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| E. F. Sorocabana
(c.1945-1965) |
CUMBICA
Município de Guarulhos, SP |
| Ramal de Guarulhos-km |
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SP-0022 |
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Inauguração: c.1945 |
| Uso atual: Lavanderia da Base Aérea |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1945? |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Guarulhos começou como um ramal da E. F. da Cantareira, que,
aberto em 15/11/1910, saía da estação do Areal
e atingia o Asilo dos Inválidos, no Guapira (depois Jaçanã).
Somente em 1913 foi aberta a primeira estação intermediária,
Tucuruvi, e aos poucos outras estações passaram a ser
abertas na linha, que atingiu Guarulhos em 1915. Em 1947 a linha teve
a bitola ampliada de 60 cm para 1 metro, quando esta já atingia
o aeroporto militar de Cumbica. Em 31/05/1965, o tráfego do
ramal foi suprimido, um ano depois de o trecho Areal-Cantareira ter
sido suprimido. Os trilhos foram retirados logo depois e diversas
estações foram demolidas. |
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| A ESTAÇÃO: Em 01 de junho
de 1940 o Ministério da Guerra procurava um local para construir
uma base aérea, próximo a cidade de São
Paulo. Por diversas razões, inclusive a de ser servida
por uma ferrovia, foi escolhida a região de Guarulhos.
Em 26 de novembro de 1940, as famílias Guinle e Samuel
Ribeiro doaram ao Ministerio da Aeronaútica uma gleba de
terras (401,72 alqueires) no local denominado fazenda Cumbica,
bairro do Baquirivu, no distrito e município de Guarulhos.
Em 22 de abril de 1942, teve inicio o projeto do complexo da Base
Aérea de São Paulo. O projeto previa um prolongamento
do tramway da Cantareira, para trazer o material, e principalmente
pedras das pedreiras da serra da Cantareira; devido à guerra,
o combustível estava racionado, e o uso de caminhões,
proibido. Em 1943 iniciaram-se as obras da Base. Em 150 dias foi feita
a pista de pouso, sob orientação do Instituto de Pesquisas
Tecnológicas. O ramal parece ter funcionado desde o ano de
1942, para transporte de materiais para a construção
da base. A estação deve ter sido inaugurada entre 1944
e 1945. O complexo da Base Aérea foi inaugurado em 25/01/1945.
Para lá somente seguiam trens militares, que iam e vinham no
início da manhã e no final da tarde da estação
de Guarulhos. Com o fim do ramal de Guarulhos, em 1965,
o trem para a Base Aérea foi extinto. O prédio da estação
ainda existe (2006) e serve como lavanderia da Base Aérea.
"No mês de dezembro de 2007, realizei uma visita à BASP, ocasião
em que pude fotografar a Estação Cumbica do Tramway da Cantareira.
Apesar de preservada, ela está bastante descaracterizada. Pude verificar
que os arcos da fachada não existem mais e que foi construído um anexo
bem no meio da plataforma (que se encontra aterrada), deixando o prédio
com um formato de "T". Realmente, o uso atual da estação é como lavanderia
da base, e existem automóveis de serviço estacionados no que outrora
foi a plataforma. A estação está envolta pela vegetação e não é possível
ver onde estão os últimos trilhos do tramway, sendo que o local exato,
segundo os militares, é de acesso restrito, e somente pode ser visitado
com permissão dos superiores e sob acompanhamento. No Google Earth
dá para ter uma noção da mata existente ao redor, sendo que a estação
é o prédio ao centro, estando bastante visível o anexo atualmente
existente. Existe, ainda, nas dependências da BASP, uma maquete que
mostra como era o aspecto original do edifício e que serve para fins
de comparação" (Plínio César de Freitas, 01/2008).
(Fontes: Werner Wana; Rubens Rodrigues dos Santos, do livro "Aeroportos";
Eduardo Rodrigues Silva; Plínio César de Freitas, 2008) |
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Estação de Cumbica, na Base Aérea. Foto
sem data. Arquivo do Museu da Cia. Paulista, em Jundiaí,
SP |

A estação de Cumbica em dezembro de 2007. Foto
Plínio César de Freitas |

A estação de Cumbica em dezembro de 2007. Foto
Plínio César de Freitas |

A estação de Cumbica em dezembro de 2007. Foto
Plínio César de Freitas |

A estação de Cumbica em dezembro de 2007. Foto
Plínio César de Freitas |
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| Atualização:
21.07.2010
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