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VXY Mogiana em MG
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Taninguá
Bairro dos Prados
Nova Peruíbe
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ramal de Juquiá-1980

IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1998
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E. F. Sorocabana (n/d -1971)
FEPASA (1971-1998)
BAIRRO DOS PRADOS (PARADA)
Município de Peruíbe, SP
Ramal de Juquiá - km 168,782 (1986)   SP-0874
x   Inauguração: n/d
Uso atual: abandonada   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal foi construído pelos ingleses da Southern São Paulo Railway, entre 1913 e 1915, partindo de Santos e atingindo Juquiá. Em novembro de 1927, o Governo do Estado comprou a linha e a entregou à Sorocabana, já estatal, no mês seguinte. O trecho entre Santos e Samaritá foi incorporado à Mairinque-Santos, que estava em início de construção no trecho da serra do Mar, e o restante foi transformado no ramal de Juquiá. A partir daí, novas estações foram construídas, e em 1981, o ramal foi prolongado pela Fepasa, já dona da linha desde 1971, até Cajati, para atender as fábricas de feritlizantes da região. O transporte de passageiros entre Santos e Juquiá foi suspenso em 1997, depois de 84 anos. A linha seguiu ativa para trens de carga que passavam quase diariamente, transportando enxofre do porto para Cajati, até o início de 2003, quando barreiras caíram sobre a linha na região do Ribeira. O transporte foi suspenso e a concessionária Ferroban desativou a linha, que o mato cobriu rapidamente.
 
A ESTAÇÃO: A parada de Bairro dos Prados localiza-se no bairro desse nome. Nunca foi citada nos relatórios da Sorocabana, e nem consta no Guia Geral de 1960. Está hoje cercada por muito mato. Pelo que soube, é ali perto que se localizam as ruínas do Abarebebê e a antiga aldeia de São João Batista. "Eu me lembro quando fiz minha última viagem de trem no Sorocaba-Apiaí, em maio de 1998. Fiz amizade com o bilheteiro, e estava com as fotos que tinha acabado de tirar no ramal de Juquiá. Ele viu, uma a uma, sem que eu tivesse lhe dito de onde eram as fotos, e disse: 'está vendo esta aqui? É a parada do Bairro dos Prados. Esta casa no fundo, eu acabei de comprar, estou me mudando para ela nos próximos dias...' O mundo é pequeno, mesmo" (Ralph Giesbrecht). Hoje nem os trens passam mais, o mato cobriu tudo, mas a paradinha vai resistindo como pode (março de 2004).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; www.zwarg.com.br/litoral.html; Luciano Brito; IBGE, 1960; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     


A parada em 20/04/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht


A casa ao fundo da parada, citada no texto acima (20/04/1998). Foto Ralph M. Giesbrecht

O tempo vai passando e a parada vai resistinto ao abandono e ao matagal. Hoje nem os cargueiros passam mais. Foto em 03/2004, de Luciano Brito
     
     
Atualização: 21.07.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.