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E. F. Rio de Ouro
(1883-1928)
E. F. Central do Brasil (1928-1969) |
XERÉM
Município de Duque de Caxias, RJ |
| E. F. Rio de Ouro - km 54,997 (1960) |
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RJ-0271 |
| Altitude: 25 m |
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Inauguração: 1883 |
| Uso atual: demolida |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Xerém foi aberto provavelmente já em 1883, com a linha
principal da E. F. Rio D'Ouro. Saía da estação
de Belford Roxo e seguia até a localidade de Xerém.
Passou a transportar passageiros e fechou sua linha em maio de 1969,
quando correu o último trem de passageiros. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Xerém, aberta possivelmente com linha original em
1883. Segundo a Revista Refesa, maio-1969, o trem de passageiros
entre Belford Roxo e Xerém foi suprimido a partir
de 1o de maio desse ano. A estação já foi demolida.
O caminho para Xerém pelo leito da antiga linha foi
assim descrito em 2003: "Logo na saída da estação, a gente
topa com uma caixa d'água que abastecia as antigas locomotivas a vapor
dos ramais de Xerém,



ACIMA: Incêndio em Xerém no dia 5 de setembro
de 1954. Teria sido na estação de passageiros ou em
algum armazém? As fotos acima mostram pelo menos um prédio
e um vagão queimados (Acervo Última Hora, Arquivo do
Estado de São Paulo).
Tinguá e Jaceruba. Seguindo em frente percebe-se o leito da
ferrovia, sem vestígios de trilhos ou dormentes, mais ainda com as
muretas de concreto ao longo do trecho. Algumas casa de funcionários
com a plaqueta de patrimônio da RFFSA. Numa delas encontrei o Sr.
Antonio Couto, ferroviário aposentado que trabalhava na via permanente.
Simpático, se dispôs a me ajudar em minha pesquisa arqueológica-ferroviária,
junto com um velho amigo, Sr. José dos Santos, ex-funcionário da Companhia
de Águas e Esgotos, onde ralou por 36 anos. Os dois me contaram que
originalmente os três ramais servíam a Companhia de Águas e Esgotos
da época para reparos em adutoras, o chamado "socorro das águas".
Com o tempo, para atender aos moradores da região, a locomotiva passou
a contar com dois carros de passageiros e um bagageiro. Eram 4 saídas
diárias saíndo de Belford Roxo: Seis da manhã, meio-dia, três da tarde
e sete da noite. As estações eram, na verdade, paradas sem cobertura,
que poderíam passar desapercebidas por um maquinista novo no trecho.
Não há mais nada que lembre uma ferrovia neste ramal. Praticamente
tudo foi demolido, com a única exceção da ponte do Iguaçu, na localidade
conhecida como Parque São Bento. Pra chegar até ela, mais uma vez
tive de comer poeira pela estrada de terra na altura do km 38 e passar
por imensos lixões. No caminho topei com um morador de nome José do
Carmo, que me confidenciou lembranças de quando era menino nos idos
dos anos 1950 e observava caçadores que todos os sábados embarcavam
na maria-fumaça rumo às matas daquela região" (Carlos
Latuff, 2003). Segundo o Sr. Ranulfo, historiador de Xerém,
desta estação terminal saíam ainda três
ramais para três represas diferentes, que supriam a adutora
do Rio d'Ouro: o sub-ramal de Galrao (?), o sub-ramal de Registro
e o da represa de João Pinto.
(Fontes: Carlos Latuff; Edson de Lima Lucas; Jailson
Silva Fernandes; Fernando Augusto; Revista Refesa, 1969; Correio da
Manhã, 1928; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias
Levi, 1932-1980) |
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A estação em 1928. Correio da Manhã, 18/10/1928 |

A estação de Xerém nos anos 1930. Acervo
Edson de Lima Lucas |
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| Atualização:
23.03.2014
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