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VXY Mogiana em MG
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Muniz de Souza
Engenheiro Maia
Gorita
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ramal de Itararé-1935

IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
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Sorocabana Railway (1909-1919)
Estrada de Ferro Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998)
ENGENHEIRO MAIA
Município de Itaberá, SP (veja o bairro)
Ramal de Itararé - km 369,483 (1931)   SP-0304
Altitude: 670 m   Inauguração: 01.03.1909
Uso atual: demolida em 1990   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1912
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Itararé começou a ser construído em 1888, partindo da estação de Boituva, mas somente em 1895 chegou a Itapetininga, com extensão de 65 km. Somente em 1905 as obras foram retomadas, e em abril de 1909, a estrada chegou finalmente a Itararé. Sempre crescendo em importância por causa de sua ligação com o sul, o ramal passou a sair da estação nova de Santo Antonio - hoje Iperó - em 1928, aproveitando as obras de retificação e duplicação da linha-tronco, diminuindo o trecho em 23 km. Em 1951, a linha foi eletrificada até Morro do Alto. Em 1960, até Itapetininga e não passou daí. Em 1978, o tráfego de passageiros no ramal foi extinto. Em 1973 foi construído, de Itapeva, um ramal para Apiaí, e desse, outro para Pinhalzinho, que encontrava a nova linha que vinha da região de Curitiba. O trecho a partir de Itapeva acabou desativado depois que o trecho paranaense até Jaguariaíva foi suprimido, nos anos 1990. Entretanto, em 22/12/1997, o trem de passageiros voltou a funcionar, desta vez entre Sorocaba e Apiaí. O trem, com algumas interrupções, funcionou até fevereiro de 2001. O trecho entre Itapeva e Itararé teve os trilhos arrancados em 2001. Hoje, apenas algumas estações ainda funcionam como escritórios, sob a administração da ALL.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Engenheiro Maia foi aberta em 1909. Ainda no projeto tinha o nome de Pirituba, e depois de Ibiaté. O nome foi dado em homenagem ao engenheiro Alfredo Maia, superintendente da Sorocabana na época do início dos estudos para o prolongamento de Itapetininga até Itararé. Quando o prédio foi terminado, em 1912, tirou-se uma fotografia da estação, publicada num livro que foi lançado nesse ano, mostrando o ramal de Itararé e outros novos prolongamentos da estrada, na época.

Pouco antes, em dezembro de 1910, foi criada na estação "uma agencia postal de 4a classe, tendo sido fixada em 360$000 réis a gratificação que deverá ser dada ao agente" (O Estado de S. Paulo, 4/12/1910).

Nos anos 1930 e seguintes, saía de um pouco adiante desta estação (mais precisamente no km 373) o ramal de Pirituba, que pertencia à Companhia Agrícola e Industrial de Angatuba.

A estação situava-se a três quilômetros da rodovia Itapeva-Itararé, do lado norte, alcançada por uma estrada de terra, junto à Estação Experimental de Itapeva e o Instituto Florestal. Engenheiro Maia foi uma das estações abandonadas com a desativação do trecho entre Itapeva e Itararé. Já em 1986 o prédio estava depredado e sem cobertura, portas e janelas. Em 1990, foi derrubado.

Existia lá, pelo menos em 1998, quando lá estive, uma vila pequena, com poucas casas, sendo que muitas já haviam sido demolidas pela FEPASA. O que havia restado do prédio da estação eram a placa da estação e um pequeno monte de entulho, além das casas, da vila ferroviária original (a da esquerda era muito bonita). Mesmo o velho casarão do Barão de Antonina, que existia no lado oposto às casinhas, havia sido criminosamente posto abaixo em 1980. "Encontrei várias barras de ferro com
parafusos, cortadas com maçarico, jogadas no local da estação. Fui informado depois que os pedaços eram da ponte sobre o rio Pirituba" (Adriano Martins, 07/2003). Em 2001, os trilhos foram retirados e leiloados como sucata. Em 2007, apenas sobravam as três casas da vila ferroviária, no alto do barranco.

OBRAS OCORRIDAS NA ESTAÇÃO E SEU PÁTIO DE ACORDO COM RELATÓRIOS DA EFS: 1934 - Construção de casa para telegrafista; abastecimento de água


ACIMA: Foi da estação de Engenheiro Maia que o General Miguel Costa emitiu este comunicado a São Paulo em 26 de outubro de 1930. Ele estava no trem que o conduzia e também a Getulio Vargas para assumir o poder no Rio de Janeiro (O Estado de S. Paulo, 27/10/1930). ABAIXO: Anos 1960. As crianças posam ao lado da locomotiva diesel da Sorocabana parada junto à plataforma da estação de Engenheiro Maia, pelo que tudo indica, seguindo para Itapeva (Acervo Átila Gera).

AO LADO: O Engenheiro Alfredo Maia - provavelmente anos 1920
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Átila Gera; Adriano Martins; O Estado de S. Paulo, 1910, 1930 e 1998; FEPASA: relatório de instalações fixas, 1986; E. F. Sorocabana: relatórios anuais, 1875-1969; Engenheiro-Chefe Joaquim Huet de Bacellar: Relatório da Comissão dos Prolongamentos e Desenvolvimentos da Estrada de Ferro Sorocabana - 31/01/1912, Weiszflog Irmãos, 1912; IBGE, 1960; Guias Levi, 1932-80; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação em 1909. Foto do livro da Sorocabana comemorativo da abertura do ramal

Na plataforma da estação, ainda em boas condições, nos anos 1960, pessoas de terno aguardam o trem. Acervo Átila Gera

Com as casas que ainda existem hoje ao fundo, em 1976 o dono do Volkswagen posa com a placa da estação à sua frente. Acervo Átila Gera

A estação já em ruínas, em 1986. Foto do relatório de instalações fixas da Fepasa, 1986

A plataforma e o "montinho"que sobrou da estação. em 15/08/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

Nada muito diferente, a não ser a falta dos trilhos, em 13/07/2003. Foto Adriano Martins
     
Atualização: 03.08.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.