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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
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Roosevelt
Engenheiro São Paulo
Clemente Falcão
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 2016
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E. F. Central do Brasil (1920-1975)
RFFSA (1975-c.1985)
ENGENHEIRO SÃO PAULO
Município de São Paulo, SP
Ramal de São Paulo - km 497,314   SP-0325
Altitude: 738 m   Inauguração: 10.09.1920
Uso atual: abandonada (2016)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: Foi aberta em 1920, para atender a eventuais passageiros, geralmente funcionários da Central, dentro do que era o pátio de cargas (afastado) da estação do Norte (hoje Roosevelt).

O nome homenageava um ajudante da 5ª divisão da Central do Brasil, João José de São Paulo. Fica hoje no que hoje se chama "pátio Bresser", ao lado da estação Bresser do metrô.

O pequeno prédio que servia de estação de passageiros até cerca de vinte anos atrás está hoje no centro da linha, em ruínas, sem cobertura de plataforma. Antes, ele deveria ter acesso por cima, por passarelas.

Em 1960, o Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil relatava que essa estação "Não realiza serviços de passageiros, não recebe nem efetua despachos de bagagens. Realiza todo o serviço de contato com a EFSJ e o intercâmbio de veículos. Efetua serviço de coleta e entrega a domicílio".

À ESQUERDA: Desastre sem vítimas no pátio da estação em 1938 (O Estado de S. Paulo, 29/12/1938).

ACIMA: Cabine de chaves do pátio de Eng. São Paulo provavelmente anos 1950 (Acervo Alex Ibrahim). ABAIXO: O pátio nos anos 1970 (Foto Alex Ibrahim).



ACIMA: Pátio da estação em 2006 (Foto Leonardo Lahuerta).

(Fontes: Ralph Giesbrecht, pesquisa local; Leonardo Lahuerta; Alex Ibrahim; João Gabriel; O Estado de S. Paulo, 1938; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação teria sido este prédio? Foto João Gabriel em 9/2010
   
     
     
Atualização: 28.04.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.