|
|
|
Great
Western (1912-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1949-1975)
RFFSA (1975-1996) |
QUEBRANGULO
Município
de Quebrangulo, AL |
| Ramal de
Colégio - km 418 (1960) |
|
AL-3165 |
| |
|
Inauguração: 14.12.1912 |
| Uso atual: moradia |
|
com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
|
| |
| HISTORICO
DA LINHA: O ramal do Colégio, que somente tomou este nome quando
atingiu a estação de Porto Real do Colégio em
1950, foi aberto aos poucos a partir da estação de Lourenço
de Albuquerque, na linha Recife-Maceió da Great Western. Em
1884 estava em Urupema, em 1891 avançou até Viçosa,
em 1912 em Quebrangulo. Somente em 1933 chegou a Palmeira dos índios,
para somente 14 anos depois recomeçar a sua marcha para o rio
São Francisco, onde chegou em 1950. A ponte com a cidade de
Propriá no Sergipe somente foi entregue em 1972, facilitando
a passagem dos trens, que antes passavam por barcos e balsas. Em 2000,
a queda de uma ponte e de barreiras no ramal o interromperam até
2007, quando se começou a fazer a recuperação
do ramal pela CFN, concessionária do trecho desde 1997. Os
trens de passageiros não existem mais desde por volta de 1980. |
| |
| A ESTAÇÃO:
A estação de Quebrangulo foi inaugurada em 1912.
"Temos comunicação de ter sido aberto ao tráfego
o trecho da linha férrea de Quebrangulo ao quilômetro
44 do prolongamento de Viçosa a Palmeira dos Índios,
no Estado de Alagoas" (Brazil Ferro-Carril, 31/01/1913).
A notícia não é clara; não se sabe se
ela está informando que apenas dois quilômetros de linha
foram abertos além da estação de Quebrangulo,
pois esta distava 42 km de Viçosa. E a estação
tem a data oficial de inauguração, realmente, um mês
antes da data da edição da revista. De qualquer forma,
ali ficou o ramal de Colégio estacionado durante dezoito
anos; somente em 1930 foi aberto mais um curto trecho até Anum,
estação 21 quilômetros à frente. A eclosão
da Guerra na Europa e a serra que teria de galgar à frente
determinaram a paralisação da obra do prolongamento
por anos. "O sem-teto Manoel de Oliveira, 39, e sua esposa,
Maria do Amparo Oliveira, são os "donos" da estação ferroviária de
Quebrangulo. O prédio histórico, edificado no início do século passado,
está caindo aos pedaços, mas tem cerca com arame farpado ao seu redor.
A proteção contra possíveis invasores serve de varal para Maria do
Amparo, mãe de sete filhos e dependente da Bolsa Família do governo
federal" (Gazeta, 14/10/2007). (Fontes: Estevão
Pinto, História de uma Estrada de Ferro no Nordeste, 1949;
Brazil Ferro-Carril, 31/01/1913; Claudio Vitoriano; jornal Gazeta
14/10/2007). |
| |
|
|
A estação de Quebrangulo em 2007. Foto Claudio
Vitoriano |

A estação de Quebrangulo em 2007. Foto Claudio
Vitoriano |
|
|
| |
|
|
| Atualização:
09.03.2008
|
|