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Cia. Chemins de
Fer Federaux du L'Est Brésilien (1913-1935)
V. F. F. Leste Brasileiro (1935-1975)
RFFSA (1975-1996) |
BOQUIM
Município de Boquim, SE |
| Linha Norte - km 327,748 (1960) |
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SE-2386 |
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Inauguração: 10.07.1913 |
| Uso atual: Centro cultural |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: Inicialmente
chamado de ramal de Timbó, a linha que ligaria a estação
de São Francisco, em Alagoinhas, a Sergipe foi aberta em 1887
até a localidade de Timbó, atual Esplanada. Dali para
a frente foi sendo prolongada aos poucos a partir de 1908, atingindo
Aracaju em 1913, Cedron em 1915 e Propriá somente em 1956,
às margens do rio São Francisco. Para se ligar com a
linha vinda do Recife naquele ponto, então, somente nos anos
1970, quando a ponte sobre o rio foi construída permitindo
a interligação ferroviária direta com o Nordeste. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Boquim (ou Buquim) foi inaugurada em 1913, na continuação
da então linha do Timbó, que desde 1887 não
era prolongada. A cidade já existia como município desde
1870. O nome é uma abraviação do nome original,
Boquinha da Mata. "Domingo, oito da manhã. A
cidade prepara-se para seu encontro habitual. Roupa engomada, sapatos
lustrados, perfume, brilhantina glostora para os homens e laquê
nos cabelos femininos. Sempre no capricho. Ah, os lenços não
podiam faltar. Tudo pronto para o momento mais esperado da semana.
De todas as ruas saiam enfatiotados em direção à
estação. Às nove, em ponto, ouvia-se o apito,
pouco depois a fumaça. Era o Expresso Estrela do Norte que
chegava na estação de Boquim. Os daqui se dirigiam para
a beira da plataforma e os do trem se acotovelavam nas janelas. Estava
preparado o cenário para momentos de fortes emoções.
Os lenços acenando anunciavam encontros, desencontros, a alegria
da chegada, a saudade da partida. Nos meus ouvidos ainda ecoam aqueles
sons agitados: - Olha a laranja de Boquim! - Queijada de Dona Alexandrina.
Olha a queijada! - Olha a saladinha. - Pirulito de Dona Honória.
Olha o pirulito! Cumprimentos daqui e dali, abraços, daqueles
de estalo, apertos de mão, beijos, conversas animadas. Tudo
isso embalado pelos chiiiiiiiiiiiiiiiis da descompressão da
Maria Fumaça, o tilintar do sino, os apitos agudos do fiscal
e as respostas roucas da máquina. Último apito. O Estrela
do Norte precisa continuar sua viagem. Novamente o ballet dos lenços,
desta vez, molhados de saudade. Olhos crecidos pelas lágrimas
e corações apertados nos que ficavam e nos que partiam.
O gigante desaparecia por entre a fumaça. Na estação
a festa para os que chegaram. Aquele ato multisentimental estava chegando
ao fim. Só restava protagonizar a última cena que era
carregar as malas e voltar para casa com a certeza que no próximo
domingo aquele palco encenaria a mesma peça embora, com personagens
diferentes. Se você viveu momentos assim, pegue o seu lenço
e umedeça-o com as suas lembranças. Recordar também
é viver! Desculpem, não tive tempo de pegar o meu lenço"
(Lenços de Saudade, Antônio José Franca).
O prédio da estação foi restaurado pela Prefeitura
no início de 2009.
(Fontes: Roosevelt Reis; Deris Araújo; Antônio
José Franca: Lenços de Saudade; IBGE: Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, 1958; Guia Geral das Estradas de
Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Fachada da estação em 1956. Foto da Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, IBGE, 1958 |

A estação de Boquim em 2004. Autor desconhecido |

A estação em 2008. Foto Roosevelt Reis |

A estação restaurada em 02/02/2009. Foto Deris
Araújo |
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| Atualização:
09.12.2010
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