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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Cosmos
Paciência
Tancredo Neves
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Central do Brasil (1897-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervia (1996-)
PACIÊNCIA
Município do Rio de Janeiro, RJ
Ramal de Mangaratiba - km 49,283 (1928)   RJ-1469
Altitude: 20 m   Inauguração: 01.06.1897
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Angra, posteriormente chamado de ramal de Mangaratiba, foi inaugurado em 1878, partindo da estação de Sapopemba (Deodoro) até o distante subúrbio de Santa Cruz. Somente foi prolongado em 1911 até Itaguaí, e em 1914 chegou a Mangaratiba, de onde deveria ser prolongado até alcançar Angra dos Reis, onde, em 1928, a E. F. Oeste de Minas havia atingido com sua linha vinda de Barra Mansa. Tal nunca aconteceu, e o ramal, com trechos belíssimos ao longo da praia, muito próximo ao mar, transportou passageiros em toda a sua extensão até por volta de 1982, quando foi desativado. Antes disso, em 1973, uma variante construída pela RFFSA e que partia de um ponto próximo à estação de Japeri, na Linha do Centro, permitia que trens com minério alcançassem o porto de Guaíba, próximo a Mangaratiba, encontrando o velho ramal na altura da parada Brisamar. A variante, entretanto, deixava de coincidir com o ramal na altura da ponta de Santo Antonio, onde desviava para o porto; com isso, em 30/06/1983, o trecho original entre esse local e Mangaratiba foi erradicado e os trens passaram a circular somente entre Deodoro e Santa Cruz, de onde voltavam. Hoje, esse trecho ainda é usado pelos trens de subúrbio, o trecho entre Santa Cruz e Brisamar está abandonado e o restante, Brisamar-porto, é utilizado pelos trens de minério apenas.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Paciência foi inaugurada em 1897. A estação foi construída nessa época e provavelmente foi a que aparece na foto abaixo - que não é o prédio atual (Memória Histórica da Central do Brasil, 1908, p. 498). A estação original era de madeira, precaríssima. O nome veio da Fazenda do Mato da Paciência, antiga fazenda local, há muito desaparecida.

Hoje
é uma estação de trens metropolitanos.

1925
AO LADO:
Acidente próximo à estação. Ainda não existia a estação de Cosmos (O Estado de S. Paulo, 14/2/1925).
"Mais de 80 pessoas morreram, ontem, cerca das 18:30, na estação de Paciência, quando o trem especial SS-7 arremessou-se a uma velocidade superior a 100km/hora contra três outras composições, arrancando uma delas do trilho e jogando-a na rua, enquanto outra era atirada espetacularmente num valão à margem da estrada (...) era impossível dizer o número de feridos, que se calcula acima de uma centena, muitos das quais se encontravam presos nas ferragens de 15 carros engavetados. Momentos antes do desastre pavoroso, uma colisão sem consequências maiores fizera parar perto da estação dois trens cheios de passageiros, o US-69 e o US-67. Um terceiro trem (SS-5) viria se juntar aos primeiros à espera de passagem. Chovia granizo sobre Paciência: o SS-7, sem poder distinguir a sinalização, ganhou a linha impedida indo espedaçar-se contra as três composições paradas (...)" (Jornal do Brasil, 8/3/1958). Mais sobre o desastre nas reportagens da Folha da Manhã, de São Paulo, edições de 8/3/58 e de 9/3/58.
1958
AO LADO: Acidente com muitas vitimas na estação (Jornal do Brasil, 8/3/1958; Folha da Manhã, 8-9/3/1958).

ACIMA: Composição da Supervia na estação de Paciência, em julho de 2012 (Foto Carlos Latuff).

(Fontes: Carlos Latuff; Wanderley Duck; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Memória Histórica da Central do Brasil, 1908; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação original de Paciência, sem data. Foto cedida por Wanderley Duck

Estação de Paciência em julho de 2012. Foto Carlos Latuff
 
     
     
Atualização: 25.11.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.