|
|
|
E. F. Recife ao São Francisco (1885-1901)
Great Western (1901-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
RFFSA (1975-1996) |
QUIPAPÁ
Município
de Quipapá, PE |
| Linha Sul
- km 197 (1960) |
|
PE-3090 |
| |
|
Inauguração: 15.01.1885 |
| Uso atual: n/d |
|
com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
|
| |
| HISTORICO
DA LINHA: A linha Sul, ou Recife-Maceió, é uma junção
de três ferrovias: a E. F. Recife ao São Francisco, aberta
entre 1858 e 1862 (foi a segunda ferrovia a ser aberta no Brasil),
a E. F. Sul de Pernambuco, entre 1882 e 1894 e a E. F. Central de
Alagoas, aberta em trechos entre 1871 e 1884, arrendada em 1880 à
The Alagoas Railway Co. A primeira ligou Recife a Una (hoje Palmares),
a segunda Una a Imperatriz (hoje União dos Palmares) e a terceira,
Imperatriz a Maceió. Em 1901, a Great Western do Brasil Railway
Co., empresa inglesa, ganhou a concessão das duas primeiras
e, em 1903, a da última, unindo as linhas e diminuindo a bitola
da primeira, em 1905, de 1.60 m para métrica. Em 1950, o Governo
da União encampou a Great Western, transformando-a na Rede
Ferroviária do Nordeste (RFN), que passou a ser um das subsidiárias
da RFFSA em 1957 e que foi finalmente incorporada em uma de suas superintendências
regionais em 1975. Finalmente, em 1997, foi cedida em concessão
para a CFN - Cia. Ferroviária do Nordeste. Os trens de passageiros
seguiram até os anos 1980. Somente sobram hoje os trens de
subúrbio de Maceió e de Recife, que percorrem as duas
pontas da linha. |
| |
A ESTAÇÃO:
A estação de Quipapá foi inaugurada em
1885. "Um registro à margem da História. Juarez
Távora e José Américo seguiam, por trem, de Recife
para Maceió, a fim de resolver problemas surgidos, e, como
o tempo era curto, havia ordem para manter a estrada de ferro desobstruída,
a fim de que o carro-de-linha pudesse transitar sem paradas. Todavia,
ao aproximar-se da estação de Quipapá, na zona
da mata, divisa de Pernambuco com Alagoas, uma pequena multidão
se aglomerava sobre o leito ferroviário, obrigando o carro-de-linha
a parar, para não ocasionar um múltiplo atropelamento.
Irritado, Juarez desce do veículo mas, antes de qualquer reação,
uma jovem professorinha, sai da multidão e diz: "General
Juarez, como prova de gratidão do povo desta terra ao libertador
do norte, quero somente dar-lhe um beijo!" Beijo? Aquilo era
uma revolução, não era uma maratona! Imediatamente
o comandante revolucionário mandou que a linha fosse desobstruída,
retomou seu lugar no carro e prosseguiu a viagem, deixando para trás
toda uma população desapontada. O incidente ficou martelando
em sua cabeça por um longo tempo. Trinta anos depois, tendo
de fazer uma viagem oficial ao nordeste, procurou saber se a professorinha
de Quipapá ainda existia. Existia, sim, morava na mesma cidade
e ainda lecionava numa escola primária. Foi assim que, no dia
16 de agosto de 1971, o general Juarez Távora compareceu ao
Grupo Escolar de São Benedito, distrito de Quipapá e,
na presença de todos os professores e alunos da escola, prestou
uma homenagem à professora Maria José Ramos, entregando-lhe
uma "Rosa de Prata", condecoração oferecida
pelo comando da Escola Superior de Guerra. A homenagem, na pessoa
da professorinha, era estendida 'a todas as professoras primárias
que se dedicam à benemérita tarefa de abrir os primeiros
caminhos à inteligência de nossas crianças, no
interior do Brasil'".
(do site http://www.pitoresco.com.br/historia/republ202.htm) |
| |
|
|

A estação em 1905. Acervo Flávio Cavalcanti |

Estação de Quipapá em 2007. Foto Claudio
Vitoriano |

Estação de Quipapá em 2007. Foto Claudio
Vitoriano |
| |
|
|
|
| |
|
|
| Atualização:
02.02.2008
|
|