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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
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Lorena
Cannas
Cachoeira Paulista
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2004
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E. F. do Norte (1892-1896)
E. F. Central do Brasil (1896-1975)
RFFSA (1975-1998)
CANAS
Município de Canas, SP
Ramal de São Paulo - km 272,330   SP-1067
    Inauguração: 28.09.1892
Uso atual: demolida   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: "Tendo este Governo reclamações de vários cidadãos, declarando que por falta de uma estação dessa estrada na colonia das Cannas, os moradores da mesma colonia são onerados no transporte de seus productos e nos bilhetes de passagens com uma taxa dupla, da que é rasoavel, exigindo-se-lhes quantia egual á que se cobra de Lorena a Cachoeira para as communicações e transporte da colonia a qualquer daquellas localidades; (...) considerando taes reclamações justas e no caso de serem attendidas, levo-os ao vosso conhecimneto, afim de que providencieis a respeito, reclamando deste governo as medidas que, para este fim foram necessarias. Saude e fraternidade, Prudente J. de Moraes Barros - Ao cidadão Presidente da Directoria da Companhia São Paulo e Rio de Janeiro" (Carta de 6/8/1890, Exposição do Presidente da Província, 1890, p. 112-A). Dois anos depois dessa carta enviada pelo então Presidente da Província ao presidente da Companhia, a estação de Cannas foi inaugurada em 1892. O nome vinha do ribeirão das Cannas, ali próximo. Deu origem ao atual município de Canas, emancipado nos anos 1990. O nome se originou do canavial que existia ali, propriedade da Sucrerie Brasilliene de Lorena, mesmo grupo de outras usinas em Piracicaba, Rafard e Porto Feliz no início do século XX. Por um curto espaço de tempo, nos anos 1950, a estação se chamou Cunha Barbosa, mas depois retomou o antigo nome. A estação já foi demolida, e hoje mal se notam os restos da antiga plataforma. "Creio que a estação de Canas foi demolida ainda em meados da década de 1970, pois lembro que mais ou menos nesta época passei por lá com meus avós e a estação já havia sido demolida. A minha avó morou numa das antigas casas da turma dessa estação, que segundo ela contava, era uma pequena chácara e o meu bisavô foi guarda-chaves da estação até morrer atropelado por um trem por volta de 1929. O supervisor da MRS, Vicente Mauro da Silva, também me contou que quando entrou para a RFFSA, em 1978, a estação já havia sido demolida, assim como o seu pátio de manobras também não mais existia. Isso leva a concluir que a demolição desta estação ocorreu em algum ano anterior a 1978. No guia Levi de 1976 ela ainda consta, mas nenhum dos trens da época paravam mais lá, talvez já tivesse sido demolida" (Marco Giffoni, 12/2002).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Elcio Molinari; Marco Giffoni; Nilton C. A. Cerbino; Acervo Prefeitura de Canas, SP; Exposição do Presidente da Província, 1890; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Canas, provavelmente anos 1950. Foto cedida por Marco Giffoni. acervo Elcio Molinari

A estação de Canas, sem data. Foto cedida por Nilton C. A. Cerbino, dos arquivos da Prefeitura da Canas

Ao fundo, restos da plataforma da antiga estação de Canas, em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht

À direita da foto, os restos da plataforma da estação demolida. À esquerda, uma fábrica abandonada (04/08/2001). Foto Ralph M. Giesbrecht

Vistos do viaduto que cruza a linha, os restos da plataforma, em 04/08/2001. Compare os dois postes e a casinha à esquerda com a foto anterior. Foto Ralph M. Giesbrecht
 
     
Atualização: 17.09.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.