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Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1925-1971)
FEPASA (1971-1976) |
CABRÁLIA
Municípios
de Piratininga (1924-1948);
Cabrália Paulista (1948-2008), SP |
| Ramal de
Agudos - km |
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SP-0723 |
| Linha-tronco
oeste - km 381,021 |
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Inauguração: 09.02.1924 |
| Uso atual: demolida |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1929
(já demolido) |
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| HISTORICO
DA LINHA: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que
parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir
da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais
de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por
pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista
em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava
somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na
beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola
métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação
da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista.
Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre
Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado,
suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação
até Bauru somente. Trens de passageiros, a partir de novembro de 1998
operados pela Ferroban, seguiram trafegando pela linha precariamente
até 15 de março de 2001, quando foram suprimidos. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Cabrália foi inaugurada em 1924, como a letra
C da seqüência alfabética da Cia. Paulista para o ramal de Agudos,
que seguia desbravando a terra quase desabitada. Em volta da nascente
estação já existia o Patrimônio do Mirante,
estabelecido por volta de 1915. Em 01/07/1929, um novo prédio foi
inaugurado. Em 1941, a estação passou a fazer parte do tronco oeste,
e, em 1954, chegou até ela a eletrificação, sendo que esta também
não passou daí. Durante um curto espaço de tempo, no final
da década de 1940, seu nome passou a ser Pirajaí,
mas logo depois foi rebatizada, agora como Cabrália Paulista.
A estação esteve ativa até 1976, quando a variante Bauru-Garça,
mais curta e ao norte da antiga, foi inaugurada. O último trem de
passageiros parou em Cabrália, vindo de São Paulo, numa
manhã de sábado, 1 de maio desse ano, "às 7:12, onde cinqüenta
pessoas o esperavam, alguns para se despedir e a maioria para a viagem
normal às cidades próximas (...) Benedito Alvarenga, chefe da estação
até então, partia agora para destino incerto. Atrás de si, deixou
na velha estação os velhos amigos que acordaram cedo para a despedida"
(O Estado de São Paulo, 2/5/1976). Já Marcos Morales
Gonçalves afirma em 04/2007 que foi um pouco diferente:
"O verdadeiro chefe da estação de Cabrália era o Sr. Oswaldo
Gonçalves Lachica, até a passagem da última composição
de passageiros. Sua familia ficou ainda morando na antiga colônia
dos moradores da ferrovia, sozinha até a mudança para outra
cidade. Ele foi transferido para a estação de Airosa Galvão e depois
para Garça-nova, tambem como chefe de estação, aposentando-se nesta
cidade. Já o Sr. Benedito Alvarenga era auxiliar de estação,
e não se encontrava

ACIMA: A estação de Cabrália,
provavelmente no início dos anos 1970. Ao fundo, junto à
plataforma, um, pode-se observar um trem de passageiros formado por
ACFs e uma box 1-C+C-1 na cor verde da CP parado na plataforma da
estação (descrição Rafael Corrêa) (Foto Marcos
Morales Gonçalves).
em Cabrália. Ele foi transferido e morava em Garça, onde
mais tarde o Sr. Osvaldo Gonçalves Lachica voltou a ser seu chefe".
Antigos moradores do local dizem que "a chegada do trem das oito
(da noite) era uma festa, todos os dias. As moças vinham para a estação
para ver o trem chegar. Depois, acabou o trem e a cidade entrou em
decadência, muita gente foi embora". A eletrificação da linha
chegava até aqui; com a mudança da linha, a eletrificação passou a
parar em Bauru mesmo, não prossegundo pela nova variante.
O prédio da estação de Cabrália acabou por ser demolido, sem
que se construísse absolutamente nada em seu lugar. O armazém tornou-se
uma fundição, tendo sido bastante descaracterizado, enquanto várias
casas de funcionários da Paulista seguem existindo, em estado razoável
de conservação, e habitadas. A cidade, pequena, tem várias ruas largas
e com canteiros centrais, mas o ar de decadência é notório. "Eu
me lembro dos meus 11 anos de idade, levantando as pálpebras dos olhos,
ainda sob os lençóis, na minha cama na cabine do carro-dormitório,
e em seguida levantando a persiana de madeira da cabine e depois a
janela de vidro, respirando o ar fresquinho do comecinho da manhã,
misturado com o aroma metálico-diesélico das G-12s... e pela janela
de um trem lento e melancolicamente choroso nas subidas, vendo essa
terra alaranjada com seus pés de café, uma Alta Paulista com seus
mares de cafezais a perder de vista que, mal desconfiava eu, durante
mais de um decênio, iriam substituir os mares da minha Florianópolis
na minha vida. Quem diria, o Pascon e suas fotografias, e eu que pensava
que ele somente fazia locomotivas, muito bonitas e artesanais, em
HO. Agora entendo o porquê das locomotivas dele serem tão bonitas:
foram feitas por alguém que tinha a Alta Paulista encravada na alma!"
(João Batista Lago, 08/2003). |
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Inauguração da linha em Cabrália, 1925.
Foto do acervo da Prefeitura Municipal de Cabrália Paulista,
cedida por Ricardo Frontera |

O chefe da estação e família na estação
de Cabrália, anos 1950. Foto do acervo da Prefeitura
Municipal de Cabrália Paulista, cedida por Ricardo Frontera |

O prefeito da cidade e outros na estação, anos
1970. Foto do acervo da Prefeitura Municipal de Cabrália Paulista,
cedida por Ricardo Frontera |

Em 1974, o trem de passageiros no pátio de Cabrália.
Foto J. R. Pascon |

O último poste da eletrificação, na saída
do pátio de Cabrália, em 1974. Foto J. R. Pascon |

Entrada do pátio de Cabrália, em 1974. Foto J.
R. Pascon |

Em 09/10/1999, o local deserto onde ficava a antiga estação.
Ao fundo, à direita, o armazém. Foto Ralph M.
Giesbrecht
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Em novembro de 2000, a vila ferroviária ainda sobrevive.
Foto Ricardo Frontera |

O armazém de Cabrália, funcionando hoje como metalúrgica
(11/2000). Foto Ricardo Frontera |
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| Atualização:
29.03.2008
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