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VXY Mogiana em MG
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Jurucê
Visconde de Parnaíba
Brodowski
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Linha do Rio Grande-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1998
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1886-1971)
FEPASA (1971-1988)
VISCONDE DE PARNAÍBA
(antiga RIO PARDO)
Município de Jardinópolis, SP
Linha do Rio Grande - km 336,069   SP-1419
    Inauguração: 03.10.1886
Uso atual: abandonada   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1886
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Linha do Rio Grande foi inaugurada em seu primeiro trecho em 1886, e em dois anos (1888), já chegava a Rifaina, onde cruzava o rio Grande e mudava o nome para Linha do Catalão, que por sua vez chegou a Uberaba já no ano seguinte. Em 1970, as duas linhas foram seccionadas, com a construção da barragem de Jaguara. O trecho a partir de Pedregulho foi extinto, e logo depois, o trecho a partir de Franca também o foi. Em 1977, os trens de passageiros deixaram de circular, e em 1980, passou o último trem de carga. Em 1988, seus trilhos foram arrancados. Em 1990, foram recolocados os trilhos no trecho entre Pedregulho e Rifaina, constituindo-se a E. F. Vale do Bom Jesus, com fins turísticos.
 
A ESTAÇÃO: A estação foi inaugurada em 1886 como Rio Pardo, tendo sido construída pelo Engenheiro Brodowski, em terrenos da fazenda do Visconde de Parnahyba (que pouco antes de falecer, em 1888, teve o título elevado para Conde: Conde de Parnahyba). No dia da abertura da estação, estavam presentes o Visconde (desenho abaixo), então também Governador da Província, ao lado do Imperador Pedro II e do engenheiro. Em 1888, o nome foi alterado para o atual: "Para evitar a continuação de constantes enganos nos despachos de cargas e encommendas para a linha do S. José do Rio Pardo, que iam ter à Estação do Rio Pardo, desta

Companhia, deliberou-se mudar o primitivo nome para o de Visconde de Parnahyba, em homenagem, também, aos assignalados serviços prestados á esta empreza pelo seu ex-presidente" (Rel. Mogiana de 15/4/1888). Em 01/02/1968, ela foi fechada e então transformada em parada. Nos final dos anos 1970, já com pouquíssimo movimento na linha, o prédio passou a ser utilizado como depósito pela fazenda, cujo escritório de administração fica em frente ao prédio da estação, num nível um pouco mais baixo. Nos tempos áureos de movimento, mais de quarenta famílias de colonos viviam por ali, dando grande movimento à estação. Hoje, não chegam a cinco. Fui levado até a estação em novembro
de 1998 pelo hoje saudoso ex- ferroviário Hélio Fávaro, de Jurucê. Abrimos portões, andamos por estradas de terra no meio da fazenda e chegamos até ela, que está ali, em frente à casa do administrador, e até que bem conservado. Há alguns anos foi construído um pequeno anexo, do lado esquerdo da plataforma, para ser habitado por uma família, que acabou, no fim, não se mudando para lá. Segundo declarações da família do administrador, assim que a posse lhes fosse dada em definitivo pela Fepasa, ele seria demolido, "pois não serve para nada". Isso em fins de 1998. A Fepasa desapareceu, mas a estação continua de pé... graças a Deus, embora hoje (2011) tomada de morcegos e ruindo por dentro.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Octávio Verri Filho; Hélio Fávaro; Stella __; Mauricio __; Folha da Manhã, 6/5/1938; Cia. Mogiana: Relatórios anuais, 1872-1969; Cia. Mogiana: Listagem de estações oficial, 1938; Cia. Mogiana: Album, c. 1910; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação por volta de 1908. Foto do Álbum da Mogiana

A estação (18/11/1998) e a mata pouco mudaram em noventa anos... Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataforma de embarque em 18/11/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 18/11/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 18/11/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 06/2004, acabada. Foto de Stella e Mauricio, Ribeirão Preto, SP

A estação vista de trás em 1/2011. Foto Octávio Verri Filho

A estação em 1/2011. Foto Octávio Verri Filho
 
     
Atualização: 07.11.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.