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E. F. Bahia ao São
Francisco (1862-1911)
Cia. Chemins de Fer Federaux du L'Est Brésilien (1911-1935)
V. F. F. Leste Brasileiro (1935-1975)
RFFSA (1975-1996) |
MATA
DE SÃO JOÃO
Município de Mata de São João,
BA |
| Linha tronco - km 68,383 (1960) |
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BA-2570 |
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Inauguração: 04.08.1862 |
| Uso atual: fechada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1940 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco
da Viação Ferrea do Leste Brasileiro (VFFLB) era a linha
original da E. F. Bahia ao São Francisco, aberta entre 1860
e 1863 e ligando a estação da Calçada, em Salvador,
à de São Francisco, em Alagoinhas, ainda bem longe do
rio do mesmo nome. Esta linha foi incorporada pelo Governo baiano
em 1903, repassada a outros concessionários até que
em 1911 foi entregue à concessão da Cia. Chemins de
Fer Federaux du L'Est Bresilien, de capital francês. Em 1935,
a VFFLB foi criada pelo Governo para ficar com o acervo dos franceses,
já sem interesse de mantê-la. Em 1975 foi definitivamente
incorporada pela RFFSA como uma de suas divisões, depois de
ter sido uma das constituintes desta, em 1957. O último trem
de passageiros de longo percurso passou pela linha nos anos 1980,
e hoje (2005) trafegam, no trecho Calçada-Paripe, apenas trens
elétricos metropolitanos, ainda sob a batuta da CBTU. Hoje
todas as linhas baianas que sobram em atividade estão sob a
concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Mata de São João, aberta com o nome de Matta
em 1862 e reconstruída nos anos 1940 no lugar da estação
antiga, está localizada no ponto em que provavelmente era o
limite urbano da cidade na época da construção
da ferrovia, ou seja, fora do centro da cidade do mesmo nome. Está

ACIMA e ABAIXO: Túnel de Mata de São
João. Este túnel fica entre esta estação
e a de Pitanga. Fotos tiradas da locomotiva que o atravessava, com
sua frente vista abaixo (Autor desconhecido).
descaracterizada, mas nota-se as mesmas características arquitetônicas
das estações dos anos 1940 reconstruídas pela
Leste. Portas de aço típicas de depósitos e uma
pintura que não condiz com as antigas mostram hoje uma estação
semi-abandonada, cujo uso não foi possível se determinar.
Próximo à estação, uma caixa d'água
típica das da ferrovia. O poste que ainda hoje (2012)
existe ainda sustenta uma estrutura com um tubo que muito provavelmente
abastecia com água as loomotivas a vapor. Cerca de 200 metros
adiante está o prédio da subestação, ainda com o logotipo da RFFSA,
mas está tão cercada de mato e árvores que não foi possível
tirar uma boa foto. Nela em 2012 ainda moram a viúva, filhos e netos
de um ex-ferroviario.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht; Robson Pinheiro;
Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr: Estradas de Ferro do Brazil, 1886;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-84;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação, em 22/01/2005. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A caixa d'água da estação, em 22/01/2005.
Ao lado direito, um poste da antiga eletrificação.
Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
14.04.2012
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