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VXY Mogiana em MG
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Visconde de Parnaíba
Brodowsky
Caribê
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Linha do Rio Grande-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1999
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1892-1971)
FEPASA (1971-c.1988)
BRODOWSKY
(antiga ENG. BRODOWSKY)
Município de Brodowski, SP
Linha do Rio Grande - km 345,206   SP-1029
Altitude: 848 m   Inauguração: 06.12.1892
Uso atual: museu (2015)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Linha do Rio Grande foi inaugurada em seu primeiro trecho em 1886, e em dois anos (1888), já chegava a Rifaina, onde cruzava o rio Grande e mudava o nome para Linha do Catalão, que por sua vez chegou a Uberaba já no ano seguinte. Em 1970, as duas linhas foram seccionadas, com a construção da barragem de Jaguara. O trecho a partir de Pedregulho foi extinto, e logo depois, o trecho a partir de Franca também o foi. Em 1976, os trens de passageiros deixaram de circular, e em 1980, passou o último trem de carga. Em 1988, seus trilhos foram arrancados. Em 1990, foram recolocados os trilhos no trecho entre Pedregulho e Rifaina, constituindo-se a E. F. Vale do Bom Jesus, com fins turísticos.
 
A ESTAÇÃO: Construída em terras doadas pelo Coronel Lúcio Enéas de Mello Fagundes e sua esposa Eulália Amélia Vieira Fagundes e aberta em 1892, a estação de Engenheiro Brodowski foi construída pelo engenheiro polonês Brodowski, de onde recebeu seu nome (a escritura definitiva da doação do terreno, pelo valor nominal de 200 mil réis, é posterior, tendo sido assinada em 15/01/1893).

O engenheiro, genro do Visconde de Parnaíba, Presidente da Mogiana e do Estado de São Paulo, morreu no ano da inauguração da estação.

A estação cresceu e, em 1913, virou município. Já nos primeiros anos do século XX a pequena vila tinha "engenho de café", cervejaria, hotéis... "Engenho Central de Café - O grande e importante estabelecimento industrial de beneficiar café de propriedade dos Irmãos Fagundes & Comp., situado em frente à plataforma da Estação da Mogyana nesta villa, acha-se funccionando, depois de ter passado por uma rigorosa reforma e limpeza. O Sr. Martins Cabral Moreira, intelligente gerente, tem empregado todos os esforços para que o café alli beneficiado obtenha as melhores cotações da praça" (Do jornal "Vila Brodowski", Engenheiro Brodowski, 24 de junho de 1904 - nro. 28)

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"Hotel Petrarchi - Largo da Estação - Confortáveis cômodos para famílias e passageiros. Mesa de primeira ordem. Vinhos de todas as qualidades. Licores, cerveja branca e preta" (Do jornal "A Lavoura", 22/12/1902 - Engenheiro Brodowski).

"Antiga e acreditada fabrica de cerveja SANTOS DUMONT de João Jacomimi - Brodowski, rua Floriano Peixoto" (Do jornal
"A Lavoura", 22/12/1902 - Engenheiro Brodowski).

Em 01/10/1939, os nomes da
estação e da cidade foram simplificados para Brodowsky (ato 1.144, de 20/7/1939), às vezes grafado erradamente como Brodósqui.

O último trem de passageiros passou em Brodowski em fevereiro de 1977 e o último cargueiro em 1980.

Em 1986, a linha desativada tinha a quilometragem 330,470 e a estação estava sendo reformada pela Prefeitura, que havia comprado o prédio, enquanto os trilhos ainda passavam em completo abandono. Os trilhos foram retirados em 1988, e hoje, a cerca de dois quarteirões da estação, ainda existe um pequeno trecho de trilhos do velho ramal, sobre o asfalto de uma travessa. Enquanto isso, a estaçãozinha, reformada, tornou-se um museu.

"Eu estudei em Brodowski durante 1964-65 e sempre que pude subi e desci de maria-fumaça, literalmente; conheci bem o Entroncamento, Jurucê e Visconde, é indescritível como aqueles 25 km eram cheios de coisas interessantes. Com 16-17 anos era difícil dar o devido valor a detalhes durante o percurso, e, ainda pior, ninguém poderia antecipar êste sentimento de falta decorrente do fim das ferrovias, dos pequenos ramais e estações perdidas em fazendas e vilas. A parada no Entroncamento era fabulosa e estranha ao mesmo tempo, feita em cima do próprio Rio Pardo. Corrija-me se estiver enganado ou confundindo imagens que já são antigas" (Eduardo Brandt de Oliveira, Ribeirão Preto, agosto de 1999).

Informações adicionais de César Gullo.


AO LADO: A estação ganhou em 1938 uma plataforma coberta para ligar-se com o armazem (O Estado de S. Paulo, 29/10/1938).

AO LADO:
Mudança de nome da estação em 1939. I ou Y? (O Estado de S. Paulo, 6/9/1939).

AO LADO: A estação de Brodowski conseguiu salvar a belíssima cobertura de madeira trabalhada que inúmeras outras estações da Mogiana não conseguiram (Foto Vagner Costa, dezembro de 2008).

ACIMA: Esquema do pátio de Brodowski em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução Caio Bourg).
     

A estação de Engenheiro Brodowski, provavelmente no início do século XX. Foto cedida por A. C. Belviso

A estação, sem data. Notar que a parte superior do telhado nas laterais ainda não tem o adorno que existe hoje. Acervo Cesar Gullo

A estação de Brodowski, ainda ativa, em foto sem data. Acervo Júlio C. Paiva

A estação em 1949. Acervo Cesar Gullo

A estação em 1989, já sem trilhos na época. Ao fundo, o armazem do pátio. Foto Julio Moraes

A estação em 29/12/1999, como um museu municipal. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 29/12/1999, como um museu municipal. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 12/2008. Foto Vagner Costa

A estação em 12/2008. Foto Vagner Costa

A estação em 12/2008. Foto Vagner Costa

O armazem em 12/2008. Foto Vagner Costa

Aestação em 26/8/2015. Foto José Flavio Simeoni
     
Atualização: 17.05.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.