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São Paulo
Railway (c.1875-1946)
E. F. Santos a Jundiaí (1946-anos 1950) |
HIPÓDROMO
Município de São Paulo, SP |
| Ramal do Hipódromo - km |
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SP-3191 |
| Altitude: - |
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Inauguração: c.1875 |
| Uso atual: demolida |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: era apenas uma plataforma |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal do
Hipódromo foi construído provavelmente junto com a abertura
do Hipodromo de São Paulo, que se situava na rua do Hipodromo,
em 1875. Tinha apenas a estação terminal que facilitava
a ida dos espectadores das corridas. A linha passava pela rua dos
Trilhos (que mantém o nome até hoje) e o ramal partia
próximo à estação da Hospedaria dos Imigrantes.
O ramal deixou de funcionar nos anos 1940 e os trilhos foram retirados. |
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A ESTAÇÃO: O Hipódromo
de São Paulo foi aberto ao público em 14 de março
de 1875. Chamava-se Clube de Corridas Paulistano, depois tomando
o nome de Jockey Clube de São Paulo. Foi aberto na Mooca,
na rua do mesmo nome (rua do Hipódromo), que mantém
o nome até hoje. O ramal, que teria sido construído
na mesma época, saía próximo à estação
da Hospedaria dos Imigrantes, na linha da SPR, e seguia pela rua dos
Trilhos, que ganhou o nome por causa do ramal e também mantém
o nome até hoje, até, depois de cerca de um quilômetro,
terminar numa estação, a do Hipódromo,
que era uma plataforma não coberta, comprida o suficiente para
receber dois trens de uma vez nos dias de corrida. Em 1895, o mapa
da cidade já mostrava os trilhos do ramal. Havia trens diários
que partiam da Luz às 11 da manhã e à
uma da tarde, e voltavam às 11:15 e à 1:15. No dia das
corridas a empresa disponibilizava trens especiais para a ida e a
volta dos assistentes, sempre vestidos a caráter para o dia
especial. Durante a semana, o ramal era utilizado por trens de carga
para envio de matérias primas às grandes firmas da Mooca como o Cotonifício
Rodolfo Crespi, I.R.F. Matarazzo, Fiação e Tecelagem Aramina, Cia.
Paulista de Louças Esmaltadas; Lanifício Varam, Gráfica Urupês, Fábrica
Fileppo e a Colchões Epeda. Também transportava cavalos para
as terras da Família Paes de Barros, tanto no alto da avenida que
hoje tem seu nome como nas terras mais baixas onde havia grandes criadores
de animais de raça. Como a pista da Mooca tinha o córrego Cassandoca
que passava dentro dela e isso era a causa de constantes enchentes
e alagamentos, em 1941 o Jockey mudou-se para o atual local, no bairro
da Cidade Jardim, abandonando o velho campo. Nos anos 1950
o ramal foi desativado e os trilhos retirados. Dizem que ainda existem
vestígios da plataforma da antiga estação num
terreno baldio na esquina das ruas do Hipódromo e dos Trilhos.
A conferir.

ACIMA: Mapa do ramal, que entrava pela rua dos Trilhos,
rua que, mesmo sem eles, ainda mantém o nome nos dias atuais
(Cessão Wanderley Duck). Abaixo, o hipódromo, em julho
de 1924, com marcas de tiros em seus muros durante a revolução
desse ano. A rua é a rua Bresser, para onde davam fundos as
arquibancadas. Os trilhos vistos não são do ramal, que
entrava pela rua dos Trilhos, mas são do bonde que passava
por ali (Foto Revista da Semana, 1924).

ACIMA: Anuncio para a venda de onde um dia foi a
estação e o pátio de manobras? Ou incluiria o
próprio hipódromo, desativado dede 1942? (Folha de S.
Paulo, 22/12/1966).
(Fonte: Marcos Eduardo Alves; Wanderley Duck; http://www.belapauliceia.com.br;
M. Lavander Jr. e P. A. Mendes: SPR - Memórias de uma inglesa,
2005; Revista da Semana, 1924; Folha de S. Paulo, 1966; O Estado de
S. Paulo) |
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Estação do Hipódromo, sem data. Ao fundo,
o Cotonifício Crespi. Foto sem data do jornal O Estado
de S. Paulo |
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| Atualização:
06.10.2016
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