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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Estribo km 11
Porto Platon
Estribo km 123
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O Estado de S. Paulo, 1961
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. do Amapá (1957-2015)
PORTO PLATON
Município de Macapá, AP
Linha-tronco - km 108,7 (1999)   AP-4543
Altitude: 66,392 m   Inauguração: 1957
Uso atual: estação ferroviária   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1957
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. do Amapá foi aberta em 1957 ligando a capital do então Território Federal do Amapá a Serra do Navio. É desde então uma ferrovia isolada, que não tem qualquer entroncamento com outras ferrovias brasileiras. Além disso, é uma das raríssimas ferrovias em solo brasileiro com bitola standard (1,44 m).
 
A ESTAÇÃO: A estação do Porto Platon foi inaugurada em 1957. Segundo o jornal Folha da Manhã de 22/9/1957, a estação era uma construção provisória e ficava no km 130 (hoje está no km 108) e era a única estação no percurso (sem contar a inicial e a terminal), o resto eram apenas paradas. Um relato de 1999 mostra mais alguma coisa sobre a estação, quarenta e dois anos mais tarde:
ACIMA: Trem de Passageiros em Porto Platon (Foto Pedro Paulo Rezende). ABAIXO: Patio da estação já nos anos 2000 (Autor desconhecido).
"Chegamos a Porto Platon, onde se faz uma parada de dez minutos para os passageiros lancharem e a equipagem apanhar nova licença para o trem. Há ali dois desvios, sendo um deles sem saída e o outro se encontra cortado nas duas extremidades, onde a composição dos vagões AVP (alojamento da via permanente) se encontra estacionado. Tais vagões são diferentes dos que estamos acostumados a ver. Ao que parece, foram montados sobre vagões plataformas. Eles têm o estrado semelhante ao dos carros de passageiros, formado por uma longarina central unindo os dois truques. Estes apresentam a inscrição “Symington” e são antigos do tipo mancal. Não há indicação do fabricante do vagão nem data. O formato do alojamento é diferente, parecidos mesmo com uma casa quando vista de perfil e que constitui uma característica interessante, pois a maioria dos vagões alojamento é do tipo box. Eles possuem o revestimento externo em forma de ripas espaçadas cerca de quatro centímetros uma das outras. Um revestimento interno impede a visão do interior. Fotografei-os de todos os ângulos onde o sol permitiu. A estação é semelhante à de Santana e muitos moradores montam pequenos tabuleiros ao longo da linha a fim de venderem alimentos aos passageiros. O rio Amapari passa a cerca de 30 metros da linha e pude observar que pessoas de regiões distantes, como Macapá, vão até lá se banharem em suas águas (Pedro Paulo Rezende, 1/1999). Em 2015, a ferrovia parou de funcionar em março. Depois disso, ainda não houve nenhum sinal de reativação.
(Fontes: Pedro Paulo Rezende; Alan Kardec; Antonio C. Santos; Folha da Manhã, 1957; Guia Levi, 1955-80)
     

A estação em 1957. Ao lado, um bagageiro e dois carros de segunda classe da E. F. Amapá (Folha da Manhã, 22/9/1957)

A estação em 4/10/2009. Foto Antonio C. Santos

A estação em 2014. Foto Alan Kardec
     
     
Atualização: 30.07.2015
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.