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(1883-1964)
Bento Quirino
Canaã
Beta
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Tronco CM - 1935
IHGSP - anos 40
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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| Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1888-1964) |
CANAÃ
(antiga SERRA AZUL)
Município de São Simão,
SP |
| Linha-tronco original - km 267,513 |
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SP-1069 |
| Altitude: 613 m |
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Inauguração: 01.08.1888 |
| Uso atual: desconhecido |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A
linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875,
tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da estação
de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações
foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual diferente
do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951,
1960, 1964, 1971, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas,
que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos
trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da
Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular
pela linha. |
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A ESTAÇÃO: A estação
foi aberta em 1888, com o nome de Serra Azul, por ser
a estação mais próxima dessa cidade na época.
A estação deveria ser em outro ponto, mas à última
hora teve o local alterado: "A estação de Serra
Azul já estava começada no kilometro 273 quando a 17
de outubro foram suspensos os trabalhos por ordem de V. Exc. - Resolvida
em Janeiro a mudança da mesma para o kilometro 268, foram logo
encetados os trabalhos n'este ponto, e espero que no próximo
mês de Abril possa ser entregue ao trafego" (rel.
Mogiana, 15/4/1888). Dessa estação, saía
um ramal particular de 23 km e bitola de 60 cm, a São Paulo
Coffee Estates, para uma fazenda da região, o que fazia
com que a estação fosse bastante movimentada, com agência
de correio e casas comerciais para venda aos colonos. Essa ferrovia
foi desativada em 1939. A estação recebeu o nome de
Canaã em 1902, quando a futura E.F. São Paulo-Minas
projetava a construção
da estação de Serra Azul, junto a essa cidade.
A intenção era não confundir os nomes; e o novo
nome, por sua vez, veio porque a fazenda
Canaã era ligada à fazenda com esse nome por uma ferrovia.
O fato da estação de Canaã não
estar longe de Serra Azul gerou, em 1914, um
1914, um caso curioso: o superintendente inglês da SPM da época,
insatisfeito com o
fato de os cafeicultores da cidade estarem embarcando a carga toda
pela estação de Canaã, parou de expedir
telegramas, de despachar mercadorias e de vender passagens; o trem
passava direto. O protesto só acabou quando a população
da cidade reclamou ao Governo do Estado. A estação foi
fechada em 01/05/1964, com a desativação do trecho.
Outra estação com o mesmo nome foi aberta na linha nova,
a variante Bento Quirino-Entroncamento. Pessoas da região
afirmam que o prédio da velha estação de Canaã
ainda existe, mas tem um acesso muito difícil: não consegui
chegar ao local para comprovar a informação.
ESTRADA DE FERRO SÃO CLEMENTE (SÃO PAULO COFFEE
ESTATES) - A estrada de ferro São Clemente foi aberta
em 1896 pelo genro do Conde de São Clemente. O conde era o
dono da fazenda Canaã, esta situada próxima entre São
Simão e a fazenda Jatahy, mas morava no Rio de Janeiro. Com
bitola de 60 cm, tinha cerca de 23 km, 3 locomotivas e 12 vagões.
A ferrovia ligava a sede da fazenda até a estação
de Serra Azul, no tronco da Mogiana. Em 1897, a fazenda e a ferrovia
foram vendidas a um grupo inglês, e tanto ela quanto a estrada
passaram a ser chamadas de "The São Paulo Coffee Estates
Co.". Da estação Canaã até
a sede da fazenda, a locomotiva
puxava os vagões com café, mas no
sentido inverso; ela só os tracionava metade do caminho,
pois a outra metade eram longos quilômetros de descida. A locomotiva
somente empurrava os vagões até perto do que hoje é
o leito da via Anhanguera. Os trilhos cortavam o atual leito pouco
acima de onde hoje é o pedágio de São Simão.
De lá, os vagões desciam sem máquina até
Canaã, com funcionários controlando os breques em cada
um dos vagões. Quando todos já estavam no páteo
de Canaã, outra locomotiva os buscava-os vazios de volta para
a sede da fazenda. Na ida, vazios, eram doze vagões por vez.
Na volta, cheios de café, apenas quatro. Não havia carros
para passageiros. Apenas nos dias de pagamento os funcionários
subiam nos vagões de transporte de café para ir buscar
na sede da fazenda suas remunerações. A ferrovia tinha
ainda um ramal lenheiro, para a busca de madeira na plantação
da fazenda, para ser utilizada nos fornos desta e nas locomotivas.
Este ramal cruzava numa ponte, por baixo, o ramal de Jataí,
da Mogiana. Quando da desativação da ferrovia, uma máquina
com vagões saiu em direção da estação
de Canaã, com funcionários à pé atrás,
que iam arrancando os trilhos e retirando os dormentes, colocando-os
nos vagões que os levavam até a estação.
Em 1939, a fazenda foi vendida a um grupo nacional, que desativou
a ferro-via e venderam trilhos e material rodante para o ferro-velho.
A ferrovia encerrou suas operações em 1939. (ver caixa
abaixo)
(ver também CANAÃ-NOVA).
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AO LADO: Acidente em Serra Azul... a da Mogiana, que
depois seria Canaã (O Estado de S. Paulo, 25/8/1896).
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AO LADO: A mudança de nome para Canaã
(O Estado de S. Paulo, 19/1/1902).
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AO LADO:
Reclamaçoes contra a ferrovia
na estação de Chanaan
e em outras estaçoes quanto a exportação
de mercadorias (O Estado de S. Paulo, 2/9/1917).
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AO LADO: O que acharam os usuários destas estações
ao saber que o trem desapareceria e iria para longe? )Folha
de S. Paulo, 21/4/1964)
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ACIMA: Encerramento de operações da
São Paulo Coffee Estates em 1939 (O Estado de S. Paulo, 15/7/1939).
(Fontes: Pedro Rodrigues; Fausto Pires de Oliveira; Edilson
Palmieri; O Estado de S. Paulo, 1896, 1902, 1917 e 1939; Folha de
S. Paulo, 1964; Cia. Mogiana: Relatórios anuais, 1875-1969;
Cia. Mogiana: Álbum, 1910; Revista Cravinhense, 1954; Mapa
- acervo R. M. Giesbrecht) |
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Canaã, c. 1910. Foto do álbum da Mogiana |
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| Atualização:
23.05.2017
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