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Cia.
Mogiana de Estradas de Ferro (1913-1971)
Fepasa (1971- c.1990) |
MONTE
SANTO
Município
de Monte Santo de Minas, MG |
| Ramal de
Passos - km 47,307 (1938) |
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MG-1536 |
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Inauguração: 09.03.1913 |
| Uso atual: moradia
e oficina |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1913
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal de Passos foi inaugurado em seu primeiro trecho
de 15 quilômetros ligando Guaxupé a Guaranésia,
em 1912. Foi sendo prolongado aos poucos, chegando a Passos, onde
terminava, somente em 1921. Em 1976, o tráfego de passageiros
foi eliminado, sobrando os cargueiros, que, com o tempo, passaram
a atender somente ao carregamento de cimento da fábrica de
Itaú de Minas, e vindo não por Guaxupé, mas por
São Sebastião do Paraíso, ali chegando pela antiga
linha da São Paulo-Minas. Com isso, o trecho entre Guaxupé
e S. S. Paraíso foi abandonado, e teve os trilhos retirados
por volta de 1990. O trecho entre Paraíso e Itaú de
Minas ainda tem seus trilhos, mas as cargas de cimento deixaram de
circular já há anos e o abandono da linha é total.
O trecho final até Passos teve também os trilhos retirados.
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A ESTAÇÃO:
A estação de Monte Santo foi inaugurada em 1913.
Por alguns anos, de 1944 e 1950, teve, por determinação
do CNG, o nome (tanto dela como da cidade) alterado para Monsanto,
revertendo no final deste período para Monte Santo de Minas.
A estação foi desativada depois da passagem do último
trem de passageiros, em 1976. Os trilhos foram retirados lá
por 1990. "Eu e minha família nascemos em Monte Santo
e lá diziam alguns mora-dores que certa noite dois meninos,
irmãos, que moravam perto dos trilhos, sumiram e foram encontrados
mortos nos trilhos com dois furos no pescoço e sem um pingo
de sangue no corpo. No local onde morreram, erigiram uma capela para
eles. Muitos anos depois, o Fantástico, da Rede Globo, exibiu
uma matéria sobre esse caso com o titulo O vampiro de Monte
Santo..." (Milton Junior, 07/2001). A situação
atual do prédio não tão boa: "O prédio
foi dividido em dois, uma parte servindo como moradia, e a outra como
uma tornearia mecânica. Muros foram construídos tapando
a passagem nas duas entradas frontais que servem à tornearia,
estragando completamente a bela fachada, mas aparentemente, por razões
de segurança. Seu estado de conservação não
é dos piores; é um prédio grande, imponente.
Os trilhos já não existem mais. Meu pai lembra que era
nesta estação que se fazia o carre-gamento de aves vivas
e ovos na região, em vagões especiais, abertos, e por
isso nos dias de carregamento a plataforma se en-chia de penas!"
(Rossana Romualdo, 07/2001). "Meu avô, e depois
ACIMA:
Casas de turma do antigo pátio ferroviário em Monte
Santo de Minas, ainda em conservação bastante razoável
e provavelmente sendo utilizadas como moradias (Foto Juliano Zambrota,
novembro de 2008).
meu pai, tinham uma serraria bem em frente à estação e eu
tinha um prazer enorme em ver os trens chegando. Quando tinha uns
12 anos, minha prima e eu comprávamos um bilhete até a estação Itiguaçu,
que era na fazenda do pai dela, lá desciamos e caminhávamos
até a sede para passar o dia. Jamais vou me esquecer da viagem numa
cabine, de Monte Santo até São Paulo. Hoje, a antiga estação
é uma grande tristeza, pelo grau de desprezo com que as autoridades
trataram um marco histórico na historia do ciclo do café em Minas
e São Paulo. Os móveis, os banheiros que possuiam pias maravilhosas,
as maçanetas das portas eram estremamente elaboradas, bem como os
bancos de madeira, o relógio que marcava a chegada e saída
dos trens, tudo foi perdido num grande mar de descaso que as autoridades
brasileiras possuem com a memória histórica"
(Maria Tereza Paulino Costa, New York, EUA, 04/2003). "Passei
muitas férias escolares na minha infância e juventude na residência
de meus avós que eram vizinhos desta estação, e eu e meus primos curtíamos
muito quando o trem passava apitando e buzinando, pois estava chegando
à estação, ou quando passava pelo trevo. Havia um maquinista
que já nos conhecia e às vezes buzinava para nós, que ficávamos
admirando a composição passar da horta de meus avós. Eu me lembro
que existia uma composição que passava por volta das 15:00 pontualmente
todos os dias e um de meus primos sempre comentáva que era hora de
tomar o café da tarde, claro com aquele bolo de fubá e ou de laranja
que havia acabado de sair do forno" (Waldir P. Roque Jr.,
São Paulo, SP, 09/2004). "A estação já deu lugar
à Escola Estadual Américo de Paiva nos anos 1980, quando a escola
passou por reformas. Nesta ocasião, tive oportunidade de sentar nos
bancos da estação ferroviária e ainda menino, contemplar a beleza
daquele local" (Antonio Carlos Machado Junior Brasília,
DF, 11/2007). |
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A estação de Monte Santo, nos anos 10, talvez
em sua inauguração. Foto cedida pela EF Brasil |

A estação de Monte Santo em 07/2001. Foto Rossana
Romualdo |

A estação de Monte Santo em 07/2001. Foto Rossana
Romualdo |

A estação de Monte Santo em 07/2001. Foto Rossana
Romualdo |

A estação de Monte Santo em 2007. Foto Marcelo
Mathias |

A estação em novembro de 2008. Foto Juliano Zambrota |
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| Atualização:
12.11.2008
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