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E. F. do Norte (1877-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1998) |
LORENA
Município de Lorena, SP |
| Ramal de São Paulo - km 280,604 |
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SP-0548 |
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Inauguração: 08.07.1877 |
| Uso atual: Casa do Artesão |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: Em 1869,
foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte
(ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha
da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877,
chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se
com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia
ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do
tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no
terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração
oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com
festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas
e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação
em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da
decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a
queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central
do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte,
com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro
trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho
todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho
entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980,
pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos
provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte
de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do
Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária
da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal,
continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro
II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: A estação de
Lorena foi aberta no mesmo dia em que se encontraram as estradas
de ferro do Norte e Dom Pedro II, na estação seguinte,
em Cachoeira. De 1906 até os anos 80, a estação servia também
como ponto de partida do ramal de Piquete, que seguia para
essa cidade. Também saía desta estação o ramal particular da Societé
de Sucrerie, com 7,2 km de extensão. Em 2001 está abandonada,
mas sempre com um funcionário

Acima, fotografia aérea de Lorena, provavelmente
ano de 1939. As setas indicam: amarela - usina da Sucrerie; vermelha
- estação ferroviária de Lorena; azul - triângulo
de reversão do ramal de Piquete (Foto provavelmente do acervo
do Instituto Geográfico e Geológico da USP).
sentado numa cadeira de plástico na plataforma, sem nenhuma
infra-estrutura de apoio, aguardando o sinal para os trens cargueiros
que passam. A estação foi reformada pela Prefeitura
e entregue pronta no final de 2004, para abrigar a Casa do Artesão.
O trilhos que saía pela parte da entrada foi arrancado e em
seu lugar construída uma praça. Pena que esses trilhos
eram o que havia sobrado do ramal de Piquete. |
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Estação de Lorena, sem data. Foto cedida por Marco
Giffoni |

O trem de passageiros ao lado da estação, anos
40. Foto cedida por Marco Giffoni |

A estação, nos anos 70. O trilho que saía
para a esquerda era o início do ramal de Piquete. Foto
cedida por Marco Giffoni |

A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação abandonada de Lorena, em março
de 2001. Foto Marco Giffoni |
A estação parcialmente recuperada em 30/09/2002.
Foto Nelson Correa |

A estação parcialmente recuperada em 30/09/2002.
Foto Nelson Correa |
A estação em final de reforma definitiva pela
Prefeitura em 18/02/2004. Foto Renato Philippini |

A estação reformada, em 06/2005. Foto Marco Giffoni |
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| Atualização:
01.08.2010
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