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E.
F. Central do Brasil (1892-1975)
RFFSA (1975-1998) |
CANAS
Município
de Canas, SP |
| Ramal de
São Paulo - km 272,330 |
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SP-1067 |
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Inauguração: 28.09.1892 |
| Uso atual: demolida |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já
demolido)
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba
a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho,
saindo da linha da S.P.R. no Brás, em São Paulo, e chegando até a
Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola
métrica, encontrou-se com a E.F.Dom Pedro II, que vinha do Rio de
Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com
o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E.F.D.Pedro II passou a se chamar
E.F.Central do Brasil, que, em 1890, incorporou a E.F. do Norte, com
o propósito de alargar a bitola e unificá-las. Os trabalhos começaram
em 1902 e terminaram somente em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada
pela Refesa. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado
no fim dos anos 80, pois a construção da variante do Parateí, mais
ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro
de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
os anos 20 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi.
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| A ESTAÇÃO:
A estação de Cannas foi inaugurada em 1892. O nome vinha do
ribeirão das Cannas, ali próximo. Deu origem ao atual município
de Canas, emancipado nos anos 90. O nome se originou do canavial
que existia ali, propriedade da Sucrerie Brasilliene de Lorena,
mesmo grupo de outras usinas em Piracicaba, Rafard e
Porto Feliz no início do século XX. Por um curto
espaço de tempo, nos anos 50, a estação se chamou
Cunha Barbosa, mas depois retomou o antigo nome. A estação
já foi demolida, e hoje mal se notam os restos da antiga plataforma.
"Creio que a estação de Canas foi demolida ainda em meados
da década de 70, pois lembro que mais ou menos nesta época passei
por lá com meus avós e a estação já havia sido demolida. A minha avó
morou numa das antigas casas da turma dessa estação, que segundo ela
contava, era uma pequena chácara e o meu bisavô foi guarda-chaves
da estação até morrer atropelado por um trem por volta de 1929. O
supervisor da MRS, Vicente Mauro da Silva, também me contou
que quando entrou para a RFFSA, em 1978, a estação já havia sido demolida,
assim como o seu pátio de manobras também não mais existia. Isso leva
a concluir que a demolição desta estação ocorreu em algum ano anterior
a 1978. No guia Levi de 1976 ela ainda consta, mas nenhum dos trens
da época paravam mais lá, talvez já tivesse sido demolida"
(Marco Giffoni, 12/2002). |
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Estação de Canas, provavelmente anos 1950. Foto
cedida por Marco Giffono. acervo Elcio Molinari |

A estação de Canas, sem data. Foto cedida por
Nilton C. A. Cerbino, dos arquivos da Prefeitura da Canas |

Ao fundo, restos da plataforma da antiga estação
de Canas, em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht |

À direita da foto, os restos da plataforma da estação
demolida. À esquerda, uma fábrica abandonada (04/08/2001).
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Vistos do viaduto que cruza a linha, os restos da plataforma,
em 04/08/2001. Compare os dois postes e a casinha à esquerda
com a foto anterior. Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
03.07.2005
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