda de Campo Grande - 90 graus

ACIMA: Rotunda de Campo Grande, foto aérea de 2008 (Google Maps, 2008). ABAIXO: A rotunda já abandonada, em 2006 (Foto Manoel de Barros).


ACIMA e ABAIXO: Parte exterior da rotunda em 2006 (Fotos Tiago L. Ramires).

ACIMA: Rotunda, data desconhecida (Autor desconhecido). ABAIXO: A rotunda nos anos 1990 (Foto Leandro Gouveia).
A informação corrente sobre a rotunda de Campo Grande diz que era uma rotunda de 90 graus. Olhando pela foto do Google (2008), parece isso, mas também me pergunto: por que há um pedaço isolado do outro lado da rotunda maior? E porque parece, pela foto, que a rotunda teria sido de 360 graus? O resto existiu e foi demolido? De acordo com http://www.vitruvius.com.br: Em Campo Grande, a rotunda é conhecida como um conjunto de edifícios inscritos em um círculo, alguns de planta em segmento de círculo, com a adição de um corpo menor nos fundos, onde funciona a Oficina que dá suporte simultâneo a 13 (treze) locomotivas, servidas por um girador com diâmetro de 20,00m e anteparadas por um edifício de planta em segmento de curva menor, onde funciona a lavagem das máquinas de ferro. Todo esse conjunto arquitetônico foi erguido nos anos 1941 e 1943 e está inserido num espaço de 102,40m de diâmetro, localizado na parte central da esplanada, com acesso pela rua 14 de Julho, localizado entre os imóveis 123 e 125 ou ainda por um outro acesso pela rua Eça de Queiroz. O edifício das oficinas possui uma estrutura rígida de pilares, vigas e terças de concreto que apóiam um telhado de telha de barro francesa em duas águas, em curva. Nas laterais, as empenas de fechamento possuem aberturas - janelas de ferro -, a, no alto, a inscrição da logomarca "NOB". As paredes são de alvenaria de tijolo aparente de vedação das superfícies externas. Um anexo, na parte posterior da oficina, complementa a composição dos espaços internos do edifício. Na oficina, uma colunata, espaçada 3,75m uma da outras, suficiente para a entrada de uma locomotiva. O girador é uma peça com 20,00m de diâmetro que conduz a locomotiva para uma das 13 baias da oficina. Movida mecanicamente, é uma das mais belas peças do conjunto ferroviário de Campo Grande. Um fosso foi construído para abrigar o maquinário de movimentação da carenagem. Já o edifício de lavagem das locomotivas possui uma planta de 25,00m de comprimento e uma face menor com 11,40m e a outra maior com 22,45m de segmento de raio. O espaço é aberto e coberto com telha de barro francesa; as empenas possuem elementos de arquitetura encontrados na empena da oficina. Apesar do tamanho da área da rotunda, não há cerca de proteção ou de vedação desse grande espaço o que contribui para o acesso de pessoas estranhas ao serviço.
(Fontes: Daniel Gentili; Manoel de Barros; Leandro Gouveia; Tiago L. Ramires; Google Maps; Ângelo Marcos Vieira de Arruda; http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos /03.027/761 - acesso em 5/12/2010).
     

Projeto da rotunda
 
     
Atualização: 13.06.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.