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VXY Mogiana em MG
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Barão Ataliba Nogueira
Eleutério
Sapucaí
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ramal de Itapira-1950

IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1999
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1891-1971)
FEPASA (1971-1990)
ELEUTÉRIO
Município de Itapira, SP
Ramal de Itapira - km 46,086   SP-0135
    Inauguração: 19.09.1891
Uso atual: industria metalúrgica   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1891
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal da Penha foi inaugurado em 1882, com 20 quilômetros, até antiga Penha do Rio do Peixe (Itapira). O trecho de Itapira até Eleutério foi construído pela E. F. Sapucaí, mas encampado pela Mogiana, que não concordou com a posição de ceder sua zona privilegiada. Em 1891, o ramal, agora de Itapira, já chegava a Eleutério. Em 1898, chegou a Sapucaí, já em Minas Gerais, onde se encontrava, agora sim, com a E. F. Sapucaí. O transporte de passageiros durou até 1976, e cargas passaram até uns dez anos depois. Com a supressão da linha mineira, o ramal perdeu a função e foi desativado, tendo seus trilhos sido retirados em 1990, já abandonados.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Eleutério foi aberta em 1891. Ficava próxima à divisa de Minas, pouco antes do rio Eleutério, tendo sido o trecho após Itapira, incluindo as duas novas estações, construído pelos empreiteiros José Monteiro e Joaquim Santiago. A linha da Mogiana ia até este rio, e após, ficou aguardando a junção com a E. F. Sapucaí, com a qual estabeleceria tráfego mútuo. Em 23/11/1909, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a nomeação de uma professora substituta em Eleutério, mostrando que lá já havia uma escola. Muitos moradores da vila, um bairro afastado de Itapira cerca de dois quilômetros antes da divisa com Minas Gerais, usavam o trem para estudar em Itapira. A estação, a uns 1.500

ACIMA: Esquema do pátio de Eleutério em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução Caio Bourg). ABAIXO: A estação e as tropas paulistas durante a Revolução de 1932 (Foto A GAZETA, agosto de 1932 - acervo http://tudoporsaopaulo1932.blogspot.com - Ricardo Della Rosa).
metros da estrada Itatiba-Jacutinga, à sua esquerda, está hoje descaracterizada, tendo sido ocupada por uma fábrica de doces e licores, e mais tarde, pela Metalúrgica Solano (2003). A plataforma de embarque foi coberta e fechada, e as divisórias internas, todas eliminadas, sobrando apenas parte dos pisos originais das

ACIMA: Cabeceiras de pedra da antiga ponte ferroviária sobre o rio Elleutério, por onde passa a divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A ponte, metálica, foi retirada com os trilhos (Foto João Carlos Reis Pinto em dezembro de 2011).
diferentes divisões. O armazém, maior, fica ao lado, estando hoje cercado, sendo depósito de materiais. Também está descaracterizado. O pátio desta estação era muito grande, e em 1999, quando lá estive, estava em terraplanagem, ao que parece para a construção de uma praça no local. O seu pátio tinha um girador de locomotivas, que já havia sido retirado quando lá estive.
Para ler sobre a Revolução de 1932 em Eleutério, clique aqui.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1999; Kelso Medici; Ricardo Della Rosa; http://tudoporsaopaulo1932.blogspot.com; A Gazeta, 1932; O Estado de S. Paulo, 1909; Cia. Mogiana, Álbum, 1910; Cia. Mogiana, relatórios oficiais, 1875-1969; Cia. Mogiana: relatório oficial de estações, 1937; IBGE, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Eleutério, c. 1910. Foto do álbum da Mogiana

A estação, ainda em atividade, foto sem data. Acervo Kelso Medici

O pátio, em 18/03/1999, com a estação ao fundo. Foto Ralph M. Giesbrecht

Eleutério, em 18/03/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 13/4/2010. Foto João Carlos Reis Pinto
 
     
Atualização: 10.12.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.