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E.
F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1977) |
CARANGOLA
(antiga SANTA LUZIA)
Município
de Carangola, MG |
| Linha de
Manhuaçu-km 456,446 (1960) |
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MG-1740 |
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Inauguração: 14.08.1887 |
| Uso atual: estação
rodoviária |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: c. 1940
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha que ligava a estação de Recreio a Santa Luzia (Carangola)
teve a sua concessão e construção a cargo da Companhia Alto Muriaé,
estabelecida em 1880. Em 2/5/1883, a empresa foi incorporada pela
E. F. Leopoldina. Uma alteração de traçado da linha original para
Muriaé levou a Leopoldina a passar por uma pequena extensão dentro
de território fluminense, onde estava Santo Antonio (Porciúncula),
retornando para Minas, seguindo para Carangola, onde chegou em 1887.
De 1911 a 1915, a Leopoldina prosseguiu a linha até Manhuaçu, seu
ponto final. O trecho Manhuaçu-Carangola foi fechado em 23/07/1975.
Porciúncula-Carangola foi fechado em 1977, e em 1979, fechou-se a
linha entre Cisneiros e Porciúncula. O pequeno trecho Recreio-Cisneiros
nunca foi oficialmente suprimido. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Santa Luzia foi inaugurada em 1887.
Mais tarde, a cidade e a estação tomaram o nome do rio
que corta a cidade, Carangola. Em 23/07/1975, a RFFSA fechou
a linha entre Carangola e Manhuaçu. Esta passou
a ser ponta de linha, até 17/11/1977, quando o trecho até
Porciúncula também foi suprimido, fechando de
vez a estação. Os trens de passageiros, pararam também
nessa data. Em 1976, esses trens, que saíam de Recreio

ACIMA: Vista geral do relevo a oeste da divisa do
município de Carangola, na direção da rodovia
Rio-Bahia. O topo da superfície ondulada está na cota
dos 870-900 metros. À esquerda, a linha do Manhuaçu,
cruzada por uma rodovia não asfaltada (Fotografia da Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, volume VII, IBGE, 1957).
todos os dias às 6 da manhã, chegavam a
Carangola às 12:39, retornando às 14 horas para
Recreio. Na verdade, existiam duas estações,
a de passageiros e a de cargas. A primeira hoje serve de estação
rodoviária. A segunda está de pé, mas não
sei seu uso atual. O pátio ferroviário, hoje sem trilhos,
é longo e ainda tem diversos armazéns da ferrovia ou
mesmo particulares que ficavam à beira dos trilhos. Como a
estação é hoje a ropdoviária da cidade,
e fica praticamente junto ao centro, o ônibus entra na cidade
passando por diversas ruas e depois de parar na estação,
em frente à sua fachada, prossegue para sair da mesma por uma
rua que por um longo trecho margeia esses armazéns, o que dá
a entender que esta rua é o antigo leito da Leopoldina. (Fontes:
Marcos Farias, 2006; Ronald Colombini, 2007; Guia Geral das Estradas
de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1980; Revista Ferroviária,
2000; Wanderley Duck; Flávio Moreira, 2006; Ralph M. Giesbrecht,
pesquisa local, 2008) |
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A estação original, em 1887. Foto cedida por Wanderley
Duck |

A estação de passageiros antiga, em 1924. Foto
cedida por Wanderley Duck |
A estação de passageiros antiga, em 1929. Foto
cedida por Wanderley Duck |

A estação de passageiros antiga, em 1930. Foto
cedida por Wanderley Duck |

A estação de Carangola-passageiros, a nova, então
ainda ativa e com trilhos, em 1943. Foto cedida por Wanderley
Duck |

A estação de Carangola-cargas, desativada, em
2001. Foto cedida por Wanderley Duck |

A antiga estação de cargas em 12/2005, hoje centro
de artesanato. Foto Marcos Farias |

A estação "nova" de Carangola, hoje
estação rodoviária. Foto de 07/01/2006,
tirada por Marcos Farias |

A estação "nova" de Carangola, hoje
estação rodoviária. Foto de 07/01/2006,
tirada por Marcos Farias |

A estação "nova" de Carangola, hoje
estação rodoviária. Foto de 07/01/2006,
tirada por Marcos Farias |

A estação "nova" de Carangola, hoje
estação rodoviária. Foto de 07/01/2006,
tirada por Marcos Farias |
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| Atualização:
20.02.2009
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