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Rede
de Viação Paraná-Santa Catarina (anos 1940-1975)
RFFSA (1975-1996) |
GENERAL
DUTRA
Município
de Matos Costa, SC |
| linha Itararé-Uruguai
- km |
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SC-0474 |
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Inauguração: anos
1940 |
| Uso atual:
abandonada e depredada |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos
1940 |
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha Itararé-Uruguai, a linha-tronco
da RVPSC, teve a sua construção iniciada em 1896 e o
seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças,
entroncando-se em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909
já se entroncava em Itararé, seu quilômetro zero,
em São Paulo, com o ramal de Itararé, da Sorocabana.
Ao sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino
Ramos, no Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens
de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo,
este entre 1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos
trens de passageiros, já trens mistos, passaram na região
de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva
foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União
também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente
é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos
de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. O trecho Jaguariaíva-Eng.
Gutierrez ainda tem movimento de cargueiros da ALL. |
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| A ESTAÇÃO:
A estação de General Dutra foi aberta nos anos
40, no lugar de um antigo posto telegráfico. O nome homenageava
o então futuro Presidente da República, Eurico Gaspar
Dutra. O prédio era idêntico ao de outras três
estações construídas na mesma época: General
Goes, Avaí e Itororó. "Eu
trabalhei algum tempo em General Dutra. Lugar muito isolado e pobre,
tinha lá algumas famílias para as quais logo no início
comecei a levar alguma comida. Ficaram muito amigas e me facilitaram
o trabalho ali." (Altamiro Lisboa, ex-ferroviário,
Porto União, SC) "Um local extremamente deserto. A
estação fica no meio de uma grande planície, isolada do mundo. Pelo
que pude verificar, ela só foi construida para facilitar o cruzamento
dos trens entre as duas estações principais. A estação hoje está depredada,
mas pergunta-se: por quem? Quem teria o trabalho de deslocar-se até
um local tão ermo, simplesmente para danificar um patrimônio? Inimaginável.
O "Grupo Resgate", autor das fotos (abaixo) é um pessoal abnegado
que luta por uma causa inglória: manter viva a tradição local, a história
dos jagunços, a história do caboclo que foi marginalizado pela Lumber
e pelo próprio governo brasileiro. Esses tentam reverter o fato de
as pessoas daqui desconhecerem o passado e a história da época
do Contestado." (Nilson Rodrigues, 03/2003) "Estive
hoje visitando a estação General Dutra, entre Calmon e Matos Costa.
Realmente perdida numa planície enorme, totalmente sozinha. Imagino
que a pessoa que ali morava, tinha que conversar com o cachorro, com
a galinha, patos, etc.. Um lugar muito solitário, extremamente frio,
pois aqui estamos a 1.100 metros de altitude. No dia de hoje, enfrentamos
uma neblina incrível, o que impossibilitou fazer fotos tipo panorâmicas.
Inclusive eu não teria conseguido encontrá-la, não fosse a ajuda de
alguns sitiantes do lugar. Infelizmente seu destino está selado"
(Nilson Rodrigues, 11/2003). "Certa ocasião, quando
estava acompanhando o trem da ABPF, paramos numa ponte próxima
a esta estação e com uma bomba a gasolina, puxamos água
diretamente do riacho (que, ali, deve ser o rio do Peixe) para o tender"
(Coaraci Camargo, 2006). |
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A estação em 1998. Foto Grupo Resgate, cedida
por Nilson Rodrigues. |

A estação em 2003, já em ruínas.
Em cinco anos destruíram um prédio que se manteve
firme por mais de 40 anos. Foto Grupo Resgate, cedida por Nilson
Rodrigues. |

A estação em 11/2003. Foto Nilson Rodrigues |

A caixa d'água do pátio de General Dutra em 2003.
Foto Decio Marques |

A estação de General Dutra em 2003. Foto Decio
Marques |
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| Atualização:
27.11.2006
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