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Imbituba
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Mapa de 1924
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Tereza Cristina (1884-2007)
IMBITUBA
Município de Imbituba, SC
Linha-tronco - km 0 (1960)   SC-1760
Altitude: 5 m   Inauguração: 01.09.1884
Uso atual: Ponto de informações (2007)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Dona Teresa Cristina foi aberta por uma empresa inglesa em 1884 ligando o porto de Imbituba às minas de carvão de Lauro Müller. A ferrovia passou para o Governo da República em 1903 e foi arrendada à E. F. São Paulo-Rio Grande em 1910. Em 1918 o arrendamento foi passado para a Cia. Brasileira Carbonífera de Araranguá. Com a construção de um ramal a partir de Tubarão ligando a linha a Cresciúma, em 1919, e o prolongamento até Araranguá em 1923, aos poucos o trecho Imbituba-Araranguá passou a ser a linha-tronco, transformando o trecho Tubarão-Lauro Müller num ramal. Em 1940, a estrada passou a ser administrada novamente pelo Governo Federal, que em 1957 a colocou como uma das subsidiárias da recém-criada RFFSA. Em 1975, oficialmente, o nome Dona Teresa Cristina desaparece e ela se transforma numa das Superintendências Regionais da RFFSA. Em 1996, foi concessionada pelo Governo para uma empresa privada, que hoje a administra sob o nome de Ferrovia Teresa Cristina.
 
A ESTAÇÃO: "Principiando a linha na encosta do lado norte do morro de Imbituba, margeia a baía desse nome em uma extensão de 500 m, e a 1 km do ponto inicial está situada a estação de Imbituba, que compreende, além do edifício para passageiros, outras dependências: (...) armazém de mercadorias, oficinas de reparação e edifícios para locomotivas e carros" (Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, de Cyro Diocleciano Ribeiro Pessoa Jr., Imprensa Nacional, 1886). Portanto, pelo menos originalmente, a estação não se situava no km zero da linha. Aliás, o porto de Imbituba era considerado inadequado para o embarque do carvão. "A ferrovia possui sete estações, Imbituba, Bifurcação, Laguna, Piedade, Pedras Grandes, Orleans e Minas, tendo

ACIMA: O porto de Imbituba em 1937. Abaixo, vagões de carvão (Publicada na revista Ilustração Brasileira em uma edição do ano de 1937 - Acervo Centro Cultural de Pederneiras, SP - Digitalização de Júlio Cesar de Paiva). ABAIXO: Pátio de Imbituba visto do alto (Data desconhecida - provavelmente anos 1950/60. Foto Candido Pedro Jorge).
(também) pontos de paradas (...) Todos os edifícios são de tijolos e pedras. Acha-se em estado regular. Tem armazéns em todas as estações exceto Bifurcação e Orleans (...)
" (Relatório de 1887 apresentado por João Caldeira d'Alverenga Messeder, engenheiro fiscal da estrada, ao Presidente da Província de Santa Catarina). A estação está de pé, inclusive com outro nome (João Ayres da Silveira), tendo sido "revitalizada" em 2003, mas não sei se ainda tem alguma função para a ferrovia. O prédio, claramente, não é o mesmo original, mas ignoro sua data de construção. Pelo estilo, talvez anos 1950-60. Hoje é um ponto de informações turísticas. (Fontes: Jean Carlos Kuester; Acervo FB/Memorias de Imbituba; Cyro Diocleciano Ribeiro Pessoa Jr.,: Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, 1886; João Caldeira d'Alvarenga Messeder: Relatório de 1887 apresentado pelo engenheiro fiscal da estrada, ao Presidente da Província de Santa Catarina; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação e o armazem. Autor e data desconhecida. Acervo FB/Memorias de Imbituba

Estação de Imbituba em 01/2007. Foto Jean Carlos Kuester

Estação de Imbituba em 01/2007. Foto Jean Carlos Kuester

Estação de Imbituba em 01/2007. Foto Jean Carlos Kuester

Estação de Imbituba em 01/2007. Foto Jean Carlos Kuester
 
     
Atualização: 28.09.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.