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VXY Mogiana em MG
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Indice do MS
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Atoladeira
Arlindo Luz
Tamanduá
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IBGE-1959
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Itapura-Corumbá (1914-1917)
E. F. Noroeste do Brasil (1917-1975)
RFFSA (1975-1996)
ARLINDO LUZ (antiga MUTUM)
Município de Ribas do Rio Pardo, MS
Linha-tronco - km 675,580 (1960)   MS-1582
Altitude: 340 m   Inauguração: 24.07.1914
Uso atual: desconhecido   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Itapura a Corumbá foi aberta a partir de 1912, entrte Jupiá e Agua Clara e entre Pedro Celestino e Porto Esperança, deixando um trecho de mais de 200 km entre as duas linhas esperando para ser terminado, o que ocorreu somente em outubro de 1914. A partir daí, a linha estava completa até o rio Paraguai, ao sul de Corumbá, em Porto Esperança; somente em 1952 a cidade de Corumbá seria alcançada pelos trilhos. Logo dedpois da entrega da linha, em 1917, a ferrovia foi fundida com a Noroeste do Brasil, que fazia o trecho inicial no Estado de São Paulo, entre Bauru e Itapura. E em 1975, incorporada como uma divisão da RFFSA, foi finalmente privatizada sendo entregue em concessão para a Novoeste, em 1996.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Arlindo Luz foi inaugurada em 1914, com o nome de Mutum. É curioso citar que a revista Brazil Ferrocarril, a mais importante revista sobre o assunto na época, sugeria em 1914 alterar o nome dessa estação (bem como o de outras após Campo Grande) para o de Euler, pessoa que na época foi importante para a consolidação da linha. O nome de Mutum, entretanto, se conservou até os anos 1940, quando foi alterado para o atual. O primeiro bar a ser concessionado nas dependências da estação de Mutum foi dado a Clóvis Egídio de Souza Aranha, em 1919, com um aluguel de Rs. 100$000 a ser pago à Noroeste por mês. Nele os empregados da ferrovia teriam 50% de desconto no preço das refeições. Já o nome Arlindo Luz homenageava aquele que foi presidente da Noroeste entre 1918 e 1922. (Nota: no mapa ao lado, embora de 1959, o nome Mutum ainda se conserva na estação). A estação, de madeira, estava já abandonada e ameaçando ruína em 2014.
(Fontes: Fernando da Silva Rodrigues; José H. Bellorio; O Avaiense, janeiro de 2008; Brazil Ferrocarril, edição em 1914)
     

A estação em 1976. Foto José H. Bellorio

A estação em 2014. Foto Fernando da Silva Rodrigues
 
     
     
Atualização: 14.09.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.