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Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1892-1971)
FEPASA (1971-c.1988) |
BRODOWSKI
(antiga ENG. BRODOWSKI)
Município de Brodowski, SP |
| Linha do Rio Grande - km 345,206 |
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SP-1029 |
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Inauguração: 06.12.1892 |
| Uso atual: museu |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A Linha do
Rio Grande foi inaugurada em seu primeiro trecho em 1886, e em dois
anos (1888), já chegava a Rifaina, onde cruzava o rio Grande e mudava
o nome para Linha do Catalão, que por sua vez chegou a Uberaba já
no ano seguinte. Em 1970, as duas linhas foram seccionadas, com a
construção da barragem de Jaguara. O trecho a partir de Pedregulho
foi extinto, e logo depois, o trecho a partir de Franca também o foi.
Em 1976, os trens de passageiros deixaram de circular, e em 1980,
passou o último trem de carga. Em 1988, seus trilhos foram arrancados.
Em 1990, foram recolocados os trilhos no trecho entre Pedregulho e
Rifaina, constituindo-se a E. F. Vale do Bom Jesus, com fins turísticos.
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A ESTAÇÃO: Construída em
terras doadas pelo Coronel Lúcio Enéas de Mello Fagundes e
sua esposa Eulália Amélia Vieira Fagundes e aberta
em 1892, a estação de Engenheiro Brodowski
foi construída pelo engenheiro polonês Brodowski, de onde recebeu
seu nome. (a escritura definitiva da doação do terreno,
pelo valor nominal de 200 mil réis, é posterior, tendo
sido assinada em 15/01/1893) O engenheiro, genro do Visconde
de Parnaíba, Presidente da Mogiana e do Estado
de São Paulo, morreu no ano da inauguração da
estação. A estação cresceu e, em 1913, virou município.
Já nos primeiros anos do século XX a pequena vila tinha
"engenho de café", cervejaria, hotéis... "Engenho
Central de Café - O grande e importante estabelecimento industrial
de beneficiar café de propriedade dos Irmãos Fagundes & Comp., situado
em frente à plataforma da Estação da Mogyana nesta villa, acha-se
funccionando, depois de ter passado por uma rigorosa reforma e

ACIMA: A estação de Brodowski
conseguiu salvar a belíssima cobertura de madeira trabalhada
que inúmeras outras estações da Mogiana
não conseguiram (Foto Vagner Costa, dezembro de 2008).
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limpesa. O Sr. Martins Cabral
Moreira, intelligente gerente, tem empregado todos os esforços
para que o café alli beneficiado obtenha as melhores cotações
da praça" (Do jornal "Vila
Brodowski", Engenheiro Brodowski, 24 de junho de 1904 - nro.
28). "Hotel Petrarchi - Largo da Estação - Confortáveis
cômodos para famílias e passageiros. Mesa de primeira ordem.
Vinhos de todas as qualidades. Licores, cerveja branca e preta"
(Do jornal "A Lavoura", 22/12/1902 - Engenheiro Brodowski).
"Antiga e acreditada fabrica de cerveja SANTOS DUMONT
de João Jacomimi - Brodowski, rua Floriano Peixoto"
(Do jornal |
"A Lavoura", 22/12/1902 - Engenheiro Brodowski).
Em 01/10/1939, os nomes da estação e da cidade foram simplificados
para Brodowski (às vezes grafado como Brodósqui). O
último trem de passageiros passou em Brodowski em meados
de 1976, e o último cargueiro, em 1980. Em 1986, a linha desativada
tinha a

ACIMA: Esquema do pátio de Brodowski em novembro
de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações)
(Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução
Caio Burghi).
kmmetragem 330,470, e a estação estava sendo reformada
pela Prefeitura, que havia comprado o prédio, enquanto os trilhos
ainda passavam em completo abandono. Os trilhos foram retirados em
1988, e hoje, a cerca de dois quarteirões da estação, ainda existe
um pequeno trecho de trilhos do velho ramal, sobre o asfalto de uma
travessa. Enquanto isso, a estaçãozinha, reformada,
tornou-se um museu. "Eu estudei em Brodowski durante 64-65 e sempre
que pude subi e desci de maria-fumaça, literalmente; conheci bem o
Entroncamento, Jurucê e Visconde, é indescritível como aqueles 25
km eram cheios de coisas interessantes. Com 16-17 anos era difícil
dar o devido valor a detalhes durante o percurso, e, ainda pior, ninguém
poderia antecipar êste sentimento de falta decorrente do fim das ferrovias,
dos pequenos ramais e estações perdidas em fazendas e vilas. A parada
no Entroncamento era fabulosa e estranha ao mesmo tempo, feita em
cima do próprio Rio Pardo. Corrija-me se estiver enganado ou confundindo
imagens que já são antigas" (Eduardo Brandt de Oliveira, Ribeirão
Preto, agosto de 1999). Informações adicionais de
César Gullo. |
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A estação de Engenheiro Brodowski, provavelmente
no início do século XX. Foto cedida por A. C.
Belviso |

A estação, sem data. Notar que a parte superior
do telhado nas laterais ainda não tem o adorno que existe
hoje. Acervo Cesar Gullo |
A estação de Brodowski, ainda ativa, em foto sem
data. Acervo Júlio C. Paiva |

A estação em 1949. Acervo Cesar Gullo |

A estação em 1989, já sem trilhos na época.
Ao fundo, o armazem do pátio. Foto Julio Moraes |

A estação em 29/12/1999, como um museu municipal.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 29/12/1999, como um museu municipal.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 12/2008. Foto Vagner Costa |

A estação em 12/2008. Foto Vagner Costa |

A estação em 12/2008. Foto Vagner Costa |

O armazem em 12/2008. Foto Vagner Costa |
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| Atualização:
22.07.2010
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