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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Iaçu
João Amaro
Tamburi
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Linha do Sul - 1940
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Central da Bahia (1883-1911)
Cia. Chemins de Fer Federaux du L'Est Brésilien (1911-1935)
V. F. F. Leste Brasileiro (1935-1975)

RFFSA (1975-1996)
JOÃO AMARO
Município de Iaçu, BA
Linha do Sul - km 318,971 (1960)   BA-2381
Altitude: 267 m   Inauguração: 15.10.1883
Uso atual: abandonada (2013)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha Sul, Mapele-Monte Azul, foi formada pela união das linhas de diversas ferrovias quase todas originadas no século 19, como a E. F. Central da Bahia, a E. F. Bahia ao São Francisco, a E. F. de Santo Amaro e a E. F. Centro-Oeste da Bahia, que, quando finalmente unidas sob o nome de Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro (VFFLB) entre 1935 e 1939, tiveram suas linhas unidas e prolongadas de forma a, em 1951, ligarem Salvador e Mapele à localidade mineira de Monte Azul, ponta dos trilhos da E. F. Central do Brasil. Trens de passageiros passaram pelos seus diversos pedaços desde cada uma de suas origens até a linha completa, desaparecendo em 1979, quando somente faziam o trecho Iaçu-Monte Azul, no sul, e até o início dos anos 1980 entre Mapele e Candeias. Hoje a linha é utilizada apenas por trens cargueiros, que sofrem para passar pelo gargalo do rio Paraguassu.
 
A ESTAÇÃO: A estação de João Amaro foi aberta pela E. F. Central da Bahia como estação terminal no prolongamento de sua linha principal, em 1885.

Em 1888 a linha foi prolongada até Bandeira de Mello. As fontes de datas são conflitantes nas diversas literaturas.

Segundo Cesar Lima, a estação "ainda existe e está inteirinha", em 06/2005.

Numa reportagem de um jornal baiano de 23/01/1999, a notícia sobre a estação: "A construção da estrada de ferro é considerada um dos marcos fundamentais para a constituição de Iaçu, cidade-sede do município homônimo. Por ali passavam, diariamente, tropeiros responsáveis pela guarda dos animais, que transportavam mercadorias que seriam embarcadas nos trens, e retiravam as endereçadas para suas cidades de origem. Eles eram originários de cidades como Itaberaba, Rui Barbosa, Ipirá, entre outras. Com a chegada da ferrovia, o pequeno povoado, erguido nas proximidades da Fazenda Sítio Novo, pertencente à família Medrado, recebeu novos moradores. Uma demonstração da importância histórica deste acontecimento são as ruas mais antigas da cidade, formadas, principalmente, pelas casas que a empresa cedia para seus empregados. Elas estão distribuídas nas ruas Geraldo Mota, Osvaldo Rios e Lauro de Freitas, que é popularmente conhecida como "Rua da Leste", numa referência a uma das denominações que a ferrovia já possuiu. Outro marco da história da ferrovia que apresenta sinais de deterioração é o prédio da estação ferroviária, localizado em João Amaro e que já serviu, em 1991, de cenário para a gravação da novela Pedra Sobre Pedra, exibida pela Rede Globo às 20h30, horário nobre dos seus folhetins (veja o video aqui). 'Hoje lá só restou um mau cheiro insuportável e agora a estação é abrigo para malandros', destacou Idelvando Xavier, funcionário aposentado da RFFSA".

Em 2013, a estação continuava de pé... e abandonada, servindo de banheiro.


ACIMA
: O trem de passageiros em João Amaro - provavelmente anos 1950 (IBGE).

(Fontes: Cesar Lima; Eduardo Viana; www.chapadanoticias.com .br, 2013; Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr.: Estradas de Ferro do Brazil, 1886; Impressões do Brasil no Século XX, 1913; IBGE; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Plataforma da estação de João Amaro em 2007

A estação de João Amaro, em péssimas condições em 2007

A estação de João Amaro. Todas as fotos são de 2007, por Eduardo Viana

A estação de João Amaro

A estação de João Amaro.

Dístico da estação de João Amaro.

A estação em 2013. www.chapadanoticias.com .br, 17/10/2013

A estação em 25/6/2017. Foto Reinaldo Costa

A estação em 25/6/2017. Foto Reinaldo Costa
     
Atualização: 11.04.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.