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Patriarca
Artur Alvim
Itaquera
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2000
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E. F. Central do
Brasil (1921-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2000) |
ARTUR
ALVIM
Município de São Paulo, SP |
| Ramal de São Paulo - km 484,574 |
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SP-0962 |
| Altitude: 785 m |
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Inauguração: 19.08.1921 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1943? |
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| HISTORICO DA LINHA: Em 1869,
foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte
(ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha
da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877,
chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se
com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia
ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do
tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no
terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração
oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com
festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas
e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação
em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da
decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a
queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central
do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte,
com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro
trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho
todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho
entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980,
pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos
provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte
de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do
Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária
da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal,
continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro
II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: A estação
foi aberta em 1921, com o nome de Engenheiro Artur Alvim, que
foi o chefe da via permanente da Central do Brasil em 1888. Na época
ela se situava duzentos metros à frente da estação atual, e ficava
no ponto mais elevado de todo o ramal de São Paulo. Ela ficou
no lugar da antiga Oitava Parada.
Em 1943, teria tido o seu local mudado para o atual. "Na mesma
época em que houve a mudança da estação de lugar, inicia-se um empreendimento
imobiliário do Banco AE Carvalho (a implantação do bairro
Cidade A. E. Carvalho)", como cita a geógrafa Debora
R. Aversan; pode ter sido este o motivo da mudança de local
e de um provável aumento do prédio para atender à
futura demanda. Mas teria isto realmente ocorrido em 1943? As fotos
desta página mostram uma estação - uma parada,
na verdade - sem prédio algum, fotografada em 22 de setembro.
A estação foi reformada em 1988 e aberta com as novas
instalações em 20 de dezembro desse ano, para se conectar com a nova
estação do mesmo nome do metrô.
Logo depois desta estação sai a linha nova, pela qual passou a circular
o expresso leste da CPTM a partir de 27/05/2000. A linha velha, para
a esquerda, foi desativada em 27/05/2000 e em setembro seguinte já
estava com a via aérea retirada. No mesmo dia de maio a estação de
Artur Alvim foi desativada. Mais histórias sobre a estação
aqui.

ACIMA: As únicas casas da vila em 22/9/1943.
Foto tirada da plataforma da estação, que ainda não
tinha prédio (Acervo Douglas Nascimento).

ACIMA: Desastre entre um ônibus da Viação
São José e o trem de subúrbios SW-3 da RFFSA,
lotado com 2 mil pessoas, em agosto de 1977: "Os corpos das vítimas
- alguns deles retirados com muita dificuldade dos destroços
do ônibus - enfileiram-se ao longo da linha do trem, perto da
estação de Artur Alvim, na Zona Leste da Capital"
(texto entre aspas da Folha de São Paulo). Note-se o trem parado
ao lado direito (Foto Folha de São Paulo, 23/8/1977). ABAIXO:
Passagem d nível ao lado da estação em 1978 (Prefeitura
do Município de São Paulo: Leste-Oeste, em busca de
uma solução integrada, Cia. Metrô, 1979).

ACIMA: A placa da atual estação de
metrô de Arhtur Alvim em fevereiro de 2009 constrasta com a
placa mais antiga ao fundo, que ainda indica as estações
imediatamente anterior e posterior da CPTM - ambas também desativadas
e uma delas (Itaquera) já demolida. Até o sentido Rio
de Janeiro está lá, no tempo em que os trens de passageiros
passavam por ali (Foto Rafael Asquini, fevereiro de 2009),

ACIMA: (esquerda) O saguão da estação,
ainda inteiro e conservado. (direita) escada de acesso às plataformas
ainda como se tivessem sido desativadas ontem. ABAIXO: (esquerda)
A escada de acesso às plataformas. (direita) O trem da CPTM
passa ligeiro sem nem pensar em parar ali (Fotos Rafael Asquini, fevereiro
de 2009).


ACIMA: A estação incendiada em 1958
- CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA VER MAIS DETALHES. PARA LER A SEGUNDA
PARTE, CLIQUE AQUI (Folha da Manhã, 4/5/1958). ABAIXO:
No dia seguinte ao trágico desastre da EFCB - um choque de
trens violentíssimos junto à estação de
Mangueira, no Rio de Janeiro - os jornais alardeavam a precariedade
da estação de Artur Alvim. Só a manchete já
diz o que poderia ter causado um acidente em Artur Alvim, apenas quatro
dias após a depredação da estação
- ver acima (Folha da Manhã, 10/5/1958).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa
local; Douglas Nascimento; Rafael Asquini; Ricardo José da
Corte; Débora Aversan; Prefeitura do Município
de São Paulo: Leste-Oeste, em busca de uma solução
integrada, Cia. Metrô, 1979; Guia Geral das Estradas
de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A parada de Artur Alvim em 22/9/1943. Acervo Douglas Nascimento |
Ao lado esquerdo: a estação, ainda
uma parada sem prédio algum, em 1943. As pessoas estão
assistindo a uma reconstituição de crime de assassinato
ocorrido ali. O morro atrás foi praticamente arrasado
depois disso. Os trilhos estão em primeiro plano. |

Estação de Artur Alvim, no dia seguinte à
desativação (28/05/2000), com tapumes fechando
a entrada. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataforma desativada de Artur Alvim, em 2004. Foto Ricardo
José da Corte |

Plataformas da antiga RFFSA em Artur Alvim, em 2009. Foto Rafael
Asquini |
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| Atualização:
25.09.2016
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