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E.
F. Goiaz (1911-1920)
E. F. Oeste de Minas (1920-1931)
Rede Mineira de Viação (1931-1965)
V. F. Centro-Oeste (1965-1975)
RFFSA (1975-1996) |
TIGRE
Município
de |
| Linha-Tronco
- km 694,853 (1960) |
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MG-3697 |
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Inauguração: 15.09.1911 |
| Uso atual: abandonada |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha-tronco da RMV foi construída originalmente pela
E. F. Oeste de Minas a partir da estação de Ribeirão Vermelho, onde
a linha de bitola de 0,76 chegou em 1888. A partir daí, a EFOM iniciou
seu projeto de ligar o sul de Goiás a Angra dos Reis, passando por
Barra Mansa por bitola métrica: construída em trechos, somente em
1928 a EFOM chegou a Angra dos Reis, na ponta sul, e no início dos
anos 1940 a Goiandira, em Goiás, na ponta norte, e já agora como Rede
Mineira de Viação. A linha chegou a ser eletrificada entre Barra Mansa
e Ribeirão Vermelho, e transportou passageiros até o início dos anos
1990. Nos anos 1980, o trecho final norte entre Monte Carmelo e Goiandira
foi erradicado devido à construção de uma represa no rio Paranaíba,
e a linha foi desviada para oeste encontrando Araguari. Hoje (2003)
a linha, já não mais eletrificada, é operada pela concessionária FCA.
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| A ESTAÇÃO:
A estação de Tigre foi aberta em 1911. A única
referência que encontrei da estação está
no texto a seguir. "Em 1947, seis meses antes de seu falecimento,
Leopoldo de Miranda viajou até Araxá para observar um eclipse com
seu filho Heráclito e a esposa deste, Consuelo. Escreveu Leopoldo
um diário de lembrança desta viagem: "Saímos de Belo Horizonte
na R. M. V. às 21 horas de 17 de Maio de 1947. Andamos 9 horas de
noite. Logo ao amanhecer do dia 18, pus-me em observação: vi roças
de milho-tambueiras, uma outra com espigas regulares; gado vacum em
boa quantidade, mas cavalar insignificante. Abacaxi em grande quantidade,
- uma estação tomou-lhe o nome: "Abacaxis". Ainda há muitos ranchos
de capim. Cana de açúcar em quantidade, bananeiras bastante! Às 9
e meia horas vi uma fazenda com gado e laranjeiras de fazer inveja!...
Na beira da estrada até grande distancia vêm-se um capinzal de diversas
qualidades, ainda muito verdes. Tigre, estação depois de Bambuí, -
grande quantidade de lenha na margem; Tigre é rodeada de morros -
capim e bambual. Em Tigre há tábuas de pouca largura; há um fundangão
- passa um ribeirão volumoso. Uruburetama, - parada, algumas casas.
A R. M. V. toma todas as direções - dos 4 pontos cardeais... Uma fazenda
grande - gado vacum. Um túnel de segundos de escuridão! Campos Altos.
Às 8 e meia horas chá com pão. O trem matou um cavalo!... Itamarati
- grande coqueiral de macaúbas! Almoçamos na R. M. V.: eu, Heráclito
e Consuelo; esta teve um pequeno enjôo. Tobaty adiante; Riacho Corumbá.
Uma fazenda com 2 éguas paridas - gado vacum e cavalar; residência
do engenheiro da Rede. Ibiá - cidade banhada pelo rio Corumbá; tem
charqueada; ponte: a melhor da zona circunvizinha. Estação de Estevão
Lobo. Na caixa d'água demoramos 30 minutos e partimos às 4 horas e
40 minutos. Há criação de porco e galinha. Tamanduapava - grotas,
sucavões, florestas seculares! Chegamos às 17 horas e 30 minutos à
Cidade do Araxá. Fomos de automóvel para o Grande Hotel de Barreiro,
quartos 452 e 453" (Diário de Lembranças de
Leopoldo de Miranda, 1947). A estação de Tigre
é um ponto estratégico na subida da serra; não
existe nada por perto. (Fontes: Décio Marques, 10/2006;
Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Diário de
Lembranças de Leopoldo de Miranda, 1947) |
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Placa da estação de Tigre, enferrujada pelo tempo
em 12/2004. Foto Décio Marques |

A estação do Tigre, em 12/2004. Foto Décio
Marques |

Um vagão amassado, a estação ao fundo...
o pátio de Tigre em 12/2004. Foto Decio Marques |
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| Atualização:
26.11.2006
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