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| Cia.
Mogiana de Estradas de Ferro (1897-1964) |
BUENÓPOLIS
Município
de Cravinhos, SP |
| Linha-tronco
original - km 291,082 |
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SP-1019 |
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Inauguração: 12.12.1897 |
| Uso atual: abandonada |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado
em 1875, tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da
estação de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras
retificações foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual
diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926,
1929, 1951, 1960, 1964, 1971, 1973 e 1979 foram feitas as modificações
mais significativas, que tiraram velhas estações da linha e colocaram
novas versões nos trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou
a ser parte da Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram
de circular pela linha. |
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| A ESTAÇÃO:
Aberta em 1897 para atender à fazenda do mesmo nome, a estação de
Buenópolis foi fechada em 01/05/1964, com a desativação
do trecho (*RM-1964). "A fazenda Buenópolis
ficava situada parte no municípios de Ribeirão Preto
e parte no de Cravinhos. Tinha 1.500 alqueires de terra. Pertenceu
ao Cel. Joaquim da Cunha Bueno, que segundo Ellis Jr. adquiriu a fazenda
em 1890. Até 1960, pertenceu a seus descendentes. Os trilhos
da Mogiana passavam dentro da fazenda, ao lado dos terreiros e das
máquinas de beneficiar café; também havia uma
estação com o nome de Buenópolis, próxima
à sede da fazenda. A fazenda em 1913 possuía 1.500.000
cafeeiros e produzia anualmente 1.800.000 kg de café. Para
tratar dessa colheita, para secar o café havia um grande terreiro
cimentado com área de 3 há; e para beneficiar o café,
uma completa instalação movida a eletricidade e ainda
possuía serras, moinhos e despolpadores. Havia na fazenda 300
famílias, entre colonos e empregados, que habitavam 300 casas
com instalações para cabras, porcos e galinhas. Havia
uma magnífica casa assobradada para o proprietário,
escritório e farmácia. O proprietário não
residia na fazenda e sim num belo palacete em São Paulo; portanto,
sua administração era feita à distância.
Era também sócio de uma casa comissária em Santos
cuja firma se chamava Cunha Bueno & Cia". (Fonte: "O
Signo da Modernidade nos Cafezais", volume 1, de Daici C. A.
Freitas, ECA, USP, 1994). O fechamento da estação
e da linha em 1964, fez com que, já no ano seguinte, o viaduto
Cantagalo, próximo a Buenópolis, fosse desmontado, uma
obra de 13 vigas metálicas apoiadas em cavaletes metálicos. O material
foi recolhido na estação de Guanabara, em Campinas.
Aliás, da entrada do pátio de Buenópolis
até a de Bento Quirino, na mesma época levantou-se
toda a linha e tudo foi retirado. A fazenda, que ainda existe, é
hoje uma das poucas a ainda plantar café na região,
e não demonstra o mínimo interesse na conservação da velha estação
de Buenópolis, que está perdida no meio do matagal,
sem portas, janelas e parte do telhado desabado, ao lado do ribeirão
Preto, e a cerca de um quilômetro antes de se chegar às casas
dos colonos. |
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Buenópolis, 1910. Foto Álbum da Mogiana |

A estação, abandonada e em ruínas, do outro
lado do ribeirão Preto, em 18/11/1998. Foto Ralph M.
Giesbrecht |

A estação, abandonada e em ruínas, do outro
lado do ribeirão Preto, em 18/11/1998. Foto Ralph M.
Giesbrecht |
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| Atualização:
13.12.2008
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