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VXY Mogiana em MG
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Itiguassu
Monte Santo
Vicente Carvalhaes
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ramal de Passos - 1950

Guia Levi - 1941
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1913-1971)
Fepasa (1971- c.1990)
MONTE SANTO
Município de Monte Santo de Minas, MG
Ramal de Passos - km 47,307 (1938)   MG-1536
Altitude: 894 m   Inauguração: 09.03.1913
Uso atual: moradia (2016)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1913
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Passos foi inaugurado em seu primeiro trecho de 15 quilômetros ligando Guaxupé a Guaranésia, em 1912. Foi sendo prolongado aos poucos, chegando a Passos, onde terminava, somente em 1921. Em fevereiro de 1977, o tráfego de passageiros foi eliminado, sobrando os cargueiros, que, com o tempo, passaram a atender somente ao carregamento de cimento da fábrica de Itaú de Minas, e vindo não por Guaxupé, mas por São Sebastião do Paraíso, ali chegando pela antiga linha da São Paulo-Minas. Com isso, o trecho entre Guaxupé e S. S. Paraíso foi abandonado, e teve os trilhos retirados por volta de 1990. O trecho entre Paraíso e Itaú de Minas ainda tem seus trilhos, mas as cargas de cimento deixaram de circular já há anos e o abandono da linha é total. O trecho final até Passos teve também os trilhos retirados.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Monte Santo foi inaugurada em 1913.

Por alguns anos, de 1944 e 1950, teve, por determinação do CNG, o nome (tanto dela como da cidade) alterado para Monsanto, revertendo no final deste período para Monte Santo de Minas.

A estação foi desativada depois da passagem do último trem de passageiros, em 1976. Os trilhos foram retirados lá por 1990.

"Eu e minha família nascemos em Monte Santo e lá diziam alguns mora-dores que certa noite dois meninos, irmãos, que moravam perto dos trilhos, sumiram e foram encontrados mortos nos trilhos com dois furos no pescoço e sem um pingo de sangue no corpo. No local onde morreram, erigiram uma capela para eles. Muitos anos depois, o Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria sobre esse caso com o titulo O Vampiro de Monte Santo..." (Milton Junior, 07/2001).

A situação em 2001 do prédio não era tão boa: "O prédio foi dividido em dois, uma parte servindo como moradia, e a outra como uma tornearia mecânica. Muros foram construídos tapando a passagem nas duas entradas frontais que servem à tornearia, estragando completamente a bela fachada, mas aparentemente, por razões de segurança. Seu estado de conservação não é dos piores; é um prédio grande, imponente. Os trilhos já não existem mais. Meu pai lembra que era nesta estação que se fazia o carre-gamento de aves vivas e ovos na região, em vagões especiais, abertos, e por isso nos dias de carregamento a plataforma se enchia de penas!" (Rossana Romualdo, 07/2001).

"Meu avô, e depois meu pai, tinham uma serraria bem em frente à estação e eu tinha um prazer enorme em ver os trens chegando. Quando tinha uns 12 anos, minha prima e eu comprávamos um bilhete até a estação Itiguaçu, que era na fazenda do pai dela, lá desciamos e caminhávamos até a sede para passar o dia. Jamais vou me esquecer da viagem numa cabine, de Monte Santo até São Paulo. Hoje, a antiga estação é uma grande tristeza, pelo grau de desprezo com que as autoridades trataram um marco histórico na historia do ciclo do café em Minas e São Paulo. Os móveis, os banheiros que possuiam pias maravilhosas, as maçanetas das portas eram estremamente elaboradas, bem como os bancos de madeira, o relógio que marcava a chegada e saída dos trens, tudo foi perdido num grande mar de descaso que as autoridades brasileiras possuem com a memória histórica
" (Maria Tereza Paulino Costa, New York, EUA, 04/2003).

"Passei muitas férias escolares na minha infância e juventude na residência de meus avós que eram vizinhos desta estação, e eu e meus primos curtíamos muito quando o trem passava apitando e buzinando, pois estava chegando à estação, ou quando passava pelo trevo. Havia um maquinista que já nos conhecia e às vezes buzinava para nós, que ficávamos admirando a composição passar da horta de meus avós. Eu me lembro que existia uma composição que passava por volta das 15:00 pontualmente todos os dias e um de meus primos sempre comentava que era hora de tomar o café da tarde, claro com aquele bolo de fubá e ou de laranja que havia acabado de sair do forno" (Waldir P. Roque Jr., São Paulo, SP, 09/2004).

"A estação já deu lugar à Escola Estadual Américo de Paiva nos anos 1980, quando a escola passou por reformas. Nesta ocasião, tive oportunidade de sentar nos bancos da estação ferroviária e ainda menino, contemplar a beleza daquele local" (Antonio Carlos Machado Junior Brasília, DF, 11/2007).

Em 2010, o prédio estava totalmente depredado, segundo Ana Maria Ferreira, do Patrimônio Histórico da cidade. Em 2016 estava habitado.
ACIMA: Casas de turma do antigo pátio ferroviário em Monte Santo de Minas, ainda em conservação bastante razoável e provavelmente sendo utilizadas como moradias (Foto Juliano Zambrota, novembro de 2008).

(Fontes: Adriano Martins; Ana Maria Ferreira; Rossana Romualdo; Marcelo Mathias; Juliano Zambrota; Waldir P. Roque Jr., 2004; Maria Tereza Paulino Costa, 2003; Milton Junior, 2001; Antonio Carlos Machado Junior, 2007; Cia. Mogiana: relatórios oficiais, 1900-69)
     

A estação de Monte Santo, nos anos 10, talvez em sua inauguração. Autor desconhecido

A estação de Monte Santo em 07/2001. Foto Rossana Romualdo

A estação de Monte Santo em 07/2001. Foto Rossana Romualdo

A estação de Monte Santo em 07/2001. Foto Rossana Romualdo

A estação de Monte Santo em 2007. Foto Marcelo Mathias

A estação em novembro de 2008. Foto Juliano Zambrota

A estação de Monte Santo em setembro de 2016. Foto Adriano Martins

A estação de Monte Santo em setembro de 2016. Foto Adriano Martins
 
     
Atualização: 20.09.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.